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Vasco Santos realiza a XIII Mostra de Danças da Corte com recital de poesias
05/12/2017, às 09:13:18

A Escola Estadual Vasco Santos realizou um dos seus mais significantes projetos, a XIII Mostra de Danças da Corte junto com o II Salão Literário, no último dia 21, no Cine Teatro Tiradentes. “O projeto conquista a juventude e traz certo saudosismo aos mais velhos. Aprender com a alegria da dança e da cultura herdada da Corte Portuguesa transforma a escola em um lugar prazeroso e cheio de vida”, destaca a diretora, Maria Cristina de Oliveira Barreto. O projeto é coordenado pela professora Zuleide Santos e também conta com a supervisão da especialista Dalva Rezende. “A cada ano, um público maior prestigia a Mostra de Danças da Corte porque reconhece a beleza e o encantamento das apresentações”, afirmam. O recital que está na sua segunda edição enriquece o projeto despertando nos jovens o gosto pela poesia, com a descoberta de talentosos alunos que enaltecem os escritores brasileiros. “As poesias são declamadas permeando as danças da corte para que nosso evento retrate um verdadeiro sarau literário”, completam.


1º lugar no Fliaraxá - A aluna do 2º ano C da Escola Estadual Vasco Santos, Sther Dias Damico, conquistou o primeiro lugar no concurso de redação do VI Festival Literário de Araxá (Fliaraxá), com o seguinte texto sobre o tema “Língua, Leitura e Utopia”:

“Eu costumava imaginar uma terra onde eu habitaria um dia. Uma terra onde não haveria nenhuma agrura e onde todos os meus devaneios de perfeição seriam reais. Numa tarde de sol forte, enquanto eu sentia-me sozinha e distante deste lugar, finalmente encontrei-o. Minha perfeita terra tinha nome; o Vale da Leitura.

Quando passei pelos portões, descobri que a solidão pode escoar-se na Cachoeira do Conhecimento, que era abastecido todos os dias pelos meus novos amigos. Tomei-me companheira dos romances, aliada dos suspenses e amante da história.

A nascente desta cachoeira fica no Condado das Novas Palavras, onde eu conheci seus habitantes. Integrei-os ao meu vocabulário; o Outrossim, a Pletora, o Paliativo, o Diacrítico, o Macambúzio, e as muitas outras palavras de origem portuguesa, moçambicana e brasileira da nossa língua.

Levarei toda minha família, todos os meus amigos e até, ah! Todo o imenso mundo passando pelos portões deste vale. Porém, as páginas correram, espelhando Machado de Assis e Visconde de Taunay. E os reflexos trouxeram o ceticismo e o fim da minha utopia em ver-nos libertos do Gigante Ignorância.

Estou registrando essas palavras em meu Diário da Esperança, sentada nas nuvens da imaginação com minha Pluma do Pensamento em mãos, desejando que os meus inúmeros conhecidos venham participar das maravilhas dessa língua e desse Vale, onde encontro-me presa, para sempre, pelo amor a ele.”

Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia