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Romeu Zema vai visitar 500 municípios
30/01/2018, às 10:05:29

O empresário araxaense Romeu Zema Neto (Novo), de 52 anos, aparece com 5% das intenções de votos em pesquisa quantitativa para a disputa do governo de Minas Gerais realizada pela Multidados – Pesquisa Profissional Avançada, em dezembro passado. Ele se propôs visitar 500 municípios em todas as regiões do Estado até o pleito de outubro próximo, se apresentando como uma alternativa para o governo mineiro.

“Sem histórico familiar na política, sem uso de dinheiro público, sem doações fantasmas e caixa 2, sem agência de publicidade e sem marqueteiro profissional, mas com muita determinação para renovar a política”, diz o pré-candidato na sua página do Facebook @euapoioRomeu Zema A Multidados realizou a pesquisa no período de 7 a 11 de dezembro passado, com duas mil entrevistas individuais, com a seguinte pergunta: “Qual o seu candidato a governador? O partido Novo considera esse resultado excelente, porque com esse percentual Romeu pode participar dos debates no rádio e na TV. A pesquisa também aponta que ele é o pré-candidato com o menor índice de rejeição entre os citados.

O partido Novo não faz uso de recursos públicos dos fundos partidário e o recém-criado eleitoral e conta com a participação espontânea dos filiados que contribuem com R$ 30 por mês. Nas Eleições Gerais de 2018, em Minas Gerais o Novo também deve lançar candidatos aos cargos de senador e deputados federal e estadual. Para definir aqueles que vão disputar os cargos eletivos, o partido realiza um rigoroso processo seletivo que já está em andamento desde o ano passado, quando aprovou a pré-candidatura de Romeu a governador. Há um ano, Romeu deixou a função de CEO da Zema que está presente em cerca de 460 cidades mineiras, com forte atuação na venda de eletroeletrônicos e distribuição de combustíveis. O grupo deve faturar cerca de R$ 4,5 bilhões em 2017.

Clarim - Como você pretende atingir os araxaenses, saindo vencedor do próprio município?
Romeu Zema - Eu tenho de deixar bem claro que o partido não está assumindo nenhum favorecimento em específico com algumas pessoas ou com algumas regiões. Como o próprio nome indica, é governo do Estado de Minas, e lógico que vamos estar olhando é para o todo em primeiro lugar e, posteriormente, para necessidades específicas de cada região. Então, eu falar que vou fazer alguma coisa por Araxá nesse momento seria uma irresponsabilidade, porque pode ser que tenhamos prioridades em outras regiões do Estado que sejam merecedoras de mais atenção neste momento. Eu não estou a par de todos os problemas e questões e, pode até ser que daqui a um mês ou um ano, quando começar um novo mandato, a situação atual seja diferente da que temos hoje. Então, é algo imprevisível por esse ponto de vista.

E quanto à expectativa da população de que talvez a sua candidatura ao governo do Estado seja um trampolim para uma futura candidatura a prefeito de Araxá?
Eu, pessoalmente, descarto essa hipótese. Vejo que a candidatura a governador pelo Novo permite com que nós façamos uma diferença. O governo de um Estado do porte de Minas Gerais tem uma representatividade e, um prefeito é extremamente importante, a zeladoria toda está na mão dele, que tem que providenciar a rua limpa, o posto de saúde funcionando, mas ele não tem condições de fazer uma mudança tão profunda quanto um governador. E eu gostaria muito de ajudar numa mudança maior, sei que todo prefeito faz um trabalho essencial para a população, mas eu vejo que a minha contribuição seria mais estar à frente do Estado e que estamos precisando de quem se arrisque mais e, estou aí, vamos dizer, dando a minha cara a tapa. É uma decisão que me custou muito, fiquei noites sem dormir e, às vezes, ainda fico, mas vamos fazer o melhor e aguardar o resultado.

Em recente entrevista, você disse acreditar na possibilidade de vitória, embora seja um candidato novo que ingressa pela primeira vez na política. Não somente em relação à candidatura ao governo de Minas, como também às demais, como o partido Novo vai enfrentar as Eleições 2018, tendo em vista a cláusula de barreira e uma legislação eleitoral feita pelos parlamentares para favorecer eles mesmos, com recursos, televisão e outros meios?
A legislação atual foi feita para facilitar o continuísmo, quem está aí ter mais facilidade de continuar, até por essa questão de foro privilegiado; vai receber mais recursos devido ao partido ter uma legenda maior etc. A nossa grande questão é a seguinte: não vai ser mais aparecer na televisão que vai fazer alguém votar em quem já mostrou que não conseguiu nada. Então, nós temos uma proposta diferente, de mudança e, o eleitor já está mais crítico, vai começar a questionar muito se essa pessoa em quem vai votar foi que fez ele perder o emprego há dois, três anos atrás; que fez a família dele passar necessidades; que causou tanto transtorno, sofrimento. Então, nós temos essa questão e ainda a de que em 2018 teremos uma eleição diferente devido ao impacto das redes sociais que estão tendo uma penetração muito maior do que em eleições anteriores. E eu acho que acima de tudo isso, o que nós temos é uma proposta diferente e quem entendê-la não está votando no candidato a, b, c ou no Romeu; está votando na proposta que é a do partido. Se fosse outra pessoa que estivesse no meu lugar, também estaria fazendo o que estou fazendo. Então, um dos nossos problemas é esse personalismo, é colocarmos alguns candidatos ou algumas pessoas acima das regras ou até mesmo das leis. É isso que precisamos mudar e já estamos começando com o próprio partido. E há esse amadurecimento, as pessoas estão começando a enxergar isso.

O Brasil não está inventando a roda, as mídias digitais levaram à eleição do Trump; criaram a expectativa errada em relação à recente eleição na França, a de que um conservador pudesse chegar ao governo. As mídias sociais são responsáveis pelo efeito Bolsonaro, execraram o PT que aperfeiçoou um esquema que já existia na verdade liderado pelo PMDB que, junto com o PSDB, articularam o impedimento da presidente Dilma Rousseff, um golpe contra a democracia. E o Novo aposta nisso?
Eu acho que como todo instrumento de mídia, você pode fazer bom ou mau uso. A nossa preocupação é divulgarmos essas propostas que são totalmente sérias e têm consistência. E não estarmos fazendo barulho e ruído como muita gente faz, porque não é por aí que se resolvem as coisas. O que vamos estar postando são coisas consistentes, não vamos ficar fazendo esse tipo de fofoca e intriga. Principalmente, se as pesquisas mostrarem que os nossos números estão crescendo, incomodando, com toda a certeza a gente vai sofrer fogo adversário, mas vamos correr atrás de escudos para nos defendermos e até mesmo contra atacarmos com uma força maior ainda.

A campanha corpo a corpo é a que faz a diferença para o Novo?
É esse tipo de evento (apresentação do partido em Araxá) que devemos repetir incansavelmente, talvez um cedo, à tarde e à noite. A minha vida é ser missionário nos próximos meses, tanto é que vou tirar uns dias de férias.
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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia