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Palestra sobre Distrofia Muscular de Duchenne no Uniaraxá
01/03/2018, às 08:20:36

A Distrofia Muscular de Duchenne é uma doença genética de caráter recessivo, degenerativa e incapacitante. Com o objetivo de divulgar informações sobre a doença desde a sua identificação até às orientações sobre o diagnóstico e tratamento, aconteceu a palestra “Distrofia Muscular de Duchenne – Saiba Identificar”, no Centro Universitário do Planalto de Araxá (Uniaraxá), no último dia 21.

Somente meninos desenvolvem essa enfermidade que se caracteriza pela ausência de uma proteína essencial para a integridade do músculo, o qual vai se degenerando progressivamente. A criança nasce normal, mas demora um pouco para andar. Entre 2 e 4 anos, ela cai muito e, por volta dos 7, não consegue, por exemplo, correr e subir escadas. Por volta dos 12 anos, começa a perder a capacidade de andar. Ao longo de todo esse período, ocorrem contraturas nas articulações. O quadro vai se agravando; comprometendo toda a musculatura esquelética, até surgirem problemas cardíacos e respiratórios em virtude das alterações ocorridas no músculo do diafragma, mas não porque os pulmões estejam afetados. O tratamento precoce é realizado com corticoides que ajudam a diminuir o processo inflamatório do músculo. A fisioterapia e a hidroterapia também são recursos importantes a fim de controlar a progressão da doença.

A palestra foi promovida por meio de parceria entre o centro universitário e a Associação de Assistência à Pessoa com Deficiência de Araxá (Fada). Na oportunidade, alunos e profissionais das mais diferentes especialidades construíram conhecimentos relacionados à doença e agora serão multiplicadores dessas informações. A palestra foi realizada pela Fisioterapeuta Vanessa Adeodato que faz parte do Centro de Apoio à Duchenne (Cadu). O Cadu é um exclusivo Programa da PTC Therapeutics para apoio aos pacientes com Distrofia Muscular de Duchenne. O principal objetivo do centro é apoiar os pacientes e proporcionar orientações e serviços que mantenham a qualidade e a adesão ao tratamento prescrito. Por meio de um canal de relacionamento exclusivo, os seus pacientes podem contar com uma equipe especializada para o seu atendimento.

Para o coordenador do curso de Fisioterapia do Uniaraxá, professor Anderson Santos, esse tipo de evento é de crucial importância para a prática clínica e em trabalhos científicos. “O curso de Fisioterapia levou alunos, professores e profissionais a participarem e debaterem sobre essa doença, bem como as suas repercussões e seu tratamento. Esse ambiente favoreceu a troca de informações e de experiências, as quais serão de extrema relevância na prática clínica e nos futuros trabalhos científicos”, destaca Anderson.
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Radix Comunicação e Tecnologia