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Mauro acredita em sua eleição para deputado federal
27/03/2018, às 08:34:38

O pré-candidato a deputado federal por Araxá, Mauro da Silveira Chaves, decidiu postergar a escolha do partido pelo qual irá concorrer nas Eleições Gerais 2018 para até o fim do prazo de filiação partidária (7 de abril). Ele espera obter de 30 mil a 40 mil votos em Araxá e de 10 mil a 15 mil fora para assegurar a sua eleição com pelo menos 50 mil votos numa legenda pequena, onde seja um dos candidatos protagonistas.

Inicialmente, você iria definir rapidamente o partido pelo qual pretende concorrer às eleições deste ano, o que mudou nesse projeto e como estão essas conversas?
O diálogo permanente com os partidos é muito importante para você viabilizar uma candidatura e o que me faltava era justamente a estrutura partidária para que de fato a gente prosseguisse com esse sonho, esse compromisso com a cidade de ser candidato a deputado. As conversas estavam bem adiantadas com dois partidos naquele momento (novembro passado), mas através de uma reflexão, como eu determinei que a prioridade é a cidade e não eu, preferi esperar um posicionamento do deputado estadual Bosco para saber qual cargo ele iria disputar. E quando ele acenou e confirmou publicamente que concorreria a deputado estadual, eu preferi sair candidato a deputado federal para que o projeto fosse para a cidade. E como o espaço está aberto para esse cargo, visto que não teríamos naquele momento nenhum candidato da cidade a deputado federal, acabei adiando essa escolha do partido. E agora como está se aproximando o mês de abril que é o fim do prazo para filiação, preferi deixar para o último momento porque outros cenários poderão se desenhar, principalmente no que se refere à eleição majoritária, tanto para presidente quanto governador. Mesmo assim, as conversas se afunilaram e temos três partidos que estamos conversando permanentemente, o Pros, o PHS e o PEN - com o qual tenho conversado desde o início desse projeto, tínhamos suspendido as tratativas e agora retomamos novamente. Eu acredito que será um desses três partidos.

Na sua opinião, qual a média de votos necessária para que consiga efetivamente ser eleito deputado federal?
Uma das estratégias de definição do partido é justamente essa, aquele que tivesse uma chapa formada que pudesse me credenciar a ser um dos protagonistas e não um coadjuvante. E pelos levantamentos, a gente estima que entre 40 mil e 50 mil votos daria para conquistar uma cadeira na Câmara Federal.

Os 23 mil votos que obteve como candidato a prefeito em 2016 o credenciam a negociar com esses partidos a sua ida e esse protagonismo, visando realmente a sua eleição?
Eu nunca fui tão “namorado” na política como agora, realmente foi uma votação significativa e não tinha noção disto. Hoje, eu tenho, porque praticamente todas as legendas, com exceção do PT e PMDB, me procuraram. E vieram com um entusiasmo muito grande, principalmente essas siglas menores que estão convencidas de que serei eleito com 40 mil votos. Mas, eu tenho o pé no chão e estimo que a votação razoável é entre 40 mil e 50 mil votos. Então, todos esses partidos me buscaram exatamente em razão do resultado da eleição passada.

Desses votos, quantos você calcula para sair tranquilo com uma votação majoritária em Araxá?
Se a gente buscar os números de votos válidos, em Araxá na última eleição foram 55 mil. E em 2014, na eleição para deputados, o nosso deputado estadual Bosco obteve 42 mil votos em Araxá, mais de 80% dos votos válidos. Então, a gente entende que Araxá por ser uma cidade que abraça o candidato da terra e, comigo foi assim para prefeito, acredito sair daqui com uma votação bastante expressiva e, evidentemente, superior a que tivemos para prefeito. Se eu tiver entre 30 mil e 40 mil votos em Araxá, entendo que saio daqui praticamente eleito. É lógico que temos outras bases formadas e informações que me dão ainda um potencial de buscar de 10 mil a 15 mil votos fora de Araxá. Então, eu entendo que não está difícil conquistarmos essa vaga, vai depender muito mais da cidade abraçar realmente esse projeto e eu tenho que me esforçar muito para buscar os votos fora. Mas nós faremos isso, o meu esforço junto com o da cidade, vai prevalecer essa soma de esforços.

Onde pretende buscar essa votação fora, tendo em vista que pela primeira vez vai participar de um pleito em que realmente é necessário ter penetração em outros eleitorados?
Nós entendemos que a primeira base é as lideranças políticas da nossa cidade. Como para prefeito eu não tive o apoio de nenhuma liderança consolidada, acho que o cenário agora é totalmente diferente. Eu já busquei diálogo com praticamente todas as lideranças e temos hoje confirmados sete vereadores que me darão apoio e dois outros que talvez não porque têm outro tipo de compromisso, como o de cunho religioso, mas que também não vão me atrapalhar. Então, a gente já tem essa maioria. Ex-vereadores também estão ao meu lado e ainda pessoas que tiveram uma votação expressiva, mas não conseguiram a cadeira. Nós temos uma base bastante consolidada e estamos buscando também nos bairros, onde não éramos tão conhecidos, trabalhar com uma divulgação mais ampla. E principalmente nas cidades em que temos abertura por um motivo ou outro, como em toda a região do Alto Paranaíba, parte do Triângulo Mineiro, Belo Horizonte e região metropolitana. E temos também no Norte de Minas algumas cidades que já nos abraçaram. Em todas essas cidades que eu falo, temos algum tipo de liderança política e ou comunitária que já declararam o apoio a minha futura candidatura. E além dos 23 mil votos que eu tenho certeza que ainda seguirão confiando em mim.

E a Polícia Civil?
Na Polícia Civil como um todo, temos reuniões permanentes com lideranças de classe. E ficou convencionado, em Belo Horizonte, com a participação de seis sindicatos, que eu terei o apoio deles. E além da experiência que tivemos de 30 anos no órgão, onde sou bastante conhecido. Com essa votação expressiva na última eleição, eu passei a ter um respeito ainda maior na entidade que foi a minha base profissional. Então, nós temos promessas lá também de bastante apoio e é uma das bases muito fortes que eu tenho certeza que já conquistei.

Por que você vai se candidatar a deputado depois de ter disputado a eleição em 2016 para o Poder Executivo?
Primeiro, porque pela votação que tivemos constatamos que a cidade realmente apostou principalmente nos meus ideais. E eu tenho certeza também pelo que eu mostrei tanto na Câmara Municipal como na Secretaria Municipal de Segurança Pública. O resultado também ao longo da minha jornada de trabalho. Na minha história de trabalho na cidade, a gente sempre conseguiu ter um destaque bastante positivo. O Brasil precisa de mudanças e talvez este seja o principal combustível para que eu venha ser candidato ao Poder Legislativo como deputado federal. Eu entendo que tudo que aconteceu no Brasil nos últimos quatro anos, como a operação Lava Jato, acabou afetando muito a Câmara Federal. Então, acredito que lá haverá uma renovação muito ampla. Eu poderia ficar na minha zona de conforto, já sou um servidor público aposentado da Polícia Civil. Mas se ficar acomodado, não verei um futuro mais digno para o nosso Brasil e essas crianças que estão aí hoje. Talvez, o principal motivo seja este, o de levar uma mudança da mentalidade política. Não ter mais esse jeito antigo de fazer política.

Essa candidatura a deputado não seria mais um trampolim para as Eleições Municipais de 2020? Como vislumbra a sua participação na próxima campanha municipal, sendo eleito ou não deputado federal?
Eu confesso que não me preocupo com a eleição seguinte, sempre tive a decisão de participar da política de forma totalmente despretensiosa, igual foi para vereador e acabei sendo eleito. Mas a partir daí, o exercício da política acaba sendo um momento que possa se refletir na eleição seguinte. Mas não que você tenha que entrar pensando que vai vir marcar território ou que vai fazer uma estratégia pensando na eleição municipal. É claro que como já disputamos uma eleição municipal, a gente vai ser sempre lembrado pela população como um pretenso candidato a prefeito. Mas gora estou preocupado de fato com a eleição para deputado, o que acontecer nessa eleição pode se refletir na seguinte, o que não quer dizer que a gente está trabalhando de forma estratégica para ficar potencializado, não. Eu só entrarei para deputado federal, porque eu tenho certeza absoluta que nós temos todos os ingredientes para conquistar esta cadeira para Araxá.
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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia