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Delegado e investigadores estão foragidos
28/03/2018, às 08:28:19

Um delegado e três investigadores que atuam na 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Araxá são alvos da Operação Fênix deflagrada em dezembro de 2017 pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para apurar crimes de corrupção, tráfico de drogas, venda ilegal de armas, receptação, adulteração de identificação de veículos, além de fraude processual e obstrução da Justiça.

Foragidos - Na quinta fase da operação houve diligências em Uberlândia e Araxá e os dois delegados da região são considerados foragidos por não terem sido encontrados nos endereços para o cumprimento dos mandados. Em nota, o MPMG explica que Fênix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em autocombustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas, por isto, denomina a megaoperação. A quinta fase contemplou o cumprimento de 14 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, inclusive na 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Araxá.

Em Araxá - Também está sendo investigado o suposto pagamento de vantagem indevida no valor de R$ 50 mil por Kenny Cassiano Jorge, com a participação de sua companheira FPA e de seu advogado FCS, ao delegado Sandro Montanha de Souza Negrão e os investigadores Alisson Reis Santana, Dioges Martins Ramos e Davi Silva Ostrowski lotados na 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Araxá, a fim de que omitissem a prática de atos de ofícios ou os praticassem com infringência de dever funcional. O suposto crime de obstrução de Justiça praticado pelo delegado Negrão e os investigadores Alisson, Dioges e Davi consistente na omissão à Justiça Criminal de Araxá de interceptações telefônicas realizadas na cidade e que comprovariam o crime de organização criminosa e associação para o tráfico de entorpecentes.

As investigações serão encerradas em dez dias. A denúncia em face dos investigados será oferecida no prazo de cinco dias contados da data do encerramento das investigações. “Diante do baixo indício de cumprimento dos mandados de prisão expedidos em face de policiais civis, o Ministério Público encetará diligências no sentido de apurar eventual vazamento de informações em todas as esferas que tomaram conhecimento das investigações e deflagração da operação”, citam na nota os promotores de Justiça, Daniel Marotta Martinez e Adriano Arantes Bozola, do Gaeco Uberlândia.

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