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EDITORIAL - Correspondência
24/08/2018, às 09:05:01

Após três anos e meio à frente da administração municipal, o prefeito Aracely de Paula consolida importantes obras, especialmente na educação e saúde. Sem deixar de contemplar desde a malha urbana, a segurança, o lazer e esporte que também são essenciais para a sociedade. Embora a folha corrida e inclusive outros grandes projetos previstos para até 2020 ou para frente, a atual gestão não conta com um índice de satisfação da população à altura do que tem realizado.

Uma situação que pode ser resolvida a tempo, mas implica não só em cuidar melhor da cidade, como também reestruturar a máquina administrativa. Os processos precisam melhorar em agilidade e resposta às demandas cotidianas da população. Hoje em dia, para fazer rodar essa estrutura de cerca de cinco mil servidores e com a qualidade de atendimento desejável, é preciso administrar bem desde a ponta, ou seja, de quem presta diretamente os serviços públicos. Justamente por ser pública, essa prestação de serviços deve ser ainda melhor.

O problema está em contemplar as demandas básicas da população como o próprio nome diz. O cidadão sente a sua qualidade de vida de dentro para fora da casa dele, se tem comida na mesa, fácil acesso e resolutividade no atendimento da rede pública de saúde, educação para os filhos e perspectivas no mercado de trabalho. É assim que deve ser uma cidade privilegiada como Araxá, mas que ainda busca estabelecer integralmente essa correspondência.

Quando esse cidadão sai de casa deseja que seja para trabalhar, estudar, praticar esporte, aprender um ofício ou uma arte, ser útil para o bem comum. Também quer ter opções culturais e de lazer que valham a pena e ainda ambientes públicos que possa frequentar com segurança. Para que haja essa harmonia, o cuidado com a cidade é essencial e deve partir do exemplo do poder público que quando acontece deve ser retribuído pelo cidadão, contribuindo para o conjunto.

Se alguém sai de casa e quebra o carro ao cair num buraco; olha a sujeira com lixos entulhados e ou esparramados pelos cães que vivem soltos nas vias; o mato alto em lotes particulares e também em áreas institucionais que pertencem à prefeitura; vias sem calçadas ou inadequadas; naquele momento não dá importância à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) recém construída até porque ainda não precisou ser atendido lá, mas não tem sido assistido devidamente no que lhe toca mais de perto. O ginásio, a praça, outros equipamentos públicos recuperados correm sério risco de voltar às más condições de antes em pouco tempo se não forem bem mantidos e utilizados pela comunidade, apropriados por ela para que corresponda ao zelo demonstrado pelo poder público. O crescente mato por um, dois, três meses na cidade, de forma geral incomoda a todos e deixa ainda mais contrariados os que estão mais próximos desses locais abandonados, correndo risco de saúde, de insegurança pessoal, por causa do desleixo.

Com as obras já entregues à comunidade como a própria UPA, o Parque do Cristo, o Feirão do Povo, os renovados ATC e CSU, os novos Cemeis e Emeis em regiões que careciam desse acesso, dentre outras; agora o governo dá sinais de que se volta para o funcionalismo municipal. Já anunciou a construção da sede própria do Iprema com espaço para atender bem o servidor e a complementação do Centro Administrativo. Porém, esse é um caso em que melhor do que as obras físicas são as humanas. Ainda é preciso enfrentar e fazer um Plano de Cargos e Salários Geral para eliminar os desvios de funções e motivar o servidor com ascensão na carreira através do aperfeiçoamento profissional, capacitação e mérito. Ao mesmo tempo em que é preciso cobrar o desempenho, se for o caso. Essa correspondência aos anseios da população é o termômetro do grau de satisfação alcançado pelo governo municipal.
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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia