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EDITORIAL - O recado do governador
16/01/2019, às 08:53:48

A partir de 2019 descortina-se novo horizonte para Minas Gerais e, especialmente Araxá, com a gestão do governador Romeu Zema Neto. Após a tempestade que cai varrendo o passado político que estava até então arraigado no Estado e no município, Zema conta com a fé, coragem e boa vontade que o levou a buscar pela primeira vez o cargo eletivo já para governador de Minas Gerais e para surpresa geral ser vitorioso com histórico respaldo popular demonstrado nas urnas. O seu discurso ao ser empossado como governador espelha as suas pretensões no exercício político.

Ele inicia dizendo que o eleitor decidiu realizar uma reforma política nas urnas que há tempo é pedida pela população, “mas que até então não havia sido colocada em prática”. Para Zema, a sua eleição demonstra que o eleitorado está deixando para trás os que insistem nas velhas práticas políticas. Ele segue afirmando que o eleitor quer a política do bem – “que expressa interesses coletivos e difusos, com respeito, ética e seriedade com os recursos públicos”. Ele acredita que o amadurecimento político e democrático demonstrado nas urnas pelo eleitor é o que lhe permitirá reunir as necessárias condições para realizar uma gestão estadual “que seja modelo dessa nova maneira de exercer a política em Minas Gerais”.

O governador afirmou no discurso de posse que foi escolhido dentro dessa prática democrática e que confia na sua boa fé, formação e competência já que desde muito cedo busca o seu crescimento pessoal e profissional – “meu e de quem esteve ao meu redor neste caminho”. Ele acrescentou que se sente recompensado pelo esforço, dedicação e trabalho que lhe permitiram fazer crescer o Grupo Zema e, atualmente, poder deixar a sua direção para “aceitar o desafio de se dedicar ao bem comum através da política”.

Zema ressaltou que pretende governar com “espírito público”, ou seja, o que expressa a coletividade independentemente de partidos e ou posicionamentos ideológicos. “E é com ele que os mineiros contam para sairmos do grave momento de crise que vivenciamos”, afirmou. Ele deixou claro que a situação do Estado é de falência e avalia que a falta de austeridade levou o governo de Minas a “um ponto sem volta”. De acordo com as informações repassadas ao discursar, a previsão de déficit nas contas correntes do Estado ultrapassa os R$ 30 bilhões em 2019 e, se nada for feito, chegará aos R$ 100 bilhões nos próximos anos. O governador pediu apoio aos parlamentares estaduais e federais para juntos vencerem a grave situação de Minas Gerais – “com a devida deferência, que tenham consciência da situação de todos os 853 municípios que reúnem 22 milhões de mineiros numa área de 600 mil km² que abrange dez diferentes regiões, todas de alguma forma com demandas históricas e urgentes”.

O governador encerra o seu discurso reforçando a importância dessa união para que a grave situação do Estado possa ser gradativamente resolvida. “Dialogar com transparência a fim de distinguir o que é importante daquilo que é fundamental para poder avançar e garantir um Estado que promova maior prosperidade e um melhor ambiente a quem trabalha e quer trabalhar, serão desafios que teremos que vencer juntos”. Ele disse que o pragmatismo é necessário para que as mudanças sejam feitas, como as reformas administrativa e fiscal do Estado. “Para que os servidores possam receber os seus salários conforme determina a lei, o mais tardar até o 5º dia útil do mês seguinte. Assim como para que as prefeituras voltem a receber os valores que têm direito. E para que possamos ter condições de investir no que serão as prioridades do Estado que são segurança, saúde, educação e infraestrutura”, disse. Ao final, ele propôs a formação do Pacto por Minas Gerais - “com a união de todos os poderes, o Ministério Público, imprensa e sociedade organizada formando uma aliança histórica”.
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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia