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Espetáculo “A Sós” neste sábado no Teatro Municipal
17/01/2019, às 09:46:12

A peça “A Sós” será apresentada neste sábado, 19h, às 20h, no Teatro Municipal de Araxá (av. Antônio Carlos, s/n, Centro) com entrada franca. A solidão contemporânea e os desajustes psicológicos que levam ao distanciamento entre os seres e a “desumanização” é o tema que permeia a trama. “A peça tem como fonte inspiradora a relação humana, a solidão e as angústias vivenciadas numa relação conjugal”, explica o ator e autor, Ubiratan Santana. “Os personagens estão inseridos num espaço e tempo distorcidos e evidenciam seus medos, suas obsessões e principalmente suas ‘cicatrizes’ conjugais. Por meio de elementos poéticos e simbolistas, a trama revela os fantasmas e a culpabilidade de um homem obsessivo e violento que, em relação à sua própria esposa, chegou às vias de fato”, conta Ubiratan.

A montagem "À sós” percorrerá oito cidades mineiras até o primeiro trimestre deste ano - Betim, Curvelo, Mariana, Sete Lagoas, dentre outras. Os ensaios e todo o processo de pré-produção da montagem foram realizados na cidade de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. “A realização deste projeto tem o objetivo de suprir uma grande demanda quanto ao estímulo à produção e circulação de espetáculos na cidade. Nossa intenção é estimular a produção teatral local e desta forma, suprir uma lacuna artística existente de produções teatrais daqui, minha cidade natal. A partir desta construção, iremos circular por cidades do interior do estado, que muitas das vezes também têm acesso limitado às produções artísticas. A ideia é realmente buscar a descentralização do acesso à cultura, que geralmente, fica concentrado apenas na capital”, destaca o autor.

A peça tem cerca de 50 minutos de duração, com três personagens em cena, inseridos dentro da estética teatral própria do grupo, emoldurada em uma dramaturgia cenográfica que trará elementos minimalistas para ressaltar o simbólico, a desconstrução temporal e a sutileza do universo psicológico, no qual os personagens construíram para se aprisionarem. “O enredo não tem o intuito de focar nas agressões físicas, mas sim, na agressão psicológica que uma mulher pode sofrer nas mãos de seu companheiro. Na solidão e na intimidade de seus lares. Os espectadores serão provocados a refletir sobre as atitudes quase imperceptíveis, mas que estão muito presentes na contemporaneidade e na realidade de seu cotidiano, numa trama com um final surpreende”, revela Ubiratan.
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Clarim
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