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PC indicia torcedores do Galo por injúria racial
29/11/2019, às 17:15:55

Natan Siqueira Silva de 28 anos, e o seu irmão Adrierre Siqueira da Silva, 37, foram indiciados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) pelo crime de injúria racial. Os dois irmãos teriam insultado um vigilante que estava em serviço no estádio do Mineirão durante um clássico do Cruzeiro Esporte Clube e do Clube Atlético Mineiro no último dia 10 de novembro. Nathan teria proferido duas vezes a palavra “macaco” contra o vigilante e Adrierre teria cuspido na vítima e questionado sobre a sua cor de pele, ao dizer a frase “olha a sua cor”. Durante as apurações, Nathan disse em sua defesa que foi mal interpretado, e que a palavra que tinha utilizado era “palhaço”. Porém as imagens foram periciadas pela PCMG e o laudo comprovou que realmente a palavra proferida foi “macaco”, por duas vezes. Os dois irão responder na Justiça pelo crime de injúria racial, que prevê reclusão de um a quatro anos e multa.

Além deste caso, a PCMG chegou aos dois torcedores do Cruzeiro Esporte Clube envolvidos no arremesso de objeto contra a torcida do Clube Atlético Mineiro. O fato ocorreu no mesmo dia no Estádio do Mineirão. Ricardo Pereira da Silva, de 43 anos, e Mateus Silva Martins, 23, foram identificados durante as investigações. Ricardo teria exibido uma garrafa de vodca em um camarote e Mateus teria arremessado um objeto sobre a torcida do Atlético. A Delegada responsável pelos casos, Fabíola Oliveira, da Delegacia Especializada de Eventos, ligada ao Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), explicou sobre as apurações: “As imagens do Minas Arena já foram encaminhadas para perícia, com isso iremos saber qual foi o objeto arremessado a partir do camarote para a torcida adversária. A provocação de tumultos, brigas e confusões em estádios de futebol é considerada como crime dentro do Estatuto do Torcedor. As investigações continuam e é aguardado o resultado do laudo pericial para conclusão do caso” concluiu.

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Clarim
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