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Editorial - Em franca decadência
03/12/2019, às 09:15:38

A falta de políticas públicas em área cruciais, especialmente desde o conturbado início da atual gestão municipal há cinco anos, tem levado Araxá ao retrocesso. A exemplo da atividade turística que poderia ser importante eixo econômico do município, porém inexiste estratégia que vise o seu incremento. O que inclusive ficou demonstrado no debate sobre o calçadão da rua Presidente Olegário Maciel durante Fórum Comunitário promovido pela Câmara Municipal.

É desanimador constatar o estado em que se encontra não só o calçadão, como também o que deveria ser um Centro Histórico remodelado e vivo como previa um dos projetos do Sebrae para a área, elaborado há mais de dez anos. Como tantos outros engavetados, esse projeto previa não só a implantação do calçadão no primeiro quarteirão da rua presidente Olegário Maciel, como também a passagem de apenas um carro de cada vez pelo segundo quarteirão e englobava as imediações como a da abandonada praça Governador Valadares que é mais um patrimônio público em decadência no município ao invés de estar restaurado. Não é só a obra física, como a padronização do espaço, o projeto se executado humanizaria o setor histórico da cidade. A paisagem urbana pode e deve ser planejada e transformada a favor da qualidade de vida, como acontece em países desenvolvidos.

Em Araxá, o autoritarismo tem feito muito estrago que só não é maior pela atenção e empenho do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pois tem agido a tempo e não só quando é provocado. Mas há uma enxurrada de processos a serem analisados, sejam contra a administração municipal anterior e a atual, porque o que tem prevalecido é uma antiga prática política que ainda vige no município, impedindo-o claramente de se desenvolver. Assim como, esses resquícios antidemocráticos levam Araxá a um atraso que demandará mais do que uma nova gestão municipal para ser reparado.

No fórum, os comerciantes presentes estavam indignados porque o calçadão ao invés de ser um atrativo turístico como vislumbrado, está mesmo é afastando as pessoas devido à insegurança, sujeira, desorganização em relação aos ambulantes, entre outros problemas. Uma dos comerciantes cobrou a presença no debate de pelo menos um representante de entidades que deveriam defende-los como Acia, CDL e Sindicato do Comércio. “Nós pagamos a contribuição para que?”, questionou com propriedade. Por essa desatenção e outras, os comerciantes estão desmobilizados, desanimados, indignados com a falta de resolutividade do poder público municipal e já sem a quem recorrer.

Não é somente o calçadão que causa indignação, como o estado dos prédios que abrigavam os museus Sacro e Dona Beja que estão fechados há uns cinco anos. O governo municipal tem recursos para não só recuperar esses patrimônios históricos, como desapropriar e restaurar outros que estão caindo, a exemplo do Hotel Colombo que já é de sua propriedade. O problema é que o incentivo à atividade turística não é prioridade de governo e, pelo contrário, uma cidade em clima de abandono e descrença ao invés de atrair pode até espantar o turista.


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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia