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Editorial - Polarização à vista
17/01/2020, às 09:35:44
E 2020 começa sem nada de novo na política araxaense em relação a 2019, ou seja, com dois, três até quatro pré-candidatos a prefeito e sob a insuflação de que este número ainda cresça até a disputa pelo cargo.

De fato, a pulverização das candidaturas com o lançamento de um maior número de candidatos a prefeito é o que almeja a classe política que apoia a atual gestão municipal. Porém, querer e poder estão ainda mais distantes quando se trata de política. O que existe em Araxá é uma tendência de polarização tão forte na população que deve superar qualquer esforço contrário no sentido de pulverizar o pleito.

É clara a insatisfação popular com a administração municipal que se estabeleceu desde 2015, aliada às mudanças nas regras eleitorais como o fim das coligações proporcionais, ao sentimento geral do brasileiro com a classe política vigente, à impossibilidade do atual prefeito de concorrer à reeleição, portanto, será muito difícil para a situação contar com um candidato a prefeito disposto a enfrentar as críticas ao governo municipal e com reais chances de vitória. Assim vão ter que cortar na própria carne, porque também se evidencia que o candidato a prefeito que contar expressamente com o apoio da situação política vai administrar mais ônus do que bônus.



Por outro lado, a oposição não tem se diferenciado da situação política que está posta e, isto, é histórico no contexto político araxaense. Tanto é que os tradicionais políticos a cada pleito se revezam na apresentação das candidaturas, ora juntos, ora separados, criando mitos, especulações, detonando a imagem dos adversários ao invés de carregarem um verdadeiro compromisso com a população e atrapalhando o desenvolvimento sustentável do município. Ou seja, buscam crescer em cima dos outros, arrimando-se entre si. Ao mesmo tempo, o eleitorado cada vez mais sofrido tende a abrir o olho, votar com consciência, checar mais as propostas e os candidatos e, atualmente, a oposição política existente na cidade também não satisfaz a sede do eleitorado por mudança, renovação da classe política.

Esse vazio no espaço político municipal conclama à apresentação de candidaturas a prefeito dispostas a ocupa-lo, inclusive de pessoas fascinadas com a possibilidade de poder. O que está fazendo com que surjam mais pré-candidatos ditos de oposição à administração municipal, enquanto a situação continua sem nomes para a disputa. No entanto, essa tendência de divisão da oposição só favorece a situação que torce e tem se esforçado para que seja mesmo uma campanha pulverizada, por isto, não deve perdurar até o final entre os que realmente já definiram o voto pelo não à conjuntura política reinante.

Já a população como um todo aguarda o surgimento de um novo bloco que represente de fato a terceira via na política araxaense, que promova a possível renovação no Executivo e Legislativo, com o surgimento de novas lideranças e o fim dessa política tacanha que tem levado Araxá a perder muito em termos de representatividade nas últimas décadas. A política limpa, sincera, desinteressada do que não seja bom para o município, aberta e disposta a mudar o que não está correto ou que não vai ao encontro do desenvolvimento sustentável é o anseio que tende a ser expresso nas urnas este ano.
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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia