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EDITORIAL - A face real do Facebook
29/02/2012, às 09:30:45

Representantes do grupo “Vamos Salvar as Árvores de Araxá” e da administração municipal em audiência de conciliação conduzida pelo juiz de Direito, Renato Zupo

 

   Aceleradamente como seus cliques, o Facebook entra na vida de um número cada vez maior de pessoas. Com forte intimidade e transparência (botando a cara), garante a liberdade de expressão que, por sua vez, assegura a democracia através do conhecimento de tantas versões que existem em qualquer fato da vida. Esse fenômeno coletivo e virtual, não deixa de ser real ao penetrar no dia a dia das pessoas, transpondo-as para situações concretas.
   De meros observadores, os internautas vão se interagindo pelo Face e boa parte sai desta cômoda posição ao manifestar-se e ir criando laços, que muitas vezes levam à adoção de uma postura ativa que faz desse espaço um hábito. Na medida em que aumenta o número de adeptos e a capacidade das pessoas de utilizarem os instrumentos que estão à disposição no Facebook, como os grupos abertos e fechados, passa a haver um domínio nessa interação.
   Muitos se fascinam, curam carências, ganham amigos, conseguem emprego e experimentam outras fortes e verdadeiras relações diante de um constante público a lhe dar atenção pelo computador. Dizem que essa informatização de tudo na vida tem afastado ainda mais as pessoas, porque grudam na tela do computador e acreditam que não precisam e nem têm tempo para os sentimentos reais que vão ficando cada vez mais distantes.
  Mas, como em tudo na vida, existe outro ponto de vista que se contrapõe a essa frieza e considera que na verdade o Facebook aproxima as pessoas. Tal são o seu alcance, a facilidade e poder para promover encontros e reencontros, saber de quem está longe, trocar informações, acompanhar literalmente o dia a dia de muita gente, de predispor o homem aos contatos sociais. O que atrai no programa é a liberdade de todos em se expressarem de forma praticamente sem censura e com certa desinibição que somente a distância proporciona e, às vezes, ainda sob o anonimato dos chamados “fakes”.
   Há quem se sinta completamente à vontade para posicionar-se sobre as mais variadas questões da vida no Facebook. Como existem aqueles que nem têm o seu perfil ou mesmo desenvolvem ojeriza e medo do programa. É como dar valor ao quanto permite saber da sua vida e dos outros e, ao mesmo tempo, repudiar esta falta de privacidade. No entanto, muitos dos que acreditam na existência de outras vidas vislumbram mundos mais evoluídos do que a terra, onde os seus habitantes conversam telepaticamente, pelo pensamento, sem essa necessidade e nem poder de disfarçar e dissimular nada, porque cada um é um e se respeita desta forma.
   A partir desse princípio da total transparência desenvolve-se o senso moral, o respeito mútuo pelo sofrimento e alegria de todos, como uma explosão da consciência do bem coletivo. Ao democratizar a palavra, o Facebook permite a sua autodepuração, com o isolamento do diálogo e da convivência virtuais daqueles que agridem, fazem críticas pessoais e utilizam a ferramenta para fins escusos. Para outros, a distância começa a incomodar e passa, então, passa a ser substituída pela vontade de realmente participar e estar com as pessoas. Esses levam a vida real para o debate virtual e vice-versa, na prática dessa interação de forma independente dos interesses específicos, como o político.
   Na Internet é assim, acredite em quem e no que quiser, pense a sua maneira e diga o que queira, mas vários filtros vêm permitindo usar o Facebook cada vez mais em prol do social numa natural peneira. Em Araxá, pelo menos dois grupos já pularam da tela do computador para a realidade, como o “Salve Araxá” liderado pela dona de casa Alessandra Eugênio e a auxiliar de odontologia Nathaly Montandon  que fizeram o “Movimento Pró Verde e Meio Ambiente – Não troco o meu pulmão por um Ipod”, panfletando na Câmara Municipal nesta terça-feira, 28.
   No mesmo dia, às 17h, no Fórum Tito Fulgêncio, o grupo “Vamos Salvar as Árvores de Araxá” participou da assinatura de um acordo para que sejam cortadas apenas as árvores mais próximas ao prédio da Igreja Matriz de São Domingos.
   Essa facilidade de mobilização social diferencia o Facebook, vindo ao encontro da ânsia das pessoas por um meio de comunicação aberto e com elas no comando.

 

Alessandra Eugênio e Nathaly Montandon levaram o movimento “Salve Araxá” para a Câmara Municipal, onde distribuíram panfletos e fitas verdes

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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia