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A importância da brincadeira no desenvolvimento da Criança
08/10/2012, às 12:34:54

 

   O direito à brincadeira é tão fundamental que foi incluído na Declaração das Nações Unidas dos Direitos da Criança em 1959. Esse direito foi reiterado em 1990, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a Convenção dos Direitos da Criança. Além de ser um direito, a brincadeira é uma condição indispensável para o desenvolvimento saudável da criança. De acordo com a psicóloga Valnete Dulce de Melo Afonso, “o brincar é uma forma de expressão da capacidade simbólica e a via de acesso às fantasias inconscientes”.

   Ela explica que a função simbólica é a habilidade de fazer uma coisa, palavra ou objeto, representar outra, por exemplo, uma caixinha de fósforo pode se transformar num carrinho. Valnete acrescenta que é importante os pais estarem atentos às brincadeiras, pois através do brincar a criança vai estabelecendo as relações com o mundo externo.

   Valnete que se formou na Universidade de Uberaba e estudou Neuropsicologia e Reabilitação Neuropsicológica na Faculdade de Medicina da USP, ressalta que o brincar é fundamental para o desenvolvimento das crianças. “Pois propicia a criatividade, beneficia a motivação, o controle, o senso de realidade, a imaginação e as habilidades cognitivas. É através do brincar que o indivíduo pode utilizar integralmente sua personalidade, pois a criatividade promove a descoberta do seu jeito de ser, o seu ‘eu’”, informa.

   Segundo ela, no desenvolvimento infantil a cada fase os brinquedos se apresentam de forma diferente. “Precisamos ficar atentos aos brinquedos eletrônicos que despertam curiosidade, mas bloqueia a criatividade. Em nosso mundo globalizado precisamos apresentar aos filhos as tecnologias, mas somente no sentido deles terem o conhecimento. Pois em relação aos brinquedos tecnológicos, senão houver uma orientação adequada podem tolher a criatividade das crianças. É importante diversificar os brinquedos e jogos, sempre procurando adequá-los à idade da criança”, explica.

   De acordo com a psicóloga, as brincadeiras que envolvem armas de brinquedo causam sempre muita polêmica. Valnete que também é especialista em Gerontologia pela Universidade Federal de Uberlândia, esclarece que espadas e revólveres de brinquedo, por si só, não fomentam a violência. “Para a criança ter um comportamento agressivo faz-se necessário um conjunto de fatores envolvidos. Não adianta os pais deixarem de comprar esses brinquedos, pois em breve, a criança juntamente com outras no brincar de ‘faz de conta’ estará brincando de arminhas usando a criatividade. É importante não incitar a violência, mantendo um diálogo aberto em casa que é válido também nas escolas”, esclarece. Ela lembra que na escolha dos presentes para as crianças é importante lembrar que o brinquedo interessante é aquele que desafia o pensamento delas, é rico em cores e texturas, tem o tamanho adequado para a faixa etária e seja seguro.

Comércio
   O Dia da Criança está em segundo lugar no ranking das temporadas de maior pico de vendas e só perde para o Natal. Em geral, há um crescimento que gira em torno de 15% a 20% nas vendas. A gerente comercial da Eletrozema, Lucimar Mendes, está otimista neste ano. “Nós apostamos muito nos brinquedos e estamos com bastante novidade. Estamos com bonecas, casinhas de árvore, piscinas, jogos e outros”, conta Lucimar.

 



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Clarim
Radix Comunicação e Tecnologia