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Creas acolhe dependentes químicos e suas famílias
20/06/2011, às 10:43:24

 

    Araxá possui o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) que acolhe os dependentes químicos e suas famílias orientando-os no enfrentamento dos problemas provocados pelo uso de drogas, como o álcool. A coordenadora do Creas, a psicóloga Maria das Graças Resende Vasconcelos, explica que o serviço funciona desde 2009 para trabalhar com todos os tipos de violência social. Segundo ela, ainda faltam na cidade locais de internação para tratamento de jovens e mulheres dependentes de drogas.    
    Maria das Graças explica que o Creas é uma ampliação dos serviços de assistência social, como o Sentinela. “Hoje, a gente vem ampliando esse trabalho, com o idoso, com as pessoas com dependência química, em relação à violência da mulher. Nós trabalhamos todas as violências e tem um setor chamado Antidrogas que trabalha especificamente as famílias”, explica. Segundo ela, o Creas acolhe os dependentes e as suas famílias.
    “É feito um diagnóstico para saber a dimensão do problema, se precisa ou não de tratamento. Caso queira fazer o tratamento, a equipe vai até as comunidades terapêuticas para providenciar a sua internação e, paralelamente, vai trabalhando as famílias com as comunidades, com os serviços que já existem no município”, explica Maria das Graças. Ela informa que todos os interessados podem procurar o Creas que está situado na av. Getúlio Vargas, 274, Centro.
    A coordenadora afirma que a dependência química precoce é o maior problema de hoje em relação ao combate às drogas. “O envolvimento cada vez mais cedo de meninas e meninos com o uso de drogas e, por causa dele, acabam traficando para se manter e a questão da família não dar conta, não enxergar isto no primeiro momento, e a partir do momento que enxergam não sabem o que fazer. O maior problema é a questão do dependente que agora também é traficante, os dois juntos, um paradigma muito sério que estamos enfrentando. Antigamente, era só traficante ou só usuário, hoje os nossos usuariozinhos são também traficantes porque precisam se manter no vício”, diz Maria das Graças.
    Segundo ela, esse é um problema muito sério e as famílias não estão dando conta de ajudar seus dependentes. “Está cada vez mais grave a situação, eles chegam a roubar da própria família para manter o vício”, afirma. Ela acrescenta que Araxá não tem locais de tratamento para adolescentes e mulheres, o que é um sério problema.
    “Existe a Fazendinha Senhor Jesus que acolhe adultos do sexo masculino. Mas, infelizmente, não temos locais de tratamento para adolescentes e o sexo feminino. Então, sempre que a família e o dependente aceitam o tratamento, a gente vê com as parcerias em outros municípios. Hoje, a gente tem comunidades terapêuticas em Uberaba, Franca, para levarmos esse jovem ou essa mulher quando aceitam o tratamento. Já quando é o homem, a maioria é tratada aqui mesmo”, afirma.


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