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Anastasia quer abertura da Copa no Mineirão
02/06/2011, às 08:19:31

 

 

Nós estamos, Governador, a três anos da copa de 2014. Como é que estão os preparativos aqui em Minas Gerais para esse evento tão importante para o Brasil e, claro, para nosso Estado?

Antonio Anastasia - É uma boa pergunta. Eu queria aproveitar para reiterar como é importante a Copa do Mundo. A Copa no Brasil não é só importante porque nós vamos ter aqui a oportunidade de ver os jogos, grandes jogadores, torcermos pela seleção brasileira e acompanharmos um evento que é mundial. Na verdade, a Copa do Mundo tem também uma grande importância pela sua natureza econômica. Vai significar empregos, oportunidades, desenvolvimento e progresso. Por isso é muito importante um trabalho firme a favor de uma Copa muito organizada no Brasil. Estamos dentro do cronograma. A primeira grande responsabilidade do Estado é a reforma do Mineirão, que está perfeitamente dentro do prazo, estamos atendendo à exigência do chamado caderno de encargos da FIFA, que são os relatórios, as exigências para termos aqui os jogos da Copa do Mundo. E, ao mesmo tempo, estamos fazendo, juntamente com a prefeitura de  BH e com a participação do governo federal, obras viárias importantes em Belo Horizonte, que vão permanecer, ficando o legado. Ao mesmo tempo, vamos preparando a nossa rede hoteleira, preparando os nossos serviços para termos aqui em Minas Gerais, em Belo Horizonte, em especial, uma hospitalidade – já tão tradicional – ainda melhor, para recebermos bem e depois os turistas voltarem, conhecendo ainda mais Minas Gerais.

A própria FIFA já selecionou alguns lugares como potenciais centros de treinamento e de hospedagem de seleções. Nós podemos citar Araxá, Juiz de Fora, Uberlândia, Montes Claros, Extrema e Matias Barbosa. O Estado inteiro ganha com a Copa do Mundo?

Antonio Anastasia - Não há dúvida. E queremos que, além dessas cidades que foram mencionadas e já pré-selecionadas, outras também sigam esse caminho, na tentativa de nós termos cada vez mais interiorizado esse movimento a favor da Copa do Mundo. Minas é um Estado muito grande, muito rico e muito diversificado. É claro que vamos ter oportunidades por toda Minas Gerais. Portanto, Copa do Mundo não é só um Mineirão novo, reformado, uma obra monumental de cerca de 650 milhões de reais, uma belíssima esplanada que vai ser construída ao seu redor onde nós vamos ter eventos populares e culturais, um estádio preparado para a abertura da Copa, mas, muito mais do que isso, significa empregos, significa conhecer Minas Gerais fora do Brasil, e é claro que vamos trabalhar para que não só Belo Horizonte, mas também no interior do Estado, as cidades fiquem conhecidas e recebam o seu quinhão de investimentos e de oportunidades.

Por falar em investimentos, Governador, o que é que o senhor pode dizer sobre questões como transporte público, aeroportos, rede hoteleira – principalmente em Belo Horizonte. Essas questões preocupam? O senhor acredita que há tempo, há condições de nós desenvolvermos plenamente essas áreas para atender à Copa do Mundo?

Antonio Anastasia - Essas áreas são fundamentais. Principalmente aeroporto. O próprio presidente da CBF, do comitê organizador, Ricardo Teixeira, tem dito que as três grandes prioridades para a Copa do Mundo no Brasil são aeroporto, aeroporto e aeroporto. E, aqui em Minas Gerais, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, merece reformas. O Governo de Estado já fez a sua parte. Nós entregamos o plano estratégico de aumento de Confins, de sua reforma, ao governo federal, à Infraero. Esse aeroporto pertence ao governo federal, que é responsável pela sua obra de expansão e estamos esperando agora que a licitação avance e que essas reformas ocorram. Em termos de hotel, em parceria com a prefeitura de Belo Horizonte, estamos atraindo bons investimentos para nossa capital e para o interior. Acho que vamos cumprir bem as metas para a rede hoteleira, como também na qualificação dos nossos serviços. Portanto, se você me perguntar se há ainda uma pontinha de preocupação, eu diria que estamos muito tranqüilos, mas devemos ficar atentos à questão do aeroporto porque é fundamental, não só para a Copa do Mundo, mas também para o próprio desenvolvimento integrado de Minas Gerais, essa obra importantíssima do governo federal.

E Belo Horizonte deve ser, segundo a FIFA, uma das sedes da Copa das Confederações em 2013 – quer dizer, uma ano antes, vem aí um teste importante para tudo isso que o senhor está dizendo com relação à cidade, não é?

Antonio Anastasia - É verdade, a Copa das Confederações é como se fosse uma preliminar da Copa do Mundo. Acontece um ano antes, reunindo os campeões dos continentes. Belo Horizonte já foi escolhida como uma das cinco cidades, nós vamos ter então essa grande honra e é fundamental que a gente se saia bem. E é claro que vamos, cada vez mais, ficar mais fortes para a Copa do Mundo no ano seguinte, 2014.

O senhor acredita que Belo Horizonte tenha chance numa disputa para sediar a abertura da copa do mundo?

Antonio Anastasia - Essa cerimônia é mesmo muito bonita. Além da beleza, é uma cerimônia assistida por bilhões de pessoas mundo afora. Então, imagine o impacto em termos de propaganda, de publicidade e de conhecimento de Belo Horizonte e de Minas Gerais! Então vamos fazer um esforço máximo para que Belo Horizonte possa competir na escolha que será feita pela FIFA. Sabemos que a grande final será no Maracanã, até por razões históricas, mas desejamos que Belo Horizonte possa ser a sede da abertura. Temos um estádio que será, certamente, o mais belo e mais preparado, a infraestrutura está de acordo, esperamos que o aeroporto esteja pronto, temos uma tradição de futebol e de hospitalidade muito grandes em Minas Gerais e, portanto, acho que Belo Horizonte tem uma força bastante efetiva nessa competição para termos aqui a abertura da Copa do Mundo. A decisão não é nossa, cabe à Fifa, e tomara que Belo Horizonte receba esse grande presente.

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