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EDITORIAL - Oportuno mandato
19/01/2017, às 08:49:11

O prefeito Aracely de Paula inicia um mandato que tem tudo para ser bem sucedido, em todos os aspectos. Ele teve dois anos para se familiarizar e fazer ajustes na máquina pública, assim como para conhecer as principais demandas da cidade. Agora tem mais quatro anos para governar a cidade mediante ótimas perspectivas e com apoio político, mas deve estar atento e ser ágil para aproveitar bem este tempo.  

Aracely conseguiu reduzir substancialmente a dívida fundada e a efetiva arrecadação anual do município aumentou de R$ 239,6 milhões em 2014 para R$ 257,1 em 2015 e R$ 289,8 milhões em 2016, ou seja, 20,9% que representam um crescimento médio de quase 7% ao ano apesar da crise econômica nacional e mundial. Já o orçamento municipal estimado para 2017 é de R$ 342 milhões, ou seja, a expectativa é a de que o valor arrecadado cresça 18% em apenas um ano. Seguramente, o orçamento de 2017 não foi superestimado, a tendência é a de que fique próximo do real a exemplo dos anos anteriores, pois é esperada uma conjunção de fatores favoráveis como o contínuo aumento da arrecadação tributária e a recuperação de boa parte da dívida ativa, além das receitas de capital. Para um município com 100 mil habitantes e IDH acima da média como Araxá, a receita é mais do que suficiente para ser administrado com tranquilidade e visão de futuro, porém com recomendada parcimônia.

Aracely pôde concluir várias obras em andamento, executar outras e também planejar as que pretende executar nos próximos quatro anos. As prioridades em obras foram anunciadas recentemente pelo prefeito e parecem necessárias e exequíveis, embora algumas tenham suscitado mais questionamentos por parte da população. Uma delas é a da construção de uma arena multiuso no espaço do Buracanã para cerca de 5 mil pessoas, que possa receber tanto os eventos esportivos, como outras atrações, inclusive shows, feiras, convenções. Araxá carece desse espaço que pode ser um investimento de rápido retorno para o município, além de resolver definitivamente a falta de utilização do Buracanã. Já a construção dos viadutos, começando pelo cruzamento das avenidas Amazonas e João Paulo II, a princípio carece de maior justificativa para tamanho investimento, porque a continuidade da av. Rosalvo Santos até a BR 262 é muito mais necessária em todos os aspectos e resolveria não só os problemas de trânsito verificados lá, como também os de saneamento.

De qualquer forma, parte da população precisa entender que uma obra não exclui outras, especialmente as de saúde e educação que inclusive têm um teto mínimo de recursos em relação à receita municipal assegurados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A questão é que uma cidade não precisa só de hospitais e escolas, que além da estrutura física para serem bem utilizados dependem de uma série de outras providências como a contratação de profissionais. A arrecadação de Araxá permite ao governo uma estratégia de desenvolvimento sustentável que também englobe outros setores, não só a saúde e educação, como cultura, esporte e lazer que podem estar aliados ao turismo. Todos por sua vez, representam o incremento da economia, com geração de emprego e renda. Trata-se da formação de um ciclo virtuoso para as próximas gerações.                   

E apesar de não ter avançado tanto administrativamente, principalmente quanto à adequação do quadro de pessoal e otimização da prestação dos serviços públicos, Aracely tem a chance de fazê-lo agora. Hoje em dia, é inadmissível a situação reinante na administração municipal, a começar pelo número excessivo de contratados que dificulta a implantação de um Plano de Cargos e Salários, com melhor remuneração dos efetivos e chance de crescimento na carreira pela meritocracia. O quadro de pessoal é uma colcha de retalhos costurada com interesses políticos em detrimento dos técnicos, o que não é uma situação que atinge somente Araxá, mas a administração poderia dar o exemplo revertendo-a na prática. Apesar do 14º salário, a remuneração máxima proposta no concurso público para cargos que exigem ensino superior é de R$ 2,7 mil mensais, o que achata os demais vencimentos e cria inaceitáveis distorções e um clima que não favorece o necessário trabalho em equipe. A situação da máquina também é drástica quanto à estrutura física e de equipamentos em boa parte dos setores, com a falta de levantamento, sistematização e atualização das informações e, consequentemente, de integração. Na gestão, Aracely terá que ter mais coragem e perseverança para superar os desafios.      

Para completar as boas expectativas deste mandato, o governo municipal politicamente conta com o apoio do deputado estadual Bosco e a maioria de outras importantes lideranças da comunidade, além de uma base de sustentação na Câmara Municipal de pelo menos 10 votos em 15. 

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