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Equoterapia - Prosseguir registra avanços e planeja melhorias
22/11/2011, às 10:39:53

 

  Há quatro anos um grupo de amigos com profissões diferentes se reuniu em torno do objetivo de promover a equoterapia em Araxá. Ao longo de 2007 o movimento cresceu e em janeiro de 2008 foi constituída a Associação de Equoterapia Prosseguir de Araxá com pessoa jurídica de direito privado.  Através de parceria com a Sociedade Hípica de Araxá que cedeu o espaço, dos pais de portadores de necessidades especiais e da contribuição da iniciativa privada e do poder público, a entidade atende hoje 13 praticantes em três cavalos em sistema de comodato, ou seja, eles cuidam dos cavalos e se comprometem a usá-los exclusivamente para fins de equoterapia.
  O aposentado Antonio Dionísio da Silva está envolvido com as atividades do grupo porque acompanha o neto que é praticante e tamanho é o seu empenho que ele foi eleito presidente da Prosseguir na assembléia de janeiro deste ano.  Antonio Dionísio tem vários objetivos para esta gestão 2011/2012 e o principal deles já está consolidado: a regularização da situação junto aos órgãos fiscais pra que ela funcione legalmente, cumprindo todas as exigências da lei, tais como declarar o imposto de renda, a contabilidade, o fluxo de dinheiro. Segundo ele agora se tornou mais possível conseguir melhores resultados, inclusive na elaboração de projetos, “inclusive alguns já foram encaminhados e depende agora da execução”, comenta o presidente.
  Em outubro de 2010 a associação ganhou um terreno do poder público municipal e hoje a construção da sede própria é o objetivo mais oneroso da entidade e por isso o maior desafio. O projeto arquitetônico também foi elaborado gratuitamente por duas arquitetas e deve subdivido para possibilitar a construção por partes, pois assim a diretoria espera que seja mais viável financeiramente. A primeira parte da obra, por exemplo, será a construção da estrutura básica para o atendimento composta por: sala de avaliação, baias pra cavalo, sala para os pais, banheiro, cozinha, e o picadeiro que é o local de atendimento, que é uma pista de areia de 20x40 metros, e deve ser coberto, pois em dias de sol forte ou chuva não funciona.
  Antonio Dionísio revela que ver a associação bem e crescendo, melhorando as condições de trabalho do pessoal, da equipe, e melhorando o atendimento, também faz parte do conjunto de objetivos prioritários e constantes. Para isso toda a equipe está buscando mais recursos materiais para o atendimento e também um profissional da área de pedagogia. Os profissionais que atuam na Prosseguir estão em busca de aprimoramento por isso, estão empenhados em fazer os cursos de formação da Associação Nacional de Equoterapia, ANDE para posteriormente se agregarem àquela entidade.

 

 

Equoterapia
   De acordo com a Associação Nacional de Equoterapia, ANDE, a equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. Roney Teles Vargas é um dos fundadores da Prosseguir onde atua como equitador e fisioterapeuta. Em sua dupla função ele treina os cavalos para deixá-los aptos a participar da equoterapia. E num segundo momento, ele faz o atendimento ao praticante.
  Rossina Mara da Costa é fisioterapeuta, faz parte da equipe da Prosseguir e ressalta que os principais benefícios da equoterapia na área de fisioterapia estão ligados ao reajuste postural e o reajuste tônico. “O cavalo provoca instabilidade no corpo, então o corpo busca melhorar a postura e o equilíbrio e é isso que promove o reajuste tônico. Se o praticante está muito rígido, relaxa, se está muito mole, passa a se movimentar melhor, com mais firmeza”, revela Rossina.
  Para a psicóloga Érica Putini Villiton Parreira a equoterapia contribui para o desenvolvimento psicossocial, na auto-estima e na auto-imagem da criança ou do adolescente e até mesmo do adulto. “Trabalhamos muito na tensão da criança, na percepção e na observação de objetos. A melhora que a criança tem é visível depois. E até mesmo na relação dela com o animal. Na interação que isso proporciona a ela. Algumas crianças chegaram aqui e não conseguiam se aproximar nem do animal e nem das pessoas, com a terapêutica, eles ganham muito e desenvolvem a afetividade”.
  Outra característica das atividades ligadas à equoterapia é a prática do voluntariado. A estudante de psicologia Mayra Martins Valeriano é voluntária na Prosseguir e considera este trabalho uma oportunidade e um presente. “No trabalho voluntário a gente recebe em dobro tudo o que faz! É uma oportunidade de estar aprendendo junto com os profissionais. O pagamento é outro e vai muito além do pagamento financeiro. É maravilhoso enquanto trabalho voluntário e, enquanto estudante de psicologia é uma experiência única. Estou em contato na prática com o conteúdo que estudo nos livros” ressalta Mayra.
  Juliana de Faveri é estudante do último período de Educação Física e desenvolveu neste semestre o seu Trabalho de Conclusão de Curso na Prosseguir. Com o título “Equoterapia: a melhora da capacidade psicomotora equilíbrio em indivíduos com Síndrome de Down” ela fez um trabalho bibliográfico e comprovou por meio das experiências observadas na Prosseguir que a equoterapia ajuda muito no equilíbrio, na condição de postura do paciente com síndrome de down e sobretudo no que se refere a hipotonia e reajuste tônico a melhora é notável.

 

 

O praticante
  “A gente costuma brincar que o efeito da equoterapia é milagre”! Este é o depoimento de Washington Luis Ferreira, pai de Mickael Jordan Borges Ferreira que é portador de paralisia cerebral desde seu nascimento há 18 anos. Esta é a segunda vez que ele pratica equoterapia e está na Prosseguir há cerca de três anos cujos avanços registrados na sua coordenação motora e no seu equilíbrio são de acordo com o seu pai, impressionantes. Washington lembra que antes ele não se arriscava a ficar em pé, não andava sozinho, e em um mês de equoterapia ele largava a mão da gente e saia andando sozinho.
  Fabiana Aparecida de Freitas Valle é mãe de Ana Clara Ribeiro de Freitas Valle de seis anos. Ela tem autismo infantil e por isso tem uma deficiência motora, ainda não fala e o diagnóstico só foi possível ser comprovado no ano passado. Ana Clara é acompanhada por diversos profissionais, tais como fisioterapeuta e fonoaudiólogo, e a resposta mais rápida foi a da equoterapia. Ela é praticante desde o início deste ano. Fabiana revela que “os avanços são enormes. Ela andava mal, não corria, assim como não descia nem subia escadas. O equilíbrio dela mudou muito e muito rápido. A partir da quinta sessão as mudanças já eram visíveis. Antes ela andava na ponta do pé, agora pisa com o pé no chão.
  Cíntia Paola de Jesus é mãe de Vitor Fabrício de Jesus que está há na equoterapia há um mês e Cíntia garante que já é visível a diferença no quadro geral de Vitor. Ele tem seis anos é portador de paralisia cerebral e faz tratamentos na ACD e na FADA. “Está gostando muito de montar no cavalo e fica todo feliz quando fala sobre equoterapia. Acredito que ele pode vir a ficar mais independente. Tipo tomar banho e vestir roupa sozinho”, comenta Cíntia.

 

 

 




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