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CDD exclui Vila Nova e Olympique é campeão
23/11/2011, às 08:07:35

 

  O julgamento da partida da decisão do amadorão entre Vila Nova e Olympique que foi interrompida no inicio do segundo tempo após o Vila completar 5 jogadores expulsos e não ter mais condição de jogo, ocorreu na noite desta terça-feira, 22, e teve como resultado a confirmação, pela Comissão Disciplinar Desportiva (CDD), do título de campeão amador ao Olympique além das penas impostas aos atletas expulsos.
  O primeiro atleta a ser julgado foi Tiago Piriá que levou dois cartões amarelos na partida e conseqüentemente o vermelho. Para este julgamento o atleta, que tem uma boa ficha desportiva na LAD, acabou ficando com a pena mínima de apenas 1 partida.
  O atacante Edivaldo foi julgado pelo artigo 254. A acusação seria de que o atleta havia chegado por trás e empurrado o árbitro de forma brusca. Ele foi julgado e levou 510 dias sem beneficio. A defesa, feita pelo advogado Daniel Rosa, tentou anular a pena com o argumento de que como o árbitro estava de costas não dava para se ter certeza de quem o realmente agrediu. Mas o procurado Eder Eleutério Flores no momento oportuno avisou de que tinha em suas mãos o DVD com a imagem da referida agressão que provaria ter sido realmente o atacante Edivaldo a empurrar o árbitro. No momento o auditor Cesar Valter Borges também deu sua opinião dizendo que foi muito claro e que imediatamente após ser empurrado o árbitro olhou para trás e viu que o empurrou aplicando-lhe o vermelho.
  No caso do zagueiro Anderson a denuncia dizia que o atleta havia dado um murro em seu braço para tomar-lhe o cartão. O auditor Nilo Faria Lopes em sua palavra disse que o cartão foi arrancado das mãos do árbitro e a defesa se aproveitou deste argumento para tentar absorver ou alterar o artigo em que o atleta seria condenado. Com isto o procurador Eder alterou o artigo na acusação do 254 para o 258 e o advogado Daniel Rosa solicitou para constar na Ata as palavras do auditor Nilo e também a alteração do artigo. Ao final a pena de 260 dias para Anderson.
  No caso dos atletas Eduardo “Ratinho” e Hadler, o advogado Daniel utilizou-se do argumento de que ninguém, nem treinador e nem presidente, havia orientado os atletas a realizarem o ato de indisciplina de retirar a camisa que resultaria no cartão vermelho. Porém o procurado Eder intervém novamente afirmando que estava dentro de campo bem próximo ao momento em que ele mesmo ouviu o treinador dando esta orientação aos seus atletas. Neste momento o presidente do CDD, Irone Marcos Leonel, perguntou ao atleta Hadler se alguém o havia orientado a retirar a camisa. Hadler respondeu que não e Irone perguntou se ele sabia que se tratava de um ato de indisciplina e que teria conseqüências. Hadler disse que desconhecia as conseqüências de seus atos. Com relação a este assunto todos os auditores afirmaram que estava cientes de que o treinador havia realmente orientado os atletas a realizarem o ato de retirar a camisa. E o auditor Cesar foi mais além dizendo que o atleta poderia ter agido de forma a faltar para com a verdade na mesa julgadora. Ambos levaram 7 partidas.
  No caso do presidente Zé Humberto a sumula contradiz a acusação em certos pontos. Na sumula diz que Zé Humberto invadiu o campo e ofendeu o árbitro fazendo-lhe algumas acusações. Na acusação da Procuradoria diz que Zé Humberto invadiu o campo para mandar seus jogadores a caírem em campo. Com isto o advogado Daniel conseguiu alterar parte da acusação e Zé Humberto foi julgado apenas no artigo 258 levando 3 partidas.
  No caso do treinador João Paulo o julgamento chegou a presenciar até mesmo um pequeno bate-boca entre os advogados Daniel Rosa, pelo lado do Vila Nova e José Augusto pelo lado do Olympique, que teve a intervenção de Irone para que tudo voltasse as suas normalidades. A defesa alegava novamente que em nenhum momento João Paulo havia orientado seus jogadores a retirar a camisa, mas o procurado Eder intervém novamente dizendo ter sido testemunha do fato ocorrido por estar bem próximo no momento.
  O treinador João Paulo levou 6 partidas de suspensão.
  Agora o julgamento da partida. Feito a defesa de ambas as equipes, onde cada advogado foi devidamente ouvido suas ponderações sobre a situação, os auditores tomaram a decisão de que a equipe do Vila Nova estaria eliminada da competição e conseqüentemente o título indo para o Olympique. O advogado Daniel Rosa chegou a citar de que poderia haver uma pena alternativa para o Vila que seria a realização de uma terceira partida, mas os auditores votaram todos de forma convicta ficando o placar em 4 x 1 para a exclusão do Vila da competição. Votaram pela exclusão os auditores Nilo Faria Lopes, Cesar Valter Borges, Adriana Gimenes Fraga e Israel Donizete da Mota. E pela terceira partida votou o auditor Caixeta que entendeu de que como o Vila não tinha condição de continuar a partida e o resultado atribuído seria de 1 x 0 para o Olympique, e na inexistência de vantagem as duas equipes estavam empatadas em pontos e saldo necessitando assim de uma terceira partida.
  Ao final do julgamento Daniel Rosa informou a mesa julgadora de que entraria com recurso da decisão. Explicado, é de que o Vila Nova foi excluído da competição e de que na competição atualmente apenas duas equipes estavam ainda em disputa e por isto em nada alteraria as fases anteriores já que as demais equipes já haviam sido eliminadas anteriormente.
  Até que o Vila Nova entre ou não com o recurso devemos considerar o Olympique como o atual e oficial campeão amador de 2011.

 

 

 

 

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