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Os tapumes ficam
02/12/2011, às 08:58:45

 

  O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, João Bosco Borges, explica porque não será possível entregar as obras de requalificação da av. Antônio Carlos dentro do cronograma previsto, 19 de dezembro próximo. Segundo ele, apesar do atraso inicial provocado pelas minas d’água quando da fundação do teatro municipal, com certeza a inauguração da nova avenida acontece entre março e abril próximos.   
  Clarim – Qual parte desse conjunto de obras está mais adiantada?
  João Bosco - A obra está num estágio bom, o atraso que nós tivemos foi em função de termos que redimensionar a fundação do teatro quando encontramos uma mina d’água ali. Então, isso nos causou um atraso de aproximadamente 70 dias e não conseguimos cumprir o cronograma que era concluí-la para o Natal deste ano. Por outro lado, nós tivemos a recompensa de também estar aproveitando a natureza. Vamos aproveitar essa água para o lago e fazer a irrigação da parte verde. Na nossa opinião, foi um achado, mas nós tivemos que redimensionar também os projetos hidráulico e da fonte luminosa.
  Clarim – Como será o teatro municipal?
  João Bosco - É uma construção que vai jogar Araxá no cenário nacional em nível de cultura, de espetáculo, de turismo, vai acrescentar e muito no fomento da economia através do comércio. É uma obra de inspiração do arquiteto Gustavo Penna muito grande, pois tem uma integração com o Parque do Cristo, com a igreja matriz, quer dizer, ela integra a cidade.
  Clarim - Como engenheiro, quais as características especiais que torna essa obra do teatro diferenciada de qualquer outra?
  João Bosco - A própria arquitetura da obra, moderna. Nós temos aqui um teatro que abriga internamente 400 pessoas e apresenta também espaço para cerca de 1,5 mil pessoas como público externo. Então, é uma obra versátil, além da beleza que vai proporcionar ao nosso Centro da cidade.
  Clarim – Há uma preocupação em relação ao barulho das atividades que o teatro abriga, qual é a concepção dessa obra?
  João Bosco - É uma acústica perfeita, a população vai perceber no momento em que tiver tendo os espetáculos que o som fica apenas dentro do teatro. Então, não causará transtorno algum à comunidade do entorno do teatro, onde nós vamos ter uma praça, com uma arborização muito bonita. Nós já plantamos algumas árvores e, das que estavam aqui, 80% foram transplantadas no centro administrativo e na av. Pedro Paula Lemos. Então, foram praticamente todas aproveitadas e nós deveremos ter em torno de 120 novas árvores na praça, só em torno da matriz serão 48.
  Clarim - Há uma implicância de parte da população com o Pau Mulato, embora seja uma árvore ornamental. Então, por que essa escolha?
  João Bosco - Porque é uma árvore muito bonita. E, quando se pensa em turismo, você tem que ter atrativos e fazer a diferença. Por exemplo, em Campos do Jordão, as árvores de lá são aquelas do Canadá. E, aqui, nós optamos por criar alguma coisa diferente da nossa flora e escolhemos o Pau Mulato. Nós temos dois tipos de Pau Mulato, escolhemos esse que o tronco muda de cor três vezes no ano, é uma renovação constante e fica como uma marca da cidade.
  Clarim – Então, é uma árvore ecologicamente correta para esse tipo de plantio?
  João Bosco - Sim, quando o arquiteto desenvolveu o projeto ele preocupou-se com o todo e, principalmente, com o meio ambiente. É uma árvore que não cai muita folha, não estoura os passeios e, no nosso entendimento, é correta para esse tipo de arquitetura.
  Clarim - Quando o teatro fica pronto?
  João Bosco - A intenção é entregar toda a obra no início do ano que vem. Eu quero crer que se não tiver nenhum contratempo, dentro do nosso cronograma no começo de abril a obra estará pronta. Nós estaremos entrando no acabamento interno do teatro esta semana, se bem que já está toda rebocada a parte interna e começando a de ar condicionado e forro de gesso. Agora em janeiro, nós estaremos fazendo o acabamento, o que não impede que a gente trabalhe na parte de equipamentos 24 horas por dia. Nós já estamos trabalhando 12 horas por dia e a intenção é trabalhar 24 horas na parte interna.

 

 

  Clarim – A laje do teatro está cheia de água de chuva, isto não traz problema para a obra?
  João Bosco – Nenhum, inclusive a água está ajudando na cura do concreto e foi um teste que a natureza fez. Diziam que ia cair ou vazar. No entanto, nós nem fizemos a impermeabilização e a água está retida em cima do próprio concreto. Já dá para ver que vai ficar muito bonito esse espelho d’água.
  Clarim – Quando será construída a passarela da igreja até o teatro?
  João Bosco - Essa passarela vai até o retorno que tem na praça da igreja e vem até a rampa que sobe para o espelho d’água. A entrada do teatro ficará de frente para a av. Vereador João Sena. Essa rampa é elevada, justamente para a pessoa que vem da praça da matriz ir ao teatro. Ela vem pela passarela, tem um acesso na rampa para subir no mirante e ter a visão ampla da praça, integrando com o Parque do Cristo e a Igreja Matriz de São Domingos. Nós já estamos concretando a fundação da rampa do teatro, embora na nossa programação isto só aconteceria na quarta-feira da semana que vem. Estamos com nove dias de antecipação dentro do nosso cronograma nesse aspecto da obra.
  Clarim - Uma preocupação da cidade é o trânsito, principalmente os cruzamentos nessa área da avenida. Como ficará o tráfego após a conclusão da obra?
  João Bosco - Nós teremos um retorno para o trânsito que vai subindo a av. Antônio Carlos, em frente ao Banco Itaú. E, mais ou menos em frente ao prédio da ex-Minas Caixa, o veículo entra e sobe no nível da pista da passarela da praça, retornando tranquilamente numa velocidade lenta para não colocar em risco a vida dos pedestres. Toda a obra prioriza o ser humano.
  Clarim - Quando a obra estiver pronta será possível fazer o retorno pela rua Dom José Gaspar?
  João Bosco - Não, o motorista vai fazer o retorno antes da rua Calimério Guimarães. Nós estamos discutindo com o arquiteto a possibilidade de fazermos outro retorno no sentido inverso, perto da loja Principal. Mas nós vamos respeitar a ideia do arquiteto, porque ele está criando outro espaço dentro da imaginação dele. Nós não podemos forçá-lo no sentido de que prejudique a parte principal que chama-se a arquitetura do Centro da cidade. Na verdade, nós estamos trabalhando para remodelar todo o Centro da cidade.
  Clarim – Nós já tivemos uma fonte luminosa na av. Antônio Carlos que não funcionou a contento, porque construir outra?
  João Bosco - A fonte é outro problema, porque nós já tivemos uma na av. Antônio Carlos que não traz muitas boas lembranças para os araxaenses, porque não havia manutenção. Com a nova fonte, nós não vamos ter problema, até mesmo porque a que existia tinha a água parada. Com a moderna fonte em construção, nós vamos ter um espelho com água corrente circulando 24 horas por dia.
  Clarim - O piso em granito causa dúvidas sobre se escorrega ou suja muito, como será?
  João Bosco – Não escorrega, de maneira nenhuma. É um piso que vai dar manutenção, tecnicamente correto. Existe uma aderência, a parte de atrito do piso é perfeita, inclusive quando está molhado não tem problema nenhum. Nós estamos aplicando o granito levigado, quer dizer, é uma granulação maior, mais densa, onde adere o solado do sapato.
  Clarim – Essa obra exige uma mão de obra bastante especializada, como para o assentamento do piso de granito, esta foi captada na cidade?
  João Bosco – Com certeza, nós temos grandes profissionais na nossa cidade. Apesar de ser processo licitatório, temos várias empresas locais participando da obra, como a que ganhou a licitação para fazer o piso. Inclusive, o seu graniteiro assentou piso durante dez anos nos EUA, só fazendo granito, e a empresa foi buscá-lo preocupada com a qualidade da obra.
  Clarim – Esse piso, pela beleza e qualidade, não vai destoar muito do que existe no restante do Centro de Araxá?
  João Bosco - Agora nós temos que trabalhar pra poder refazer a parte central da cidade, todinha. Nós já vamos começar com av. Senador Montandon, onde já está em processo de licitação a sua reurbanização, inclusive do seu entorno. O nosso objetivo é estar melhorando toda a cidade, principalmente o Centro que é o seu coração. Esse grande Centro precisa de uma melhoria total, para que possa atrair mais turistas e fomentar mais o comércio. O nosso planejamento é para que esse trabalho tenha sequência.

 

 

  Clarim – Os tapumes serão retirados antes da inauguração da obra, como disse o prefeito?
  João Bosco - A priori, ventilou-se a possibilidade, o prefeito achou que deveria abrir o tapume no início de dezembro. Nós fizemos uma reunião da equipe, inclusive com a participação do arquiteto Gustavo Penna, e achamos por bem não abrir agora sem a conclusão da praça. Primeiro, pela segurança do pessoal que vai transitar. É uma obra que está ficando maravilhosa e isto atrai muito a curiosidade do pessoal. Em função também de que Araxá merece ganhar um presente pronto, que é a praça Antônio Carlos com o teatro, um complexo. Até mesmo, porque vai ter um alargamento de pista dos dois lados e nós não teríamos como fazer este trabalho tecnicamente com segurança para os pedestres, sem os tapumes.
  Clarim - Os tapumes vão do antigo mercado até a altura do Banco do Brasil, fechando a rua Presidente Olegário Maciel, num trecho que está quase concluído. Então, do Banco do Brasil até a praça da matriz como será executada a obra?
  João Bosco - Essa parte de cima, nós vamos fazer à noite, só vamos esperar passar o período de vendas do Natal. Se nós dermos conta de fazer antes, vamos fazer e sem a colocação do tapume, mas a proteção das laterais já está sendo providenciada. É uma área menor, mais rápida, eu quero crer que a gente faça dentro de duas semanas, conforme a programação. É o mesmo procedimento, no entanto, mais rápido porque a área é menor.
  Clarim - A permanência dos tapumes não atrapalha o comércio da cidade principalmente neste período de Natal?
  João Bosco - Eu acredito que não, porque o pessoal já está vivenciando a cidade com essa interferência há algum tempo. Os transtornos que tinham que ser causados na grande maioria já aconteceu e foi solucionado. Pelo que me consta também, mesmo no ano passado, ainda houve um crescimento no comércio de 20%. Por exemplo, para o pessoal do lado esquerdo de quem desce a avenida, o crescimento foi até maior que isso. Não sei se foi o tapume, mas o importante é que não houve prejuízo. Evidentemente, uma obra traz transtorno, mas vai trazer também as recompensas. Então, a gente tem que ter calma, ser solícito, ter paciência e fazer o trabalho que tem que ser feito.

 

 

 

 

 




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