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Edna Castro fala sobre a sua volta para a Câmara
13/12/2011, às 08:00:30

 

    A vereadora Edna Castro (PSDB) reassumiu a sua cadeira na Câmara Municipal de Araxá na reunião ordinária desta terça-feira, 6, depois de ter atuado como assessora política do governador Antonio Augusto Anastasia durante sete meses, em Belo Horizonte. Nesse período, ela foi substituída no cargo pelo médico Welinton Cardoso (Dem), o primeiro suplente da coligação em que foi eleita.
    Segundo ela, a decisão de voltar antes de abril próximo, quando deveria desincompatibilizar-se para ser candidata nas eleições de 2012, deve-se primeiramente às dificuldades por causa da sua ausência junto à família. Ela acrescenta que a outra razão é política. Edna diz que fica mais fácil ser candidata a prefeita, vice ou vereadora, como recomenda o PSDB para as próximas eleições, estando presente na cidade.
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    Clarim - Qual o motivo da sua vinda para Araxá neste momento, enquanto a expectativa era de que você retornasse somente em abril, dentro do prazo de desincompatibilização para ser candidata em 2012?
    O primeiro motivo, é familiar. O segundo, é que não estava sentindo que vinha contribuindo com o governo da maneira que eu tenho capacidade para fazer e nem com a expectativa que o governador (Antonio Augusto Anastasia) tinha. Fazer a parte política do governador, eu pensei, é muito mais fácil num lugar onde eu tenho tribuna, na cidade onde eu conheço as pessoas, onde eu tenho um trabalho para mostrar, do que num Estado onde têm milhões de funcionários. E ainda, essa estrada é sempre perigosa, eu não estava aguentando mais olhar para o meu carro toda quinta e segunda-feira. E, principalmente, depois de ficar esses sete meses participando toda semana da reunião da executiva estadual do PSDB, do PSDB Mulher, da executiva nacional.
    Clarim – De modo geral, quais são as orientações do PSDB?
    Para mim, foi passada a incumbência de fazer com que Araxá restabeleça o vínculo do PSDB. Que a gente traga de volta para dentro do partido aquelas pessoas que são filiadas e que nem sabemos quem são. Às vezes, a pessoa nem se lembra mais que é filiada ao PSDB. Há uns quinze dias, eu fui a Brasília no encontro nacional do PSDB Mulher, onde participei de um curso que tratava somente das eleições municipais de 2012. E qual que foi a instrução do partido nacional? Que todas as mulheres que estavam ali presentes, saíssem dali com a convicção de que o PSDB teria eleição majoritária ou no mínimo vice-prefeitura. Claro que a gente não vai brigar de foice, nós temos que conversar. Eu acho que, o bom político, tudo o que ele trata é para o bem da sociedade, para o bem da cidade, política é isto, né?
    Clarim - Dentro dessa perspectiva, você tanto pode ser candidata a prefeita, a vice-prefeita quanto a vereadora?
    Isso mesmo.
    Clarim – Então, dentro do PSDB, o seu nome como candidata até nas eleições majoritárias, é o natural?
    Dentro do PSDB, a gente ainda não sabe se o meu nome é natural. A pessoa que está mais próxima do governo, que tem trabalhado mais, que buscou, que foi atrás, que fez a executiva ser formada mesmo que provisória. Daqui pra frente, aí sim, nós vamos sentar agora com todo mundo, com o Marco Antônio (Rios, vereador pelo PSDB), com tantos filiados que a gente nem sabe o nome, mas que eu quero conhecer. Trazer essas pessoas para o partido, porque de repente tem nome melhor do que o nosso, tão escondidinho que a gente nem conhece.
    Clarim – Como está a construção da sede da Associação de Proteção aos Condenados (Apac) de Araxá?
    A obra da Apac foi paralisada e eu estou lá com um pro-blemão, porque os funcionários estão sem receber. Existe um convênio entre a prefeitura e o Estado, em que a contrapartida do município era de R$ 300 mil em obras. Como é um convênio casado e a prefeitura não fez, o Estado não manda o dinheiro. A gente não tinha reserva de dinheiro, porque nossa intenção não era parar a obra, por isto, nós não tivemos como mandar os funcionários embora. Então, eu entrei com o pedido lá com o governador, na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), para conseguir pelo menos o dinheiro para demitir os funcionários e a gente retomar as nossas negociações para um novo projeto.
    Clarim - O município justificou essa ausência de contrapartida?
    Não, é só porque foi adiando e, nós tínhamos que cumprir o prazo, prestar contas. Agora, nós vamos correr atrás, fazer um aditivo de prazo, para poder estar retomando essa negociação com o repasse que era de R$ 650 mil através do governo do Estado.
    Clarim -  Houve uma especulação, inclusive da imprensa, de que a sua volta devia-se à permanência do Roberto na presidência da Câmara Municipal, isto procede?
    Eles não só falaram isso, mas também que eu estava trabalhando pela briga do poder, que eu seria candidata. Eu nunca escondi de ninguém a minha preferência pela permanência do Roberto na Câmara, mas se não desse certo, de repente eu poderia sim lançar o meu nome como presidente. Mas, graças a Deus, hoje foi um consenso, todo mundo entendeu que foi o melhor. Até mesmo para o prefeito, eu acho que foi o melhor. Até porque, o Roberto sempre soube conduzir essa questão, projeto, conversação, discussão, prefeito, câmara, e eu acho que é isto que ele vai continuar fazendo. Então, eu acho que ganhamos todos nós.
    Clarim – O vereador Marco Antônio Rios que é membro da executiva municipal do PSDB tem uma posição política bem diversa da sua, como é que vocês vão conciliar isto com o mesmo objetivo partidário?
    Nós temos que agora começar uma conversa muito séria. Eu acho que ele deve fazer a parte dele, porque conhece mais pessoas dentro do partido do que eu. Eu acho que não pode existir briga, nem racha, dentro de um partido, para que possa crescer e realmente fazer aquilo acontecer. E o principal, nós como pessedebistas, temos obrigação de mostrar para Araxá, para o Estado, para o país, que somos o segundo maior partido do Brasil. Nós não podemos começar dividindo numa cidade pequena como Araxá.
    Clarim - O PSDB sempre esteve dividido nas eleições municipais em Araxá, mesmo hoje, sendo o segundo maior partido do país. Qual o posicionamento do PSDB diante das eleições municipais de 2012 e do governo de Jeová?
    Nós não podemos falar nada sobre o que o partido acha, porque desde a eleição passada nunca mais a gente se reuniu. Até conseguimos a comissão provisória porque eu estava em Belo Horizonte, o governador ligou para o presidente estadual Marcos Pestana e pediu que acontecesse isto, porque eles estavam naquela coisa de consultar o deputado da base, o deputado da cidade, não sei o que... E eu acho que quem tem que cuidar das coisas da nossa cidade, somos nós mesmos. Então, a partir de agora, é o crescimento político meu e do Marco Antonio que vai falar mais alto, não tendo que ter vaidade com nada, a não ser com a cidade. Os outros falam que isso é demagogia, mas se a gente não acreditar nessas coisas demagogas, nós não fazemos acontecer.
    Clarim - E em relação à administração municipal?
    Em relação ao prefeito, eu acho que tudo vai continuar do mesmo jeito. Eu tenho um respeito muito grande por ele.
    Clarim - Esclareça a sua posição política em relação ao prefeito Jeová, até porque você sempre foi cobrada neste sentido e, inclusive, chamada de “vira-folha”.
    As pessoas criticam muito, mas eu li outro dia uma frase tão bonita, que falava assim: Você já viu alguma coisa que é podre, alguém querer comer? Alguma coisa que fede, alguém querer pegar? Alguma coisa que não presta pra nada, alguém querer? Então, esses comentários vão estar sempre, não sou a melhor pessoa do mundo, mas sei que eu tenho meus valores. Essa é uma missão maior do que todas as outras, mas vira folha eu não sei porque. Eu acho assim, é pra cidade que nós estamos trabalhando, não é? Se deu certo pra cidade, deu certo pra mim. Se deu certo paras as coisas da prefeitura, deu certo paras as minhas entidades, deu certo paras as outras entidades. Tantas outras que têm em Araxá, que precisam muito não é “do” prefeito Jeová. Elas precisam da prefeitura, do apoio do Executivo. E é isto que nós precisamos, ter um Executivo fortalecido, com o apoio de todos nós. Se precisar cobrar, a gente cobra. Mas, a gente tem que estar de braços abertos, porque deu certo pra ele, deu certo pra nós.

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