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Operação Malebolge: empresário continua preso e conclusão do inquérito é adiada
09/09/2020, às 17:14:55
A Justiça deferiu o pedido da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) de prorrogação da prisão temporária do empresário que estava foragido e se apresentou na sexta-feira, 4. Ele foi interrogado na terça-feira, 8, e nesta quarta-feira, 9, a Justiça confirmou a prorrogação da sua prisão temporária por mais cinco dias. O prazo para a entrega da conclusão do inquérito também foi prorrogado pela Justiça, a pedido do coordenador das investigações, delegado Renato Alcino.  De acordo com ele, as investigações encontram-se em estágio avançado, mas serão feitas mais oitivas e coleta de materiais considerados imprescindíveis para a apuração dos fatos.  



Terceira fase - Em outra investigação relativa à terceira fase da Operação Malebolge, a Polícia Civil tentou cumprir um mandado de prisão contra o empresário responsável pela prestação de serviços de coleta de resíduos hospitalares na cidade. Em conluio com o casal preso preventivamente na primeira fase da operação, eram fraudadas licitações relativas à prestação desses serviços. “Eu tenho convicção que se trata de uma quadrilha organizada para dilapidar o patrimônio público e colocar em cheque os órgãos de controle”, afirma o delegado. Segundo ele, mesmo com as operações policiais realizadas em 2015, essa organização criminosa não se intimidou e continuou com a prática de desvio de recursos públicos destinados a projetos que atenderiam a comunidade. 

Complexidade - “É um esquema extremamente complexo, porque envolve uma organização criminosa que se estabeleceu mediante infiltração em entidades do terceiro setor para o desvio de recursos públicos”, afirma o delegado. Renato informa que os desvios já apurados superam R$ 6 milhões e, por isto, foram bloqueados R$ 18 milhões em bens dos cinco presos na primeira fase da operação, equivalentes a três vezes mais os valores desviados para garantir o ressarcimento ao município e as despesas do processo judicial.
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Clarim
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