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Editorial - Tempo de tolerância
25/01/2021, às 19:30:37
Em menos de trinta dias de um novo governo municipal, já dá para sentir o que se avizinha pela frente em curto prazo através do período de transição e das primeiras decisões administrativas, como a nomeação do staff e demais escalões. No entanto, é praxe jornalística aguardar os primeiros 90 dias para fazer uma avaliação mais apropriada da atuação de um novo governo. 

Mas enquanto isso, a população que costuma ser muito mais impaciente, especialmente aqueles que não se conformam com o resultado eleitoral, se apega às críticas não construtivas e, muitas vezes pessoais, num comportamento que se repete e faz muito mal para Araxá. Por outro lado, há de se admitir que o governo tem se apresentado muito mais populista do que participativo, o que é temido por todos. Embora na contramão da opinião pública, o prefeito dito popular tenha decidido manter em seus cargos secretários e outros comissionados do governo anterior em áreas muito vitais como a Saúde, Obras e Mobilidade Urbana, Ação Social, Fazenda, Planejamento e Gestão, dentre outras. 

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O mais complicado ainda é que não se formou uma equipe de excelência como prometido em campanha, pois o que houve foi o ajeitamento de cargos no primeiro escalão que escorre pelos demais e, mais uma vez, o critério técnico foi subjugado pelo político. Ao final das contas, é a decisão política que justifica até essa necessidade de manter tantos comissionados do governo anterior em seus cargos. Como quem entra geralmente não tem conhecimento do funcionamento da máquina pública que é muito diferente da área privada, depende da mesma forma daqueles que já têm esta experiência e, nem por isto, deixam de estar submetidos a novas vontades políticas. Nesse círculo vicioso, os assessores orientam os secretários na maior parte das situações quando deveria ser o contrário. É para evitar tantas ingerências que um governo participativo se apoia nos instrumentos legais de participação popular. 

É preciso estar atento neste início de governança e, mais ainda diante do desconhecimento de administração pública de quem está chegando, para não se perderem na busca de solução de continuidade para serviços essenciais. A boa fé é necessária, porém não se governa assim de forma desorganizada, aleatória, desintegrada como vivenciado nos últimos seis anos. A população está tão cansada do mesmo que nem consegue esperar pelos resultados que virão gradativamente nos próximos três meses, considerado um marco. 



A humildade faz parte, mas duas questões neste mês já tiveram uma abordagem bem popular e nada técnica pelo novo governo, embora a sua importância para a comunidade, uma destas é a coleta seletiva de lixo. Em ato popular, os catadores foram os primeiros a serem recebidos pelo prefeito Robson Magela, mas que ainda não tinha nada a oferecer-lhes a não ser calor humano. Da mesma forma, o prefeito recebeu moradores de áreas invadidas que tiveram a energia elétrica (gatos) cortada pela Cemig. Ele só tinha a popularidade para lhes oferecer até como compromisso de campanha, porém apesar do calor humano ainda não têm soluções apropriadas para resolver questões cruciais como as áreas invadidas que estão por toda a cidade.
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Clarim
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