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EDITORIAL - Ano eleitoral
13/01/2012, às 09:51:47

  Como quase nada mudou no processo de realização das eleições no país, valem praticamente as mesmas regras para o pleito municipal que acontece em outubro próximo. Infelizmente, os brasileiros continuam indo às urnas de dois em dois anos, votando em pessoas e não em partidos, elegendo gente que não tem ficha limpa etc. No entanto, um olhar mais apurado revela o gradual amadurecimento do eleitorado, na medida em que melhoram as suas condições de vida e, consequentemente, de acesso à educação e à cultura que são fundamentais para a formação da consciência.
  Dentro desse processo, existem os prazos no decorrer do ano eleitoral que acabam criando momentos marcantes, como o de desincompatibilização de cargos públicos a partir de abril próximo, a realização das convenções partidárias em junho e o início da propaganda política em agosto. Conforme essas datas vão se aproximando, o processo é definido até o eleitor estar bem informado sobre quem são os candidatos e suas propostas para ir às urnas. Como o pleito deste ano é municipal, estarão em disputa os cargos de prefeito, vice-prefeito e quinze vereadores.
  Uma importante mudança que estará refletida nesse processo em Araxá, é o aumento do número de cadeiras na Câmara Municipal, de dez para quinze, em um terço, aprovado por 9 dos 10 atuais vereadores. A exceção foi o voto do vereador César Romero da Silva (Garrado), que inclusive chegou a apresentar projeto de lei pela manutenção das dez cadeiras. Apesar da expectativa de muita disputa para a composição do Poder Legislativo diante de um número bem maior de candidatos a vereador, que deverá ser proporcional ao aumento das vagas, não dá para prever se também será acirrada em relação aos cargos majoritários, de prefeito e vice.
  Pode ser que Araxá tenha uma disputa polarizada em duas fortes candidaturas a prefeito, o que a tornaria mais difícil e imprevisível. Como também pode acontecer de serem apenas duas candidaturas, mas uma com muito mais partidos aglutinados do que a outra, o que cria uma vantagem.
  Com três candidaturas a prefeito e vice, pode acontecer de equilibrarem-se na preferência do eleitorado ao ponto de dificultar a escolha do eleitor e a vitória de um ou outro. Quatro candidatos a prefeito também é bem possível em Araxá, mas que inclusive podem ser três que realmente têm fôlego e estrutura para chegar lá, ou dois, contra os demais entrando mesmo para atrapalhar ou favorecer alguém.
  Seja lá como for o desenrolar desse processo em 2012 que é um ano eleitoral, Araxá poderia experimentar um novo clima político, de desenvolvimento e consenso até o esgotar-se dos prazos. Os pretensos candidatos poderiam deixar para se ver como adversários de fato apenas no período eleitoral e, no restante dos meses do ano, deveriam aproveitar ao máximo os potenciais da cidade e as buscas políticas para fortalecer o município, preparando o caminho com o ensejo de uma futura administração municipal de sucesso, nas mãos de quem for o candidato que tiver o merecimento de conquistar o cargo.

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Clarim
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