Logo
Araxá / MG - , -
Clarim no WhatsApp (34) 98893-8381
Menu

Digite pelo menos 2 caracteres!
Risco de trombose por Covid-19 é de 8 a 10 vezes maior do que por vacinas
19/04/2021, às 07:32:45
seg (2)

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford indica que o risco de ocorrer trombose venosa cerebral (CVT, no acrônimo em inglês) em pessoas com Covid-19 é consideravelmente maior do que nas que receberam vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como os imunizantes da Pfizer e Moderna. Além de vacinas de mRNA, a análise também incluiu o imunizante da Oxford/AstraZeneca, produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisa Trombose venosa cerebral: um estudo de coorte retrospectivo de 513.284 casos de Covid-19 confirmados e uma comparação com 489.871 pessoas recebendo vacina de mRNA reuniu os pesquisadores Maxime Taquet, John R. Geddes, Paul J. Harrison (os três do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Oxford e da Oxford Health NHS Foundation Trust), Masud Hussain (Departamento Nutfield de Ciências Clínicas da Universidade de Oxford e da Oxford University Hospitals NHS Foundation Trust) e Sierra Luciano (TriNetX, de Cambridge, Massachusetts). Embora a magnitude do risco não possa ser quantificada com certeza, o risco após a Covid-19 é aproximadamente de 8 a 10 vezes o relatado para as vacinas, e cerca de 100 vezes maior em comparação com a taxa da população. O aumento do indice de CVT com a Covid-19 é notável, sendo muito mais marcante do que os riscos aumentados para outras formas de acidente vascular cerebral e hemorragia cerebral”, diz o estudo. “Os dados de trombose da veia porta (PVT) destacam que a Covid-19 está associada a eventos trombóticos que não se limitam à vasculatura cerebral”.

Outros efeitos da doença - Usando uma rede de dados eletrônicos de saúde e da Agência de Medicamentos Europeia (EMA), eles analisaram a incidência de CVT e de PVT em pacientes duas semanas após o diagnóstico de Covid-19, comparando-os com casos associados à influenza e às vacinas. A análise dos dados da TriNetX Analytics – que abrange 59 organizações de saúde, basicamente nos EUA — mostra que a incidência de CVT em pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2 é de 39 para cada milhão de pessoas, bem acima dos observados naqueles que receberam as vacinas da Pfizer e da Moderna (4,1 por milhão). No caso da gripe, nenhum caso foi observado. Para o PVT, a incidência foi de 436,4 por milhão em pacientes com Covid-19; 98,4 por milhão após a influenza e de 44,9 após as duas vacinas. Os testes laboratoriais de pacientes que contraíram o Sars-CoV-2 fornecem ainda indícios sugestivos “de dímero D elevado, fibrinogênio reduzido e uma taxa elevada de trombocitopenia” nos grupos que sofreram CVT e PVT, com uma taxa de mortalidade de 20% e 18,8%, respectivamente.  




“Esses dados mostram que a incidência de CVT cresce significativamente após a Covid-19, e é maior do que a observada em relação às vacinas BNT162b2 [Pfizer/BioNTech] e mRNA-1273 [Moderna]”, diz o estudo, referindo-se aos imunizantes mais aplicados no território americano. A pesquisa destaca que “o risco apresentado pela Covid-19 é também maior do que a última estimativa da Agência Europeia de Medicamentos associada à vacina ChAdOx1 nCoV-19 [Oxford/AstraZeneca, 5 casos por milhão de pessoas], o que, segundo a pesquisa, ajuda a contextualizar riscos e benefícios dos imunizantes. Sobre a preocupação de uma possível ligação entre as vacinas e a trombose venosa cerebral, e a suspensão por alguns países da aplicação dos imunizantes da AstraZeneca e da Janssen em determinadas faixas da população, o documento observa que “um componente-chave do cálculo de risco-benefício ainda é atualmente desconhecido: o risco absoluto de CVT após um diagnóstico de Covid-19”. Com base na rede eletrônica, o estudo abrangeu um corte de pacientes que tiveram o diagnóstico confirmado de Covid-19 entre 20 de janeiro de 2020 e 25 de março deste ano, identificando outros problemas, como dímero D elevado, fibrinogênio reduzido e uma taxa elevada de trombocitopenia duas semanas após o diagnóstico da doença. Para comparação, também foram observadas as taxas de CVT e trombose esplâncnica em pessoas que receberam a vacina da AstraZeneca, com base em dados da EMA.

Dos 513.284 pacientes incluídos no estudo, 54,8% eram mulheres com idade média de 46,6 anos. Do número total pesquisado, 20 sofreram CVT nas duas semanas seguintes ao diagnóstico de Covid-19. O risco foi significativamente mais alto em pacientes com histórico de doença cardiovascular. Entre os 20 casos, seis foram observados em pacientes com menos de 30 anos; quatro entre 30 e 39 anos; dois entre 40 e 49; dois entre 50 e 59; três entre 60 e 69; e três entre 70 e 79. Entre os que tomaram vacina foram observados dois casos: um que recebeu o imunizante da Pfizer e outro sobre o qual não foi possível precisar se recebeu Pfizer ou Moderna. O risco relacionado de desenvolver CVT com a Covid-19 também foi maior do que o registrado pela EMA após a aplicação da AstraZeneca (169 casos para 34 milhões de pessoas).
Em relação ao PVT, o risco também é significativamente maior: 436,4 por milhão contra 44,9 por milhão entre os imunizados. Entre estes últimos, foram observados 22 casos: 11 após a vacina da Pfizer, dois após a Moderna e nove em que não se sabe qual o imunizante utilizado. Na Europa, os incidentes com PVT foram também maiores do que os registrados pela EMA para tromboses esplâncnicas após o uso da AstraZeneca (53 casos em 34 milhões ou 1,6 por milhão de pessoa. O estudo destaca que os dados devem ser analisados com cuidado, já que a magnitude dos riscos de Covid-19 versus a população não é baseada em cortes combinados por idades e outros fatores demográficos. Diz ainda que não é possível concluir que as vacinas baseadas no mRNA aumentem o risco de CVT. Amostragens maiores seriam necessárias para abordar a questão.

Cristina Azevedo 
Agência Fiocruz de Notícias



banner-clarim


LEIA MAIS

seg (3)
Deputado Luiz Humberto Carneiro morre vítima da Covid-19

seg (4)
Prefeitura de Araxá participa do plano Recomeça Minas da ALMG

seg (1)
Prefeitura de Araxá realiza compra de sedativos do kit intubação

vac2
Araxá vai receber mais 3,5 mil doses de vacinas contra a covid-19


comipa
Comipa contrata Analista de Comunicação



Compartilhar no WhatsApp
Clarim
Radix Tecnologia