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EDITORIAL - Possível arranjo
27/01/2012, às 07:48:44

   O fogo amigo que queima mais do que os outros tem esquentado o caldeirão político do ex-prefeito Antônio Leonardo Lemos Oliveira (PP). A simples menção da possibilidade dele não ser candidato a prefeito este ano, deixa indignada grande parte de todos que se postam ao seu lado politicamente. Essa cobrança deve ser a que mais tem pesado na sua decisão de participar ou não do processo eleitoral, fomentada desde o final das eleições municipais de 2008 pelos amigos que, de certa forma, deixaram o poder junto com ele.
   Antônio Leonardo ficou por oito anos à frente da administração municipal e arrebanhou uma legião de eleitores e cabos eleitorais no transcorrer deste período, em razão da sua habilidade política e preocupação em agregar. Ele também deixou o seu importante saldo de realizações a favor do município e, para isto, se não contou com um orçamento tão expressivo como os dos últimos três anos, não foi ruim e ainda teve o amplo aval do Poder Legislativo na governança. Dessa forma, Antônio Leonardo deixou o segundo mandato com uma ótima imagem, mas também com muita frustração política por ele não ter feito o sucessor, que hoje parece muito maior para os outros do que para ele mesmo.         
   A sua performance política e administrativa deu-lhe condições de hoje acumular uma diretoria corporativa na TV Integração que é afiliada à Rede Globo e a vice-presidência da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). Quanto ao seu poder de penetração na mídia, nem é possível mensurar. Já a Codemig, é a “mina de ouro” do governo estadual em relação a sua capacidade de investimento. Então, por quais razões ele deixaria essas duas perspectivas que também são políticas para disputar a Prefeitura de Araxá? Com certeza, uma delas é pela constante pressão política que sofre desde o último pleito municipal.
   Outra razão poderia ser a necessidade de mudança na administração municipal, caso não estivesse indo bem nas mãos de quem lhe sucedeu no governo, o prefeito Jeová Moreira da Costa (PDT), o que parece não ser o caso. Pelo contrário, Jeová tem se fortalecido como pré-candidato à reeleição em razão dos avanços da cidade em várias áreas nos últimos anos, inclusive na saúde que, mesmo assim, ainda precisa de muitas soluções para ser referência.
   O enfrentamento direto entre Jeová e Antônio Leonardo causaria um enorme desgaste para ambos, favorecendo a candidatura de Toninho Barbosão (PT). Principalmente, por causa da grande exposição e comparação do que fizeram ou não como gestores, sem levar em conta qualquer conjuntura. Isso também dividiria o grupo político que transita em torno do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) já visando a disputa pela presidência da República e, cuja efetiva unidade, poderia beneficiar muito não só Araxá.
   Contrariada ou não, a oposição ao governo Jeová deve enfrentar a realidade político-partidária desse contexto que pode realmente levar à propalada unidade das forças políticas de Araxá. Há uma expectativa bem maior do que creem, de Antônio Leonardo abrir mão da pretensão de disputar a prefeitura para seguir adiante politicamente, com o apoio de quem hoje atravessa este seu caminho em sentido contrário. Dessa forma, como o deputado estadual Bosco (PTdoB) tem tido um bom desempenho no cargo, pode compor o arranjo político como o candidato natural dessas forças à reeleição.
   Já o deputado federal Aracely de Paula (PR) que cumpre o sexto mandato no Congresso Nacional e é um grande aliado do governo estadual, poderia pleitear a Prefeitura de Araxá dentro desse processo. Então, o desfecho de quem enfrentaria ou não a disputa eleitoral municipal sem dividir esse grupo estaria entre Jeová e Aracely. Sob o aval de Bosco que teria desde já uma grande frente de apoio para permanecer no cargo, inclusive podendo fazer dobradinha com Antônio Leonardo como o candidato da cidade a deputado federal.
   Se aliados e adversários de todos os lados aprovam essa possibilidade é outra questão, mas existe sim, ainda mais em política. Seria um caminho para assegurar não só a representatividade política que hoje Araxá detém em todos os níveis, como também alguns espaços arduamente conquistados, como a própria vice-presidência da estatal.

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Clarim
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