Logo
Araxá / MG - , -
Clarim no WhatsApp (34) 98893-8381
Menu

Digite pelo menos 2 caracteres!
cbmm
banner_pma]  
Terras-raras e café despertam o interesse de empreendedores por Araxá
30/01/2012, às 10:01:48

 

    De acordo com matéria publicada no jornal Estado de Minas, domingo, 29, na editoria Economia, as terras-raras de Araxá serão exploradas por uma multinacional de origem canadense, a MBac. Na edição da revista Veja nº 2256, de 1º de fevereiro de 2012, uma nota cita que o interesse do mega empresário Eike Batista por Araxá é o café. Até então, as especulações eram de que Eike estaria interessado nas terras raras do município que está situado no Alto Paranaíba, em Minas Gerais.
    Na matéria do jornal assinada pelo repórter Frederico Bottrel, a exploração de elementos de terras-raras no Brasil deve sair do papel em Minas Gerais ainda este ano. Especificamente, em Araxá, onde existe “um dos mais altos níveis de óxidos de terras-raras no mundo”, conforme a MBac, que produz fertilizantes no Brasil. O texto informa que a companhia não detalha a operação que está em fase inicial, mas confirma que comprou as áreas com jazidas de terras-raras, nióbio e fosfato no território mineiro.
    O prefeito Jeová Moreira da Costa disse ao EM que a produção deve começar até o fim do ano e envolver investimentos de até R$ 3 bilhões, com a geração de 600 empregos. De acordo com a matéria, a empresa não confirmou os números citados pelo prefeito ao jornal. A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Parcerias, Alda Sandra Barbosa Marques, disse ao EM que haverá uma nova reunião com a empresa canadense para que seja detalhado o projeto, no próximo dia 10.
    O repórter também menciona que cresce a especulação de que o empresário Eike Batista “também estaria de olho no filão representado pelos metais – desde 2008, a valorização das terras-ras no mercado internacional já para dos 4.000%”. De acordo com a matéria, o grupo EBX limita-se a informar via assessoria que não comenta rumores de mercado.
    Já a MBac informou ao EM que o seu objetivo é tornar-se um dos principais fornecedores de fertilizantes no Brasil e “essa aquisição nos deixará mais perto desta meta”. De acordo com a companhia canadense, a área adquirida cobre 214 hectares de carbonatitos e contém, além de fosfatos, terras-raras e pirocloro (nióbio).  “A área tem excelente infraestrutura e fica na mesma região onde operam as principais empresas brasileiras de fertilizantes”, indicou a MBac. De acordo com a matéria, o Projeto Araxá, confirmado pela MBac, pode incrementar a pauta de exportações da cidade.


Na Veja
    A coluna Panorama-Radar assinada por Lauro Jardim na revista Veja que circula nesta semana, publica a seguinte nota, intitulada “O ‘cafex’ do Eike”: “Não bastasse estar em ramos tão diversos quanto mineração, petróleo, hotéis, restaurantes, hospitais, Eike Batista agora quer ser o rei do café. Para começar o jogo, está comprando fazendas de café em Araxá (MG). É apenas o início do projeto de criação da BCX. Sua ambição é plantar, produzir, vender para o mercado interno e exportar”.
    Em relação à nota da revista, existe a dúvida sobre Araxá ser um município com uma zona rural muito pequena e que está inserido numa região onde outros têm áreas bem maiores e mais tradição no cultivo de café. As especulações continuam no sentido de que o interesse por Eike no município também está relacionado às terras-raras.  


Terras-raras
    O EM informa que os metais de terras-raras são um “conjunto de 17 elementos químicos que servem de insumo para indústrias de equipamentos eletrônicos, superimãs, fertilizantes e combustíveis. São elementos como cério, európio e lantânio, usados em ligas metálicas. No Brasil, há registro de ocorrência de terras-raras em Minas Gerais e em Goiás. Principais usos das terras-raras: catalisadores, imãs, ligas metalúrgicas, materiais fosforescentes, vidros e polimento, cerâmica, ressonância magnética e computadores.
 

Conheça a MBac
      A MBac Fertilizantes é uma empresa canadense criada há mais de 150 anos e tem como missão tornar-se uma importante produtora integrada de fertilizantes fosfatados e potássicos . De acordo com dados do site da companhia, ela possui hoje uma equipe eficiente com trajetória profissional nas áreas de operações para negócios de fertilizantes, gestão, marketing e finanças dentro do Brasil, onde está investindo desde 2008. A Companhia atualmente opera uma infra-estrutura de mina de fosfato e relacionados no Brasil central. Em Arraias no Tocantins, por exemplo, as obras para a construção da unidade da MBac Fertilizantes, projeto “Itafós Arraia”, começaram em abril do ano passado e devem ficar concluídas no segundo semestre deste ano. Lá a empresa vai produzir fertilizantes à base de superfosfato simples e já investiu 424 milhões de reais. O Itafós Arraias terá capacidade anual de produção de 500 mil toneladas.
       Segundo notícia publicada na revista Globo Rural, o vice-presidente sênior da companhia, Robert Belger, disse que “a empresa planeja produzir fosfato em um projeto chamado Santana, no Pará, potássio em Fazendinha, no Amazonas, e fosfatos, nióbio e terras raras em Araxá, no estado de Minas Gerais”. Belger disse ainda que ao desenvolver vários projetos no Brasil, a MBac ajudará a acelerar a meta do governo de alcançar a autossuficiência na produção de fertilizantes dentro de 10 anos.
      O Brasil atualmente depende das importações para 43% do fosfato e 91% do potássio necessários para produção de insumos. No entanto, com os novos projetos colocados em prática pela MBAC e outras companhias, incluindo a Vale, a dependência do fosfato importado cairá a 20%, e a do potássio a 85%, num futuro próximo, de acordo com o executivo. "O potássio é o maior desafio para o Brasil", garantiu Belger, à edição de setembro daquela revista. O consumo de fertilizantes no Brasil dobrou nos últimos 20 anos, alcançando 24,6 milhões de toneladas em 2010, conforme a produção agrícola cresceu.
      Em outubro de 2008 a empresa adquiriu a Itafós, a qual consiste em uma mina de fosfato, planta e uma unidade de britagem e sua respectiva estrutura, localizadas na região central do Brasil. O portfólio de exploração da MBac inclui ainda projetos de fosfato e potássio. A empresa continua a buscar novas oportunidades na área de fertilizantes no Brasil e outros mercados da América Latina, onde a forte base agrícola e as oportunidades únicas podem possibilitar o crescimento no curto prazo.

Compartilhar no WhatsApp
Clarim
Radix Tecnologia