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Museu Dona Beja. Foto: Celso Flávio
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Editorial :: Araxá não desiste
10/08/2021, às 09:43:51
Existe uma demanda histórica de soluções pendentes entre o governo do Estado e o município que atravanca o seu progresso a cada ano. Não são soluções que exijam vultosos recursos por parte de um e de outro, porém, falta vontade política e efetiva parceria entre os entes públicos. 

Parte do patrimônio do Estado em Araxá deveria ser municipalizada, como a sede do antigo fórum que abrigaria muito bem a nova Delegacia Regional e, quiçá, com a sua transformação em Departamento de Polícia Civil (PC). Aliás, o que a Polícia Civil local merece com horarias, porque de 2015 até hoje tem desbaratado esquemas de corrupção no município e até no país, envolvendo seja quem for com retorno de milhões aos cofres públicos. Mas falta o efetivo reconhecimento do governo do Estado para que tenha melhores condições de trabalho e, ressalte-se, por merecimento e não somente porque o governador é araxaense. 

O Expominas recentemente cedido pela Codemig para a vacinação é um valioso espaço em área nobre da cidade, mas que nunca cumpriu o seu objetivo inicial de ser um Centro de Convenções, nem sequer foi concluído pelo governo mineiro à época. Tal qual a Vila do Artesanato que Zema inclusive como frequentador do complexo do Barreiro sabe como está sem solução de continuidade antes mesmo de ser eleito. O projeto não foi concluído até hoje, nem mesmo com o idealizado espaço para estacionamento. O Lago Norte também continua inacabado e precisa de revitalização, mas como tudo no Barreiro, passa por situações ruins ainda mais nos últimos três anos. Embora seja pela primeira vez na sua história política que Araxá conta com um filho da terra como governador.

Uma extensa área que segue atrás do Expominas pela av. Geraldo Porfírio em direção ao Barreiro também pertence à Codemig, tendo sido anteriormente requisitada e negada pelo Estado como para a implantação da unidade da fábrica de cerveja Wäls e, depois, o polo da UFTM, empreendimentos perdidos dentre tantos nos últimos anos por falta de visão ou mesmo intermináveis disputas políticas regadas à perseguição, especulação, puxa tapete, toma lá dá cá, enfim, até corrupção. 



O Estado também possui a maior área dentro do complexo do Barreiro, inclusive o Grande Hotel que foi inicialmente arrendado por royalty de 12% sobre o lucro líquido da operação à época, uns R$ 100 mil por mês. Agora esse percentual foi renegociado com a Rede Tauá para que permaneça administrando o GH até 2025. Porém, esse valor que também vai para o cofre da Codemig - cujos recursos advêm pelo menos 90% de Araxá e hoje representam cerca de R$ 1,1 bilhão por ano - não retorna nem para que o Estado cuide do que é de sua propriedade. Outro problema que se resolveria com diálogo entre as partes, muito mais boa vontade política do que recursos. 

Ressalta-se que é significativo o número de áreas pertencentes ao Estado dentro do município, como a situada próxima ao aeroporto que, depois de um longo trâmite de cinco anos, finalmente em parte abrigará a fábrica de aviões Desaer. Por ser do Estado, a negociação também exigiu a aprovação da Assembleia Legislativa. Assim como é preciso essa autorização para que o Estado repasse ao município a av. José Ananias de Aguiar (do Comboio) que é um anel rodoviário que corta vários bairros e precisa de revitalização, com o desvio do tráfego pesado por uma variante até a BR 262 há anos reivindicada.

Incrível como esses problemas persistem sem solução ao longo do tempo, mesmo quando Araxá tinha deputados estadual e federal. E também agora, ainda com a cadeira na ALMG e o governador do Estado - o que talvez tenha sido uma desvantagem para o município já que é grande o receio de Zema até em dar entrevistas sobre Araxá, o que interessa à população que o elegeu com 86% dos votos. Depois de dois anos e sete meses de governo, a primeira vez que Zema reuniu-se com o prefeito para tratar especificamente dos assuntos de Araxá foi há quinze dias. O atual prefeito já estava há quase sete meses no cargo, mas somente agora o recebeu como anfitrião no Centro Administrativo - para um cordial café da manhã, sem imprensa. 

Como as pendências de Araxá continuam as mesmas, para não dizer que cresceram com o abandono dos demais entes, urge o tempo para que sejam resolvidas até 2022, quando o Estado ainda será governado por Zema. Será que há tempo de se redimir? É fato que ele pode ser reeleito governador até como demonstram as atuais pesquisas que o apontam como o candidato preferido do interior mineiro em relação ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, provável adversário e preferido na capital. Quem sabe essa pretensão até seja relevante para que Zema trate Araxá - uma das mais importantes economias mineiras - como merece e não por ter nascido no município, o que por si só não tem ajudado. Com certeza, a situação de Araxá até as Eleições Gerais de 2022 vai fazer diferença na campanha de reeleição do governador Zema.

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