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MBAC avalia minerar terras-raras em Araxá
08/02/2012, às 12:44:08

 

    A MBAC Fertilizantes adquiriu os direitos minerais de uma reserva existente no complexo do Barreiro para explorar o fosfato, mas o projeto acabou sendo direcionado para as terras-raras. O Projeto Araxá ainda está em fase de avaliação do potencial da reserva e, até junho próximo, a jazida deve ser confirmada, quando se inicia a fase tecnológica de separação dos óxidos e, se for superada, a MBAC espera confirmar a viabilidade do projeto até dezembro próximo. Se tudo der certo, a expectativa da empresa é a de iniciar a produção dos óxidos de metais de terras raras no município até o final de 2015.
    O prefeito Jeová Moreira da Costa anunciou que a indústria da MBAC será a primeira a ser instalada no novo distrito industrial de Araxá, denominado Cidade Tecnológica. O presidente da MBAC Fertilizantes, Antenor Silva, apresentou o Projeto Araxá para lideranças políticas, empresariais e imprensa na terça-feira, 7, na sede da Ampla. Segundo ele, em setembro de 2011, a empresa adquiriu os direitos minerais em 214 hectares de carbonatitos situados no Barreiro, em Araxá, que além do fosfato contêm terras raras e nióbio. “O interesse pela área de Araxá começou no fosfato e, agora, estamos levantando as terras raras. Nós detectamos essa oportunidade, exatamente no momento em que o mundo vive essa transformação que valoriza os metais de terras raras”, diz.
    Segundo ele, a área é de excelente infra-estrutura e está localizada na mesma região onde operam as principais empresas brasileiras de fertilizantes. Ele informa que o depósito já está sendo avaliado pela MBAC quanto ao potencial, teor, elementos existentes e como podem ser aproveitados. De acordo com Antenor, ainda há um longo caminho tecnológico a ser percorrido entre a extração dos metais e a produção que está prevista para ser iniciada até o final de 2015, se tudo acontecer dentro das expectativas da empresa, porque é um negócio de risco. “Também estamos fazendo os estudos tecnológicos e, até agora, os resultados têm encorajado a pesquisa”, adianta.
    Antenor disse que o processamento dos metais de terra rara não será feito dentro da área de mineração, situada entre as áreas mineradas da CBMM e da Vale, no Barreiro. Segundo ele, já existe um acordo com o prefeito Jeová para a instalação da indústria a pelo menos 10 quilômetros de Araxá, num local que já está sendo estudado pela prefeitura. “O produto não vai ser processado no Barreiro, mas em área periférica, dentro dos padrões, e a mineração não é impactante na mina, é muito pequena. E nem na indústria, porque existe regulamentação própria para a disposição desse rejeito ferroso”, explica.
    A prefeitura de Araxá e o governo do Estado estão muito interessados que a MBAC desenvolva o projeto que é pioneiro no Brasil e desperta o interesse do mercado mundial. Na oportunidade, Jeová lançou o Distrito Industrial 2 de Araxá que abrigará a Cidade Tecnológica do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, tendo a MBAC como a primeira empresa a ser instalada. O objetivo é de que no futuro o distrito abrigue as indústrias que precisam de terras raras para produzir, como as de motores elétricos e aeólicas, de leds, vidros especiais, lentes e outras.

 

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Clarim
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