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Ex-prefeito volta ao cenário político
14/02/2012, às 10:49:50

 

   O ex-prefeito Waldir Benevides de Ávila (PSB) decidiu retornar à política disputando as eleições municipais de 2012, seja novamente como candidato a prefeito ou a vice numa possível composição ou mesmo a vereador. “Vocação a gente não compra, nasce com ela. Eu nasci vocacionado para servir e, muitas vezes, fui até criticado dentro da própria família”, afirma. Em entrevista ao Clarim, ele fala da sua intenção de “trabalhar em prol da comunidade, do meu município, do meu país”.
   Waldir deixou a política depois de cumprir seis mandatos consecutivos, quatro como vereador (nos quais presidiu a Câmara Municipal por várias vezes), um como vice e um como prefeito. Ele prefere não historiar as circunstâncias que o levaram a afastar-se da política, mas afirma que foi a melhor fase da sua vida. “Foram muitos anos, seis mandatos consecutivos dentro de uma mesma cidade e mesmo fora da política no comando de entidades de classe. Isso foi me colocando cada vez mais ligado ao meu povo e, por mais que eu me esforce para esquecer da política, eu não consigo”, diz.
Falta de renovação
   Ele afirma que depois de tantos anos na política, também afastou-se para dar oportunidade a outros políticos mais jovens. “Hoje, eu vejo com um ar de decepção muito grande, que não frutificaram grandes vocações políticas dentro da nossa cidade, infelizmente. Isso é outro tema, junto com a rejeição à classe política, por eventos que a televisão mostra a todo instante, todo dia. Embora eu discorde, porque em todo segmento da comunidade tem gente boa, ruim, péssima e, a classe política, não foge à regra.”  
   Para o ex-prefeito uns poucos têm prejudicado muito a imagem do político brasileiro e, consequentemente, isto tem afastado “as verdadeiras vocações” do processo eletivo. “Isso é um lado, mas o sistema eleitoral brasileiro desencoraja também. Porque, hoje, para conseguir se eleger em qualquer cargo, de vereador a presidente da República, o investimento é muito alto. E, por ser muito alto, obriga o político a se vincular a determinados grupos econômicos buscando financiamento a essas campanhas”, aponta.


Vereador
   O ex-prefeito não descarta a possibilidade de voltar à política no exercício da vereança, mas acrescenta que está ciente da dificuldade do pleito. “Uma eleição de dez vereadores já era o vestibular mais difícil que existe. A cidade tem aproximadamente 70 mil eleitores, para você tirar dez... Aí, aumentou para quinze, é muito pouco. Já era com quinze e era difícil, vai continuar difícil a mesma coisa.” Segundo ele, como está decidido a voltar à política, brinca com os amigos que se houvesse eleição para juiz de paz, seria candidato, até prefeito.
   “No momento, a gente tem que ter um pouquinho de modéstia e se colocar no devido lugar. Eu fico imaginando que a situação mais razoável seria o retorno à política através da Câmara Municipal. Mas isso não invalida qualquer outra possibilidade se depender dos entendimentos, porque política é uma soma, depende do alicerce que poderá acontecer e ainda tem uns meses para o pleito, muita coisa pode acontecer.” Ele acrescenta que, de qualquer forma, hoje já não tem aquele ímpeto para ser prefeito.
   “Acho que é muito difícil e, ainda mais, pelos acontecimentos que a gente vê dentro de Araxá, isto não deixa de me desencorajar. E continuo afirmando, o custo de uma campanha é elevadíssimo e, na minha idade, depois dos 70 anos, já não tenho condições mais de arriscar. Eu não posso fazer investimento para prejudicar a mim mesmo e à família”, esclarece.
   Segundo ele, está filiado ao PSB que não é um grande partido dentro de Araxá, mas é bem significativo em nível nacional. “O partido é presidido pelo Dr. Fábio Paiva e está com um número razoável de filiados, com bons candidatos a vereador. A exemplo de todos os outros partidos, pretendemos fazer coligações que viabilizem uma chapa completa. Hoje, ninguém preocupa mais em querer montar uma chapa com o partido sozinho, impossível, devido àquele grande problema, a falta de vocações. Eu me acho disponível para o serviço público e, a vontade de fazer aquilo que eu gosto, é uma das razões. E porque não falar, fugir também um pouquinho da solidão. Eu acho que ainda posso prestar um serviço razoável a essa comunidade, pela minha experiência, prática, conhecimento dos problemas da nossa gente. Araxaense é muito exigente, não se conforma com pouca coisa.”

Ainda é cedo  
   Para Waldir, ainda é cedo para que estejam postas as candidaturas a prefeito no próximo pleito eleitoral. “Porque hoje, se fossem levadas em consideração as candidaturas já colocadas, eu acho que já teríamos até prefeito eleito. Então, eu prefiro esperar um pouco, conversar mais e, na época, vamos tomar aquele caminho que devemos achar o mais certo, o mais correto, não é fácil, não. Ao que tudo indica, eleição em Araxá é difícil e eu morro de medo de eleição polarizada e eu acho que está caminhando para isto. De um lado, você teria o PT, como sempre, que não vai aluir da posição deles, embora já estão declarando que vão coligar também. E por determinadas entrevistas que a gente ouve por aí, mais ou menos, eu não sei se certo ou erradamente, a gente desconfia até com quem. Não vou declinar agora, é aquilo que disse a Bíblia, quem tem ouvidos que ouça”, afirma Waldir.

 

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