museu
Museu Dona Beja. Foto: Celso Flávio
Logo
Araxá / MG - , -
Clarim no WhatsApp (34) 98893-8381
Menu

Digite pelo menos 2 caracteres!
Editorial - Questão de sobrevida
13/10/2021, às 06:49:55
O alteamento da Barragem de Rejeito B6 do complexo minero-químico da unidade de Araxá da Mosaic Fertilizantes representa na realidade não só o aumento da vida útil do reservatório, como a própria sobrevivência dessa operação no município por mais 22 anos, principalmente por economicidade.  A audiência pública sobre o projeto que pretende ampliar o alteamento da Barragem B6 da cota 960 para 980 metros aconteceu de forma híbrida na noite desta quinta-feira, 7. A operação da Mosaic Fertilizantes em Araxá com a mina e as usinas de beneficiamento chega próxima ao seu limite como já previsto desde o seu início em 1977. Naquela época, a previsão dessa vida útil era de 50 anos, ou seja, daqui a cinco anos. Hoje, o que se busca é o aumento da sobrevida dessa operação que estava fadada ao fim desde os idos 2010, quando a Vale Fertilizantes anunciou o início da exploração de uma mina de minério em Patrocínio de melhor qualidade do que a de Araxá, onde pretendia construir uma nova unidade para o seu beneficiamento. 

Porém, os planos da Vale Fertilizantes tiveram que ser alterados mediante mais uma crise econômica mundial. Ao invés de investir na construção do complexo minero-químico de Patrocínio, o mais viável foi dar continuidade à operação da unidade de Araxá carreando o novo minério via férrea. Em 2016, foi iniciado o Projeto Patrocínio que traz o minério fosfatado explorado na vizinha cidade para ser beneficiado na unidade de Araxá que, até então, estava quase fechando as portas porque a exploração das minas locais não é mais viável. A Mosaic que adquiriu a Vale Fertizantes dá continuidade ao projeto que é único no mundo, ou seja, um minério é retirado numa cidade a 200 quilômetros de onde vai ser beneficiado.



Na realidade, o Projeto Patrocínio foi um grande ganho para os araxaenses porque sem a solução haveria a exaustão da mina em Araxá, o que levaria ao encerramento das atividades da unidade já anteriormente. Em 2021, a operação da unidade local continua beneficiando 80% de minério vindo de Patrocínio e 20% retirado da mina de Araxá que está sendo esgotada. Porém, a Barragem B6 que recebe esses rejeitos precisa ser alteada até próximo ao limite legal que é Cota 1.000, estabelecido junto ao governo do Estado em decorrência do acordo Pró-Araxá em 1985.    

Essa atividade da Mosaic e ainda a mais recente de produção de ácido sulfúrico que também atende o mercado nacional geram na unidade de Araxá 725 empregos diretos e 1,2 mil indiretos. A Mosaic de alguma forma também utiliza 420 empresas da cidade e possui 3 mil fornecedores mineiros. Com a obtenção do licenciamento discutido na audiência pública serão investidos R$ 250 milhões para ampliar a estrutura de maciço que já existe construída jusante até a cota 980m. A empresa assegura que não haverá impacto ambiental e informa que 200 pessoas estarão trabalhando na execução do projeto movimentando a economia local.  Por outro lado, o maior impacto positivo é a permanência da Mosaic em Araxá até 2043, porque era fato que a operação se esgotaria após um limite de tempo, significando a sobrevida dessas atividades para um pouco além do esperado. Existe a esperança de que daqui duas décadas haja soluções viáveis para a permanência da empresa de fertilizantes em Araxá.

cbmm6
Compartilhar no WhatsApp
Clarim
Radix Tecnologia