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Horário de Verão termina no próximo domingo
24/02/2012, às 07:39:02

   O Horário de Verão 2011/2012 termina à zero hora do dia 26 de fevereiro, próximo domingo. Com isso, às 24h do sábado, 25, os relógios deverão ser atrasados em uma hora.
   À medida, que começou à zero hora de 16 de outubro do ano passado, abrangeu os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Bahia, que voltou a adotar a medida, após oito anos fora da mudança. Os demais estados das regiões Norte e Nordeste não adotam o Horário de Verão, devido à proximidade da Linha do Equador, o que faz com que a duração dos dias não apresente alterações significativas ao longo do ano e faria com que o Horário de Verão tivesse efeito praticamente nulo nesses estados.  No total, essa edição do Horário de Verão tem 133 dias de duração, sete dias a mais que no ano passado.
   Desde 2008, através do Decreto 6.558, foram fixadas datas para seu início e término: ficou definido que, todos os anos, a medida entra em vigor sempre à zero hora do terceiro domingo de outubro e se estende ao terceiro domingo de fevereiro. No ano em que houver coincidência entre o domingo previsto para o término do Horário de Verão e o domingo de carnaval, o encerramento ocorre no domingo seguinte, como acontece na edição atual.

Minas Gerais
   Na área de concessão da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), verificou-se, segundo balanço preliminar, uma redução na demanda máxima, ou seja, no pico diário da carga que ocorre no período das 18h às 22h, de 4,1%, correspondendo a cerca de 310 MW, semelhante à redução verificada no ano passado. Essa potência equivale a:
 -demanda de pico de uma cidade de 750 mil habitantes, população equivalente à soma das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas;
- 30% da carga de pico de todo o Triângulo Mineiro com 66 municípios;
- 15,5% da carga de pico da Região Metropolitana de Belo Horizonte (34 municípios e 4,9 milhões de habitantes);
- geração a plena carga de mais de duas usinas do porte da Usina Térmica de Igarapé (131 MW).
   No consumo, estima-se que a economia de energia registrada no Horário de Verão dos últimos dois anos se manteve no período atual, chegando a 0,5%, o que representa 32 MWmed (megawatts médios). “Essa economia de energia é suficiente para abastecer, durante dez dias, Belo Horizonte”, afirma Wilson Fernandes Lage, engenheiro de operação do sistema da Cemig.
   Para os consumidores residenciais e comerciais, a economia se dá na menor utilização da iluminação artificial. Estes consumidores poderiam ter um consumo de até 5% a mais na fatura mensal de energia, caso não houvesse o Horário de Verão.

Como funciona
   O Horário de Verão aproveita o fato de que neste período os dias são mais longos, devido à posição da Terra em relação ao Sol. Em Belo Horizonte, por exemplo, os dias duram cerca de 11 horas no inverno e 13 horas no verão. A medida provoca o adiantamento do horário civil em relação ao horário padrão, retardando a ligação da iluminação artificial, que é acionada mais tarde do que aconteceria normalmente. O efeito provocado é a não coincidência da entrada desse tipo de iluminação com o consumo do comércio e da indústria, cujo montante se reduz após as 18h, e com outros tipos de consumo nas residências, cuja carga aumenta significativamente nesse horário, motivados principalmente pelo uso do chuveiro elétrico.
   A adoção do Horário de Verão é bastante antiga, tendo sido usada durante as guerras mundiais, com finalidades econômicas, evitando-se a geração térmica a óleo e carvão. O primeiro país a adotá-lo foi a Alemanha, em 1916, durante a 1ª Guerra Mundial.
   Esta é a 38ª edição do Horário de Verão brasileiro. Foi adotado 11 vezes entre 1931 e 1968, de forma descontinuada, voltando depois no verão 1985/1986 e a partir daí em todos os anos, durante 27 edições consecutivas.

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