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Editorial | Famigerada politicagem
03/03/2022, às 08:53:14
De pleito em pleito, não é de hoje que aparecem políticos de outras paragens que recrutam gente da cidade dividindo o eleitorado e, a maioria, ilude a população com promessas e meias verdades para ganhar ou se manter no poder. O que é próprio do injusto sistema eleitoral brasileiro que é votado pelo Congresso Nacional. Para não ser tão suscetível às investidas que nada contribuem para o fortalecimento da política local, o eleitor araxaense precisa ter exemplo de união e comprometimento com a cidade e não com o poder.

Passadas as eleições, se eleitos os políticos de outros redutos eleitorais fazem um favor aqui outro ali para o grupo que o ajudou a ter uns votos em Araxá e para onde quando muito destinam pontuais emendas que costumam até não se concretizarem ou nem mesmo contemplarem as prioridades do município, porque prevalecem as animosidades políticas. A política de denegrir e combater os adversários do que apresentar e discutir ações necessárias e exequíveis para o crescimento sustentável do município costuma ser determinante perante um maleável eleitorado. 

Geralmente, ao invés de serem direcionadas às prioridades dos gestores em todos os níveis, as emendas parlamentares enviam recursos de cima para baixo sem discussão da sua necessidade e da capacidade dos municípios contemplados em absorvê-las, quando não são rechaçadas por razões meramente políticas. Em ano eleitoral, os pré-candidatos de fora retomam as parcerias políticas locais para mais um ciclo de promessas, enquanto Araxá peleja para eleger os seus deputados majoritários. 

 


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Os candidatos com base eleitoral na cidade estão próximos da população para serem demandados e cobrados, enquanto outros vêm mesmo à cata dos votos que somam a sua chapa. O resultado das últimas Eleições Municipais demonstra que a população está farta dessa falsa política, abrindo os olhos para esse “modus operandi” que tanto tem feito mal ao desenvolvimento de Araxá. Essa política de meter o pau nos adversários e prometer mundo e fundo aos aliados é escolada e, desta forma, convence cada vez menos o eleitorado.


Os seis anos da gestão municipal anterior foram de retrocesso na política local, marcados por prisões e casos de corrupção de dentro para fora da prefeitura com descaradas ameaças, pressões e perseguições como nunca se tinha visto. Ao ponto de um ex-prefeito democraticamente eleito ser bombardeado até impedido de governar após quase três anos de uma infernizada gestão. E para que? Assim a cidade perdeu a representatividade federal que o então prefeito empossado pela Justiça lhe conferia desde 1990 e também a paz com o desmantelamento de boa parte de políticas públicas já implantadas. Pior são tanto esforço e influência política para voltar a ser prefeito e depois transferir o mando da gestão para alguém despreparado que hoje responde por tanta leviandade, enquanto outros continuam ocultos. 

Não há maior prejuízo provocado por essa famigerada política vivenciada de fato há décadas no município do que o retrocesso. Enquanto os municípios vizinhos que antes tinham Araxá como polo se desapegam e crescem muito mais do que a antiga referência; a burocracia, a falta de sistematização e integração da gestão municipal, as disputas pessoais, o favoritismo e o empreguismo testemunham o seu atraso. Quiçá a união de pré-candidatos da cidade a deputado estadual, federal e inclusive ao governo do Estado como não se via antes possa orientar o eleitorado para o voto útil a favor de uma buscada representatividade e, mais ainda, de uma nova prática política que desarme os palanques após as eleições e promova o desenvolvimento de Araxá como objetivo comum independentemente de qualquer outro menor.

 


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Clarim
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