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Vereador pede revisão da concessão do abate municipal ao Frigorífico Pacheco
20/03/2012, às 07:45:32

 

  O vereador José Maria Lemos Júnior (Dem) disse que é necessário cassar a concessão do abate de animais em Araxá dada pelo município ao Frigorífico Pacheco, durante a sua participação na tribuna da Câmara Municipal, na semana passada. Segundo ele, mesmo com a realização do Fórum Comunitário sobre o assunto pela Câmara Municipal, com a participação do Ministério Público (MP), o problema persiste prejudicando muito o mercado de carnes da cidade que está sem frigorífico.
  O promotor de Justiça curador da Saúde, Marcus Paulo Queiroz Macêdo, participou do Fórum Comunitário e, posteriormente, enviou à Câmara Municipal a correspondência recebida do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento mediante o seu pedido de informações, de 9 de fevereiro de 2012. O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), Clério Alves da Silva, informa ao promotor que o Frigorífico Pacheco foi interditado em 28 de outubro passado, durante uma auditoria enviada pela Divisão de Inspeção de Carne de Ruminantes do Mapa. Ele esclarece que o objetivo dessa e de outras auditorias feitas pelo Sipoa foi verificar as condições dos estabelecimentos que abatem bovinos e que apresentaram graves não conformidades em auditoria anterior, bem como NASA supervisões realizadas pela fiscalização.
  Clério informa o promotor que o Frigorífico Pacheco apresentou várias não conformidades, sendo que as mais graves que provocaram a sua interdição foram as seguintes: utilização de água sem tratamento para a limpeza das instalações, dos equipamentos e lavagem das carcaças e miúdos; não cumprimento de plano de ação apresentado pela empresa ao Mapa, com prazo a ser cumprido estipulado por ela mesma; esfola irregular dos animais, bem como a evisceração, contaminando as carcaças dos animais com material fecal, pêlos e outros que podem trazer riscos à saúde pública; falta de portas, o que facilita a entrada de insetos e outras pragas; falta de higienização adequada antes do início das atividades do dia.
  De acordo com o Mapa, a empresa apresentou um plano de ação para correção das irregularidades constatadas que não foi aprovado, porque não contemplava itens essenciais e nem os pendentes de auditorias e supervisões anteriores, bem como as adequações requisitadas no projeto apresentado para registro no ministério. De acordo com o Sipoa, por causa dessa e de outras irregularidades a empresa já foi autuada inúmeras vezes, tendo recorrido sem sucesso em segunda e terceira instâncias e, como não realizou o pagamento da multa imposta, a cobrança foi enviada para a Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN), o que culminou com a interdição do frigorífico.

 


 

> DETALHES NA EDIÇÃO IMPRESSA DO JORNAL CLARIM DESTA SEXTA-FEIRA, 23

 



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