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Editorial | Saúde no prazo certo
02/07/2022, às 08:11:42
Não é à-toa que em um ano e meio do atual governo ainda são muitas as cobranças de ações na área da saúde, porque apesar de Araxá ter sido pioneira no país na sua municipalização em 1998, permaneceu na gestão básica até 2017. Mesmo investindo muito acima do teto mínimo de 15% da receita municipal em saúde, a descontinuidade desse processo provocou um atraso até mesmo na oferta do atendimento básico à população pela rede pública municipal que precisa ser alcançado. 

No decorrer das últimas duas décadas, o planejamento da rede pública de saúde não teve correspondência ou não foi exitoso e, mesmo estando na gestão plena há cinco anos, o município ainda não consegue oferecer adequadamente nem o atendimento básico quanto mais a média e alta complexidade. Desafio que atualmente está sendo enfrentado pela administração municipal que começa a colher os resultados apesar de haver ainda muitas providências a serem cumpridas em curto, médio e longo prazo. O que abrange desde a revisão da infraestrutura física, novos equipamentos até a contratação de mão de obra especializada para não haver mais soluções de continuidade numa área vital para a comunidade. 

É notório o rol de ações que a administração municipal adota na área visando à melhoria do atendimento básico que como o próprio nome expressa é o alicerce do sistema de saúde, porque desencadeia os demais procedimentos na sequência da necessidade do paciente, junto com os de urgência/emergência que também são porta de entrada no tratamento. A pandemia prejudicou o início dessa execução, mas este ano as Unidades Integradas de Saúde (Unis) estão sendo readequadas fisicamente e equipadas para receberem inclusive atendimento de plantão 24 horas desafogando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 



A abertura dos credenciamentos para suprir a premente necessidade de mais profissionais trabalhando na rede é outra providência, não só para aumentar a oferta dos atendimentos básicos nos bairros como também permitir a ampliação da média complexidade que engloba as especialidades e exames mais específicos. Porém não é possível saltar da média à alta complexidade como permite a gestão plena da saúde pelo município sem subir os degraus do sistema.

É nesse futuro contexto da alta complexidade que a atual gestão busca a implantação do hospital municipal, porém antes do longo é preciso percorrer distâncias em curto e médio prazo, como tem assinalado. Uma ação não exime a outra, pois o hospital municipal deve vir para suprir o que a cidade ainda não oferece em termos de atendimentos públicos que hoje são encaminhados para Tratamento Fora de Domicílio (TFD), inclusive de média complexidade. Atualmente, a Santa Casa e a Casa do Caminho são os hospitais que atendem a população via SUS, o que é uma obrigação do município que faz o repasse de recursos para tanto, embora nem sempre a tempo e a hora e acima do que a tabela remunera como é necessário para evitar os constantes déficits, geralmente mal interpretados como falta de gestão e não de dinheiro. 

O devido planejamento na área passa por investimentos na infraestrutura física desses hospitais, readequando-os para a prestação de importantes serviços que já fazem muita falta em curto prazo, como os de hemodinâmica, ortopedia, neurologia, oncologia dentre outros, conforme a vocação de cada um. A Santa Casa precisa urgente concluir as obras do anexo iniciadas em 2012 até para atender às exigências da Vigilância Sanitária para o funcionamento de serviços que já são oferecidos como os da maternidade. Concomitantemente, o hospital municipal precisar ser planejado e construído não para substituir a prestação de serviços já existente na área, mas sim para suplementar, complementar e evoluir.
 
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