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Editorial | Lições da polarização
26/09/2022, às 07:47:31
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O voto útil nunca esteve tão em voga como nas polarizadas Eleições Gerais 2022 que dividem o país, o que demonstra a fragilidade do sistema político-eleitoral brasileiro e não da urna eletrônica que de fato garante a democracia. O voto popular continuaria valendo menos do que as negociatas do Congresso Nacional se dependesse apenas da classe política brasileira, porém é visível a insatisfação do eleitorado que se ajunta num histórico embate de forças antagônicas para dar o seu recado.


A construção que se desmorona começou com o impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff em 31 de agosto de 2016, afastada do cargo por discutíveis “pedaladas orçamentárias” após três meses de tramitação do processo iniciado no Senado, caracterizado por polêmica e divergência de opiniões entre o alto clero político e a sociedade. A grande mídia e o empresariado repetem o arbitrário comportamento de influenciar a opinião pública a favor do lado que mais lhe interessam reforçando os desmandos políticos. A falta de respeito ao resultado das urnas desencadeou a insegurança política que ainda hoje prevalece no país e que inclusive muito contribuiu para a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Ele surge como “mito” das profundezas do baixo clero do Congresso Nacional para a Presidência da República numa clara demonstração da insatisfação da população com o que se via nos últimos dois anos sob o comando de Michel Temer que como vice assumiu a presidência após o impedimento de Dilma. Uma orquestra política para atender aos interesses dos mais influentes parlamentares.



Bolsonaro foi eleito com todas as expectativas da sociedade ávida por mudar essa perversa política que representa a “ditadura” dos mais privilegiados e que visa se perpetuar no poder através de suas gerações treinadas para ludibriar a opinião pública. No entanto, no exercício do cargo o atual presidente provou ser mesmo uma lenda, uma surpreendente narrativa preparada para o eleitor. Enquanto na realidade é só um ser humano que lança mão até do que parecia impossível para abrigar e resguardar os interesses da família. Se não está onde pretendia no afã de ser reeleito para o cargo deve-se principalmente a sua natureza, a sua condição humana. Apesar de tudo, é um dos polos da disputa eleitoral que se concretiza do próximo dia 2 de outubro, se positivo ou negativo cabe ao eleitor decidir.

Como tudo gira como a Roda da Fortuna do Tarô, o ex-presidente Lula impingido até às raias da prisão ressurge livre das acusações com os direitos políticos que lhe foram usurpados e sendo favorito à vitória no próximo pleito. À primeira vista, o fato de permanecer à frente durante todo o período de propaganda eleitoral demonstra que o frustrado eleitor não quer mais arriscar-se pelo novo por mais que seja tentado por outras candidaturas a presidente. A polarização que reflete um comparativo entre as duas gestões como presidentes, a de Bolsonaro e de Lula, consolida-se inatingível pelos ataques que surgem de ambos os lados, inclusive porque dessa vez estão minados pela aperfeiçoada atuação da Justiça contra as fake news que são um desrespeito à liberdade de escolha do cidadão e menosprezam a sua capacidade de discernimento. Assim torna-se mais previsível o resultado das eleições entre um que se esforça para não acontecer o segundo turno e o outro que peleja ao contrário. Acima de tudo, sempre prevalece a vontade da maioria do eleitorado brasileiro que amadurece a cada eleição, seja municipal ou geral.

Em Minas Gerais, a polarização também está presente nas candidaturas ao governo de Romeu Zema à reeleição e de Kalil que foi ex-prefeito de Belo Horizonte. Zema pode ser favorecido pelo voto útil e ganhar no primeiro turno, também impulsionado pelo medo de mudança do eleitor que parece gato escaldado. Em Araxá, a polarização dos votos em direção a uma candidatura a estadual e outra a federal que estão juntas com o apoio do governador Zema aumenta as chances da cidade não só de ter representante na Assembleia Legislativa Mineira como também reconquistar a cadeira na Câmara Federal.

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