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Imigrante radicado em Araxá é homenageado pela Câmara através do vereador Márcio
18/04/2012, às 10:38:48

 

   Nascido em Cuba e naturalizado libanês, Carim Abdala Dib (Karim Abdallah Sleiman Dib) foi homenageado com a denominação de uma via no bairro Jardim Europa pelo vereador Márcio de Paula, na reunião ordinária de terça-feira, 17. Na ocasião, parentes de Carim estiveram presentes, inclusive a sua viúva, a matriarca Baduyia Saad Dib, com quem casou-se aos 26 anos e tiveram oito filhos, os três primeiros nascidos no Líbano: Gladys, Abdala, Ricardo, Marilyn, Elias, Carim Júnior, Henrique e Luciano.
    
   Carim viveu em Cuba até os 23 anos, quando voltou para o Líbano com os pais, em 1936. Ele foi correspondente de guerra, trabalhou com os americanos e ingleses como intérprete em quase todo o Oriente Médio no início da exploração de petróleo no Kuait, Iraque e Arábia Saudita. Carim falava fluentemente seis idiomas e, antes da sua chegada no Brrasil em 1954, o seu passaporte já somava 48 vistos de países onde este em trabalho. Ele veio para o país a convite de seu tio, irmão do seu pai, que à época residia em Água Comprida (MG). Posteriormente, ele veio para Araxá por influência de amigos e conterrâneos, onde decidiu morar por ser uma cidade próspera e com ótimo clima.
    
   O seu primeiro comércio em Araxá funcionou na av. Getúlio Vargas esquina com a av. Senador Montandon, o imóvel era de propriedade de Felícia Salomão. O estabelecimento comercial de Carim denominado “A Salvação Operária” atendia grande parte dos funcionários da rede ferroviária. Ele mascateou na praça da av. Antônio Carlos e foi convidado pelo Dário Afonso para montar a sua lojinha no sub-solo de sua residência. Em contrapartida, Carim realizava toda a contabilidade do amigo fazendeiro.
    
   Anos mais tarde, ele inaugurou a loja Maringá em um imóvel da dona Sérgia, na av. Vereador João Sena. Ele voltou para a praça na av. Antônio Carlos no final da década de 1070, vivendo intensamente a sua vida ao lado de seus amigos, esposa e filhos, com muita coragem e otimismo. Como tinha gosto pela leitura, Carim trabalhou como professor e inglês e foi um comerciante muito respeitado e querido pelos amigos que o ajudaram no decorrer de sua vida, como Dr. Boanerges (juiz de Direito), Aracely de Paula e irmãos, Célio (Célio’s Bar), Mário Cecílio Salomão, Dário Afonso de Ávila, Paulo de Ávila, Carmela Pezzutti, Pedro Pezzutti, Jorge Feres e Gil Dumont, dentre tantos outros que foram testemunhas de sua história. Ele faleceu em 11 de fevereiro de 1983, acometido por complicações cardíacas, aos 65 anos (aos 70 anos, conforme a sua naturalidade cubana).

 

 

 



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