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EDITORIAL - Necessário entendimento
04/05/2012, às 06:57:59

 

   Infelizmente, não há indícios de uma melhor condução das questões que transitam entre os interesses da Prefeitura de Araxá e os da Associação Comercial, Industrial, de Agronegócios, Serviços e Turismo de Araxá (Acia) de forma a permitir que os seus desfechos realmente atendam um objetivo comum, o público. A prefeitura visa a comunidade como um todo, enquanto a associação representa uma importante parte desta que é responsável pela pujança econômica da cidade em geral, daí, a necessidade do constante diálogo que precisa ser antecedido pelo respeito mútuo, principalmente aos limites da representatividade de cada um.

   A entidade deve postar-se como condutora do diálogo e não ser vista como fomentadora da oposição política ao governo municipal, ao ponto de ser tachada de “governo paralelo”, embora os seus tantos anos de contribuição para o crescimento de Araxá, justamente como um fórum de discussão e participação social. Assim como é determinante a condução da administração municipal em tudo que se realiza e fomenta durante um mandato e, por isto, deve estar aberta às sugestões, às orientações profissionais especializadas, à participação da população através dos seus segmentos organizados e ter força popular para então implementar o que é preciso.  Se um segmento como o representado pela Acia não está engajado nos projetos para a cidade, pode sim, mesmo sem querer, tornar-se então uma força contrária a sua impulsão e, por isto, a importância do traballho conjunto e respeitoso, independentemente da política.

   Nesta semana, num primeiro momento, a participação da Acia foi fundamental no sentido de contemporizar os ânimos dos comerciantes do Centro que pretendiam fechar as portas em protesto aos mais de 21 dias de obras que começaram sob a promessa de que durariam muito pouco tempo, apenas de 28 de março a 4 de abril passado. Mas, realmente, a administração municipal se posta de forma unilateral, ao ponto do prefeito nem se predispor a reunir-se com os comerciantes. Tanto, que a manifestação acabou ocorrendo na tarde desta quinta-feira, 3, sem gerar resultados que alterem a situação das coisas. Aliás, para Jeová, não adianta “ficar discutindo o sexo dos anjos”. O mais sensato teria sido sim discutirem juntos, entidade e administração municipal, o que pode ser feito para agilizar as obras e minimizar os impactos, assim como apoiar os comerciantes que sob a promessa de um dividendo futuro estão amargando o difícil presente. Inclusive, cabe à prefeitura ser transparente em relação aos problemas da cidade apesar da pressão política.

   Sob a polêmica onda das obras, a Acia recentemente participou do fórum realizado pela Câmara Municipal para discutir a proposta de construção do novo mercado municipal. Da mesma forma, não radicalizou a questão, partindo do princípio que concorda com o seu interesse público, mas discorda quanto ao processo de propriedade e o local escolhido para a sua construção. A vontade conjunta de fazer é o ponto positivo, inclusive para justificar a discussão dos demais, como a localização do novo mercado. Embora tardiamente, mas de forma necessária, é preciso que a prefeitura convença ao apresentar os seus argumentos, ouça e absorva os demais para abrir e não fechar os caminhos.

   Não é difícil, por exemplo, defender a construção do mercado no terreno do antigo matadouro, porque a prefeitura conta com vários argumentos. Pois a área já pertence à municipalidade, está localizada quase em frente ao terminal rodoviário, no início da av. Rosalvo Santos que deve ter continuidade até a BR 262, conforme prevê o Plano Diretor Estratégico, tornando-se no futuro uma importante via de escoamento do tráfego, principalmente deste que hoje concentra-se na av. Amazonas. Além do mais, com a mudança da Câmara Municipal para a av. João Paulo II, que se inicia uma rotatória após a av. Rosalvo Santos, na qual também está sendo implantado o centro administrativo do Poder Executivo, cria-se um novo Centro de Araxá, inclusive no entorno de onde se pretende construir o mercado. É sem dúvida uma área de expansão urbana e que não deve ser discriminada como periférica. Pelo contrário, equipamentos públicos como um mercado - que pode ter toda a segurança possível hoje em dia, inclusive ser cercado, possuir câmeras e vigias como os shoppings -, trazem mesmo é desenvolvimento ocupando o lugar antes utilizado pela criminalidade.

   Mas, embora tantos pontos favoráveis à escolha da área do futuro mercado municipal pela administração, o que valida mesmo o processo é a discussão aberta, pois quem sabe existe outro local ainda melhor que possa ser apontado pela Acia. O que não pode acontecer é imperar a adversidade ao ponto de deixarem que influa negativamente na qualidade de vida e nas boas perspectivas de Araxá.

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Clarim
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