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Fórum Comunitário debate obras de restauração da Igreja Matriz
25/05/2012, às 08:53:05

 

   As obras de restauração da Igreja Matriz de São Domingos foram debatidas no Fórum Comunitário realizado pela Câmara Municipal na última segunda-feira, 21. O debate contou com a participação do presidente da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB), Walter Ogawa, do engenheiro responsável pela obra, Pedrinho da Mata, pároco da matriz, padre Manoel Claro Costa, coordenadora de restauração, Ivani Walendy Ramos, assessor Jurídico da FCCB, Antônio Carlos Gonçalves, e o assessor da presidência da FCCB, Alex Silva. Quatro dos dez vereadores participaram do fórum, Juninho da Farmácia (DEM), Lídia Jordão (PP), Mateus Vaz (DEM) e Marco Antônio Rios (PSDB).

   Durante o debate, vários questionamentos sobre o andamento das obras foram levantados, relativos aos recursos financeiros, prazos e, principalmente, à junção das obras de revitalização da av. Antônio Carlos com as de reforma e restauração da matriz. De acordo com o engenheiro responsável pela reforma da igreja, Pedrinho da Mata, o projeto sofreu alterações para garantir a harmonia arquitetônica entre os dois projetos. As alterações reveladas durante o fórum despertaram outras polêmicas, tais como, o aumento do custo das obras e a preservação dos detalhes arquitetônicos da igreja que junto com o seu entorno são tombados como patrimônio público.

   A parte externa da matriz que integrou-se à revitalização da av. Antônio Carlos ainda vai precisar de um aditivo orçamentário de cerca de R$ 200 mil para ser concluída. Os recursos para as obras de reforma e restauração da igreja foram viabilizados através da Lei Rouanet de Incentivos Fiscais e garantidos por meio da iniciativa privada através do patrocínio da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM). Já os recursos das obras de revitalização da av. Antônio Carlos são gerados pelo poder público municipal através de parcerias com o governo federal e também com a iniciativa privada.
   Outra questão polêmica discutida durante o fórum diz respeito aos prazos de entrega das obras, que podem ser divididas em três partes distintas: a revitalização da av. Antônio Carlos, a reforma e a restauração da Igreja Matriz de São Domingos. A conclusão para breve das obras de reforma da igreja foi garantida pelo engenheiro Pedrinho da Mata: “posso clarear aqui que a nossa obrigação, a obrigação da nossa engenharia, é até dia 22 de junho entregar aquela obra novamente para a comunidade”, disse.

   A restauradora Ivani Walendy Ramos, responsável pelas obras de restauração das pinturas das cinco capelas da matriz, disse que 70% da obra já estão concluídos. “Agora passamos à apresentação estética que é a parte de policromia. Trata-se de um trabalho minucioso e que nos apresentou muitas surpresas no decorrer do serviço, demandando mais tempo do que imaginávamos. O nosso objetivo é concluir toda a restauração da Igreja Matriz de São Domingos até este dia 22 de junho”, esclarece Ivani.

   Padre Manoel participou atentamente do fórum e em todas as suas colocações revelou a preocupação com o público que frequenta o local. “A igreja precisava muito desta reforma. O forro estava tão ruim que um ventilador caiu do teto. Isso é muito perigoso”, disse o padre. Segundo ele, só vai reabrir a igreja para a frequência do público quando todas as obras estiverem prontas. “Quando as portas puderem ser abertas ao público”, destacou Manoel.

   Walter disse que as obras não estão atrasadas. Segundo ele, o que houve foi uma demora para serem iniciadas porque o projeto ficou muito tempo parado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-MG). Segundo ele, como os recursos já estavam depositados na conta da FCCB, a demora acabou gerando também “uma gordurinha” ao saldo dos recursos. “O que agora está ajudando a complementar as alterações orçamentárias”, afirmou o presidente da fundação.

   Ele disse que as obras de reforma da igreja, juntamente com as de revitalização da avenida, serão inauguradas no dia 22 de junho próximo. “Talvez, fiquem uma ou duas capelas para terminar depois e, aí, o padre Manoel é quem vai decidir se inaugura a igreja interiormente junto com a avenida ou não”, explicou o presidente.

   A vereadora Lídia que solicitou o debate disse que todas as colocações foram importantes e esclarecedoras. “Especialmente, porque elas partiram de pessoas que são responsáveis pelo processo de restauração da igreja matriz. Nos preocupou algo relacionado ao tombamento, que foi objeto aqui de discussão. Nós acatamos as modificações promovidas pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac), que naturalmente tem a sua responsabilidade em função do aspecto cultural e as colocações trazidas aqui pelo padre Manoel em relação à segurança necessária aos fieis que frequentam a igreja”, disse Lídia.

 



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