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Coral de mais de 1 metro é encontrada em Nova Lima
30/05/2012, às 07:33:28

 

   A serpente do gênero Micrurus e espécie Frontalis, foi encontrada em um condomínio em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, que entrou em contato com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) para que pudesse buscá-la. “Essas serpentes costumam ser trazidas a Funed com tamanho de, no máximo, 60 centímetros. Apesar de que essa espécie pode atingir até 130 centímetros, o tamanho dela nos espantou”, afirma o chefe do Serviço de Animais Peçonhentos, Rômulo Righi.

   De hábito noturno, a coral verdadeira costuma se esconder entre folhas, galhos e troncos, que dificulta sua capturação. Atualmente, a Funed possui 6 cobras do gênero Micrurus em cativeiro. Seu veneno é o único responsável para a produção do soro antielapídico usado para picadas de cobras corais. “Quando não temos estoque do veneno, temos que solicitar em outras instituições como o Centro de Pesquisa e Produção de Imunobiológicos (CPPI) do Paraná ou Instituto Butantan”, informa Rômulo.

   Para garantir a quantidade ideal de veneno e produzir o soro para o abastecimento dos hospitais credenciados no tratamento de picadas, a Funed busca sempre ampliar e manter o plantel desse tipo de espécie em seu cativeiro, através de algumas iniciativas como o “Projeto Micrurus”, implantado em julho de 2009, com o objetivo de ampliar o número de exemplares do gênero Micrurus, ao qual pertence a coral verdadeira.

   Inicialmente, o projeto estabeleceu parceria com dez condomínios localizados nos municípios de Nova Lima, Brumadinho, Itabirito e Santa Luzia. O número foi ampliado e o projeto conta hoje com a participação de 16 condomínios. Moradores e funcionários dos condomínios recebem a visita da equipe do Serviço de Animais Peçonhentos (SAP), com palestras e treinamento sobre a maneira correta de realizar a captura do animal. Os condomínios recebem caixas para guardar os animais recolhidos e um gancho para realizar a captura da maneira correta e segura, além de cartilhas que orientam sobre cuidados em caso de acidentes com animais peçonhentos. Os colaboradores são também orientados sobre como identificar a verdadeira cobra coral, que com frequência é confundida com outras espécies.

   Os animais recebidos são utilizados principalmente na produção de veneno, mas podem também integrar a coleção científica da Fundação, que serve de referência para pesquisadores e estudantes de universidades e outras instituições de pesquisa.

   Em 2011, a Funed forneceu ao Ministério da Saúde 219.041 ampolas de soros, sendo esse número dividido entre os antiofídicos, antiescorpiônico, antitetânico e antirrábico.

Cuidados
   Diante da importância científica desses animais peçonhentos, é importante que toda a comunidade saiba como proceder em casos de aparecimento de cobras, aranhas e escorpiões. A equipe do SAP da Funed alerta que, ao encontrar um escorpião, jamais deve haver a tentativa de capturá-lo diretamente com as mãos. É preciso usar luvas e uma pinça longa. Caso não seja possível, uma pá pode ser a alternativa. Após a captura, é preciso que o animal seja acondicionado vivo dentro de um pote plástico, com furos na tampa em um algodão úmido, para permitir respiração do escorpião.

   No caso de captura de cobras que possam ser encontradas pelos cidadãos é preciso habilidade e alguma noção sobre a maneira correta de se realizar a captura, caso contrário, o indicado é que sejam acionados os bombeiros, policiais ambientais, departamento de zoonoses das prefeituras ou um técnico da área. Para apanhar a cobra é necessário o uso de um gancho com cerca de 130 cm, botas ou perneiras e uma caixa com tampa. A cobra deve ser acondicionada dentro da caixa que, de preferência, deve conter as seguintes informações: cuidado cobras, número de animais, município de captura, data da captura, nome do doador.

   Os animais capturados podem ser encaminhados, inclusive nos finais de semana e feriado, a Fundação Ezequiel Dias ao Serviço de Animais Peçonhentos que fica na Rua Conde Pereira Carneiro, 80, no bairro Gameleira em Belo Horizonte. Os animais serão recebidos na portaria da Funed e posteriormente encaminhados ao SAP.

   Em casos de picadas de escorpião, aranhas ou serpentes, o indicado é procurar atendimento médico mais próximo do local do acidente. Nunca amarrar ou cortar o local da picada, nem fazer torniquetes. Também não se deve medicar o enfermo antes do atendimento e avaliação do médico. Os paliativos não diminuem a ação do veneno, apenas retardam e dificultam o atendimento correto. Em Belo Horizonte, o Hospital João XXIII é referência no atendimento de pessoas picadas por animais peçonhentos.

   Os interessados em conhecer mais sobre esses animais podem agendar visitas com o Serviço de Animais Peçonhentos da Funed. Os profissionais da Fundação também realizam palestras em escolas e empresas.

   Para saber mais ligue 0800 2831980 (opção 03) ou envie e-mail para  serpentario@funed.mg.gov.br ou (031) 3314-4760.


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