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EDITORIAL - O ressentimento do meio
11/06/2012, às 09:18:13

   Ainda bem que hoje a maioria já assimilou o conceito de que meio ambiente não é só natureza, pois embora parta dela é tudo que nos cerca, é onde vivemos do macro ao ínfimo. Mas antes dessa consciência que ainda aflora no mundo, houve e há muita destruição que já apresenta as suas consequências, como em tudo na vida. Não é preciso ser doutor para relacionar as intempéries de hoje com a devastação de ontem, pois a natureza apenas tem reagido à inconsciência que, infelizmente, ainda persiste, embora em menor grau. Não é preciso sair do lugar para perceber as mudanças climáticas advindas de tantas interferências ambientais - de uma árvore cortada ao gás carbônico que emana dos escapamentos de veículos. E para reverter esse processo apavorante cada um tem que fazer a sua parte, começando pela própria postura ambiental.

   Deus deu ao homem a inteligência para que pudesse usar os recursos naturais a favor da sua sobrevivência, transformando-os, moldando-os para o seu bel-prazer. No entanto, assim como se diferencia pela inteligência, o homem também tem graves defeitos como ser pensante, como a ganância e o egoísmo. A falta de preocupação com os recursos naturais da terra cada vez mais explorados, sem que esses impactos sejam mitigados, minimizados ou mesmo evitados a partir da sua própria inteligência, leva aos desastres naturais, como os climáticos. Um dos poucos paraísos que restam como no Brasil, ainda correm graves riscos e não escapam inclusive do fim se não houver a total reversão desse processo. Agora é preciso que o homem faça pela natureza, recomponha o que foi destruído à medida do possível, usufrua dos seus recursos com parcimônia e pare de destruir para o bem da coletividade. É preciso retroceder no consumismo, ou melhor, eliminá-lo, banir as posturas politicamente incorretas com o meio ambiente.

   Com atitudes simples que começam individualmente, parece que ainda é possível recuperar o tempo perdido, como ter hábitos que respeitam o consumo de água, utilizar energias alternativas, descartar adequadamente todo o lixo que é produzido, plantar uma árvore e cuidar de um jardim, respeitar a necessidade de impermeabilização do solo e tantos outros atos que mudam o planeta no seu conjunto. A partir das atitudes que advêm da própria consciência individual, é possível avançar para o coletivo. Aliás, não há outro caminho que não seja esse para pensar e agir no contexto ambiental que nos cerca, contribuindo com a nossa qualidade de vida.

   Araxá tem avançado ambientalmente, ao ponto de ser exemplo para os demais municípios do país, como na coleta e deposição adequada dos resíduos sólidos urbanos, no tratamento de 100% do esgoto coletado e no plantio ininterrupto de milhares de mudas nos perímetros urbano e rural. No entanto, o atraso nessa área ainda é muito grande e, por mais que se faça, é pouco. É preciso seguir firme adiante, inclusive em coisas bem simples, como a preservação e o cuidado com as áreas verdes urbanas e as nascentes que, não se sabe como, algumas ainda resistem contra a destruição ano a ano, mas também estão acabando, com certeza.

   Há quantos anos, em Araxá são levantados vários problemas nesta época em torno do Dia Mundial do Meio Ambiente, como a necessidade de criação de parques para a comunidade, preservando as poucas matinhas existentes na zona urbana, como a dos bairros Boa Vista e São Francisco que têm sempre sido relegadas. Ou a necessidade de acabar com a poluição dos córregos, como a que se verifica frequentemente no Capivara. Ou de eliminar pontos críticos de esgotamento sanitário, como o córrego da Galinha que ainda precisa ser saneado.

    Atualmente, a principal obra ambiental para Araxá e que continua fora da pauta dos governantes é a continuidade da av. Rosalvo Santos até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Central da Copasa situada na BR 262, com a adoção de várias medidas pelo seu percurso afora, como a criação de um parque municipal linear, abrangendo inclusive a matinha da Casa do Caminho. A população deve continuar cobrando para que os governantes realmente priorizem o meio ambiente acima de tudo, principalmente de outros interesses que decorrem deste.

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