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PMDB deve lançar Sérgio Chaer como candidato a prefeito
10/07/2012, às 12:17:14

 

   O empresário Sérgio Chaer (PMDB) registrou a sua candidatura a prefeito de Araxá no último dia 6, independentemente do resultado da convenção do partido realizada no dia 30 de junho passado, que determinou apoio à coligação majoritária Unidos Nós Podemos (PR/PP), além da formação da coligação proporcional PR/PMDB. Sérgio explica que espera o apoio das executivas nacional e estadual do PMDB, porque a determinação partidária foi no sentido de lançamento de candidatura própria nos principais municípios do país. Mas, ele acrescenta que se não for apoiado, recorrerá à Justiça para assegurar a sua candidatura a prefeito.     

   Sérgio protocolou o seu pedido de registro de candidatura a prefeito no Cartório Eleitoral de Araxá, considerando que a executiva estadual do PMDB deliberou através da Resolução nº 03, de 12 de setembro de 2011, que os diretórios municipais deveriam lançar candidatura própria. Ele acrescenta que, caso contrário, a resolução deixa claro que é preciso submeter a coligação indicada na convenção municipal à prévia análise da executiva estadual. “Como tal fato não ocorreu, pelo menos oficialmente documentado, demonstrei o meu ânimo em formar a chapa própria do partido. A legislação eleitoral prevê que as convenções de níveis inferiores, no caso as municipais, podem ser anuladas se o diretório superior se opor, ou seja, estadual ou nacional”, afirma.

   Segundo ele, com base na resolução vislumbrou a possibilidade de levar adiante o seu propósito de lançar uma candidatura independente pelo PMDB. Ele conta que a decisão de ser candidato a prefeito começou a ser amadurecida com a sua filiação no partido, ocorrida em setembro de 2011. Sérgio deixou o PCdoB depois de ter sido candidato a deputado estadual em 2010, quando obteve 10.958 votos, sendo cerca de 7,2 mil em Araxá. “O que foi uma votação boa, tendo em vista que eu nunca tinha saído candidato. Então, acaba sendo uma injeção de ânimo pra gente continuar nessa luta”, afirma. Ele diz que, desde então, vinha conversando com o PMDB sobre a sua vontade de buscar a eleição majoritária e, posteriormente, inclusive lançou-se como pré-candidato a prefeito.

   “Com relação ao PMDB, a gente vinha conversando, lógico que política é a arte de negociar, que quem tá nesse meio gosta da política, mas eu já não gosto de politicagem. Infelizmente, não tem como às vezes você fugir disso, mas tem como não ser conivente com tudo que acontece, com tudo que tentam te empurrar. Então, a gente vinha conversando com a executiva do PMDB apesar de eu não fazer parte dela, mas entrei como um dos pré-candidatos na majoritária para disputar essa eleição”, explica. Ele acrescenta que, no entanto, o partido começou a tender para um lado que não era o que constatou logo no início das conversações.

   “Eu vislumbrava poder ter a candidatura do PMDB que, aliás, é a vontade do próprio partido, das executivas nacional e estadual. Diante dessa possibilidade, lógico que nunca exigi uma cabeça de chapa. Eu falei que poderia negociar uma vice e tudo mais, mas que o PMDB pudesse participar efetivamente de uma chapa para a disputa da prefeitura”, afirma. Sérgio completa que como ao final das conversas percebeu que o partido não iria lançar candidatura própria, começou a se afastar do processo.

   “Eu deixei que a executiva, hoje que está lá instalada, resolvesse o que achasse melhor. E posteriormente, faria o que eu decidisse. A política tem muito de você seguir o que o seu coração manda, assim como na vida, no seu dia a dia. E o meu me mandou que registrasse a minha candidatura agora, já nos 48 do segundo tempo, no apagar das luzes”, afirma. Ele destaca que não participou das últimas conversas partidárias e nem da convenção municipal realizada no último dia 30. “Ir lá simplesmente pra tumultuar, criar caso, não é o meu perfil fazer isto. Eu preferi deixar resolverem e depois tomar a atitude que eu achasse pertinente. Essa decisão foi estudada, lógico, até para não passar o ridículo de registrar a minha candidatura sem qualquer fundamento”, diz.  

   Segundo ele, essa foi uma situação totalmente inusitada e inédita em Araxá. “Tanto que o pessoal do Cartório Eleitoral ficou em dúvida sobre como faria o meu registro, o protocolo da minha candidatura a prefeito”, afirma. Ele esclarece que o partido tem uma atenção maior com as cidades polo, como Araxá. “Que inclusive tem uma repetidora da Rede Globo, isto conta muito, até financeiramente, porque uma inserção hoje em horário nobre, de 30 segundos, é totalmente mensurável e tem um grande valor para qualquer partido. Eu fiz o registro para demonstrar ao partido o meu interesse em ser candidato diante dessa deliberação. O PMDB, aqui, optou por uma coligação diferente, sem ter candidatura. Quando isso acontece, na própria deliberação fala que essa coligação tem que ser ratificada pelo órgão superior”, explica Sérgio.

   Ele acrescenta que se informou e não veio qualquer ofício da executiva estadual no dia da convenção do PMDB em Araxá concordando com a coligação que foi definida. “Então, como não tem esse ofício de Belo Horizonte, a decisão aqui está indo contra ao que foi deliberado no final do ano passado”, ressalta. Sérgio esclarece que se a sua candidatura a prefeito contar com o apoio das executivas estadual ou nacional, a convenção municipal realizada anteriormente é anulada e, então, outra deve ser feita para a escolha das chapas majoritária e proporcional. “A única coligação feita que é a proporcional, automaticamente é desmanchada, porque não existirá mais a validade da convenção que foi feita se for a anulada e o PMDB lançará chapa sozinho”, explica.

   Segundo ele, tinha o prazo para fazer o registro da sua candidatura até 48 horas após a publicação dos candidatos que foi feita no último domingo, 8. “Agora, eu tenho mais um prazo de 72 horas pra juntar os documentos, ou seja, para o partido tomar essa decisão. E não juntando, se o partido decidir que ficaria tudo como está, eu ainda tenho a possibilidade de investir judicialmente contra o próprio PMDB estadual, por ter sido a favor de uma coligação contrária à própria deliberação deles”, afirma.  

   Sérgio diz que se a questão chegar à esfera judicial torna-se muito mais complicada, podendo se estender apesar da Justiça Eleitoral ser bem rápida. “Agora, eu tenho que considerar os candidatos a vereador do partido, sentar com eles, conversar, porque até então foi uma decisão unilateral. Em 72 horas, teremos tudo encaminhado, mas definido mesmo, só se o partido ficar do meu lado. A princípio, é uma batalha mais política do que jurídica”, informa.

   Ele conta que depois que registrou a sua candidatura a prefeito já recebeu várias propostas para o cargo de vice na sua chapa, no entanto, tem que ser escolhido dentro do próprio partido. “Até porque, os outros partidos já se coligaram e tudo mais. Dentro do PMDB de Araxá, nós temos nomes de pessoas dispostas a nos ajudar a levar essa candidatura adiante. Eu acho que até na proporcional, nós temos condições de fazer legenda, em torno de 3,9 mil a 4 mil votos, que é o cálculo que estamos fazendo hoje”, informa. Ele acredita que mesmo com chapa pura, sem coligar-se nas eleições proporcionais, o PMDB tem condições de fazer uma cadeira e, até duas, com a sobra de votos. “Dá pra fazer a segunda cadeira, o que hoje é até a expectativa da chapa que está montada”, afirma.

   Sérgio defende a postulação ao cargo de prefeito como um cidadão que nasceu na cidade, onde mora, trabalha e tem a vontade de vê-la cada dia melhor dando a sua contribuição. “Eu sempre disse desde outras eleições que Araxá é abençoada, porque aqui nós temos muitas riquezas naturais que nos proporcionam uma qualidade de vida muito boa. Eu acho que na política a gente também tem que ter renovação, brinco que tinha que ter prazo de validade. Eu não quero seguir a carreira política, viver de política, mas dar a minha parcela de contribuição para Araxá. Eu tenho empresa aqui e, se a cidade está se desenvolvendo, automaticamente todos serão beneficiados. Eu não vou ganhar diretamente, mas indiretamente é muito bom”, esclarece.

   Ele explica que não vê qualquer problema no fato de ser filho do conhecido empresário Ricardo Chaer que é filiado ao PR e amigo pessoal do deputado federal Aracely de Paula (PR),  o candidato a prefeito pela coligação majoritária  PR/PP, até então apoiada pelo PMDB. “Com relação à amizade com o Aracely, não é segredo pra ninguém, tanto é que os dois estão sempre aí na cidade. Eu mesmo, de vez em quando, sento com os dois, converso e bato papo. O Aracely também sempre soube dessa minha vontade de estar ingressando na política”, afirma.

   Ele acrescenta que não quer ser candidato “pra brigar” com ninguém, pelo contrário. “Não é essa a minha intenção, eu estou buscando o meu espaço e ele (Aracely) entende isto. É uma campanha que nós vamos fazer de forma totalmente respeitosa, eu tenho uma admiração muito grande pelo Aracely e acho que o meu discurso de campanha não é falar mal de ninguém. Não é falar mal também do Jeová, eu gosto dele, tenho um carinho muito grande por ele, é uma pessoa íntegra e tudo mais. Agora, cada um tem suas qualidades e defeitos, não é isto que eu estou buscando, entrar na campanha pra tumultuar. Eu estou buscando o meu espaço e acho que ele vai entender, assim como o meu pai, essa parte é tranquila. Araxá é que vai estar ganhando com tudo isso”, afirma Sérgio.


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