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Menor infrator é morto em confronto com a PM
16/07/2012, às 11:46:08

 

   O menor infrator L.M.S., 17 anos, foi morto durante um confronto com a Polícia Militar (PM), depois de partir em direção aos policiais com a arma em punho. O comandante do 37º Batalhão de Polícia Militar de Araxá, tenente-coronel Ney Sávio de Oliveira, afirma que o policial disparou em direção ao criminoso em legítima defesa, de acordo com relato de testemunhas. Segundo ele, a ocorrência é um fato típico de ação policial.


   “Tratou-se de um confronto entre o policial militar e o cidadão infrator que tem disposição ao enfrentamento com a polícia. Nesse caso, o policial agiu em legítima defesa, pois testemunhas o viram de arma em punho ir em direção aos policiais. Tanto que ele foi alvejado pela frente, no peito, tendo sido socorrido para o PAM (Pronto Atendimento Municipal) e faleceu no hospital”, explica o comandante.

   No domingo, 15, às 21h, durante patrulhamento pela rua Claudionor Afonso de Resende, no bairro São Francisco, os militares visualizaram uma motocicleta com dois ocupantes. A motocicleta veio em direção aos policiais com o farol apagado e, quando o condutor viu a viatura, acelerou para fugir da abordagem policial. Ele desceu a rua José Ângelo de Moura, no bairro São Francisco, fugindo na moto pela rua José Gomes Pereira. A viatura conseguiu alcançar a motocicleta e os militares viram que o passageiro estava com as mãos no bolso da jaqueta, dando a entender que poderia estar armado.

   A PM deu a ordem de parada para os ocupantes da motocicleta, inclusive utilizando o giroflex e a sirene da viatura. Porém, o condutor não obedeceu e continuou a fugir, mas ao apontar a mão esquerda pra trás perdeu momentaneamente o controle da motocicleta. Nesse momento, o passageiro desceu da motocicleta e continuou a fugir da polícia. Ele saiu correndo pela calçada da via no mesmo sentido em que estava em fuga na motocicleta, mas em determinado momento resolveu parar e correr para o outro lado. A PM determinou que ele se posicionasse para ser abordado, quando sacou de uma arma de fogo e apontou para os militares. De acordo com os militares, ouviram um estampido e, então, revidaram atirando em direção ao autor que caiu logo à frente.

   Os policiais saíram da viatura para desarmar o autor e ver qual o motivo da sua queda, quando viram que estava sangrando e, imediatamente, ele foi levado para a Santa Casa de Misericórdia. Os procedimentos no atendimento da vítima foram realizados com várias tentativas para manter a sua vida, mas ele acabou morto depois de ser ferido por um dos disparos. Ele foi identificado como o menor L.M.S., que na ocasião vestia uma calça por cima de uma bermuda, além da cueca, uma camiseta e duas jaquetas. No bolso de uma das jaquetas, foi encontrada uma touca tipo “ninja”, muito usada por pessoas que não querem ser identificadas em ações criminosas.

   Os militares também apreenderam um revólver calibre 38, com seis munições intactas, além de uma motocicleta com dois capacetes e mais uma touca tipo ninja que foram abandonados pelo condutor que fugiu da PM na rua Junara Lucia Borges Pires, no bairro São Francisco, onde ocorreu a ação policial.

Menores infratores
   Ney informa que o chassi da motocicleta apreendida pela PM estava raspado e o menor morto estava armado, portanto, provavelmente iriam praticar mais um crime na cidade. Segundo ele, o menor era conhecido no meio policial, assim como outros que continuam a rescindir no crime. O comandante afirma que apesar da impressão popular, não há crescimento no número de delitos cometidos por menores. “Na verdade, o menor está sim envolvido em quase 100% das ocorrências policiais, como esse que foi morto durante a ação policial e que, com 17 anos, já tinha várias passagens policiais, por tráfico de drogas e furtos”, esclarece. Ele acrescenta que o infrator começa a prática delituosa ainda quando é menor, em razão da cultura da impunidade.  

   “Esse menor era um futuro infrator, com risco disso acontecer mais cedo ou mais tarde com ele, não é uma questão atípica. O infrator no intuito de praticar o crime usa o menor, porque a legislação é falha. A lei é conivente para com o maior, porque o menor assume tudo depois, é preciso que seja revista. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também deveria ser aplicado na íntegra, para que o menor não progredisse no crime, como acontece hoje”, diz o comandante. Segundo ele, é comum a apreensão de menores ou a prisão daqueles que começaram a praticar crimes com 9, 10, 11 anos. “Geralmente, o problema é que são filhos de usuários de drogas, de gente criminosa e estão no ramo de negócios da família. O que precisamos de fato é de uma legislação mais rigorosa”, afirma Ney.

   Ele acrescenta que a atual legislação não ajuda o trabalho da PM, do Ministério Público e do Poder Judiciário. “Hoje, temos cada vez mais exemplos que expandem o direito do infrator e restringem o do cidadão comum.” Mesmo assim, o comandante destaca que o compromisso da PM é o de não parar no trabalho de prevenir e combater a criminalidade. “Se tivermos que prender a mesma pessoa cinquenta vezes ao dia, vamos prender”, atesta.


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