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Dia de Campo da Capal debate qualidade do leite
30/05/2011, às 14:50:41

 

   A Cooperativa Agropecuária de Araxá Ltda  - Capal, a Itambé e o Sebrae-MG, realizaram, através do Projeto Educampo Leite, o Dia de Campo “Boas Praticas na Fazenda”, no último sábado, 28, na Fazenda Córrego do Sal, propriedade do cooperado Baltazar José Carneiro Júnior. O evento reuniu cerca de 120 pessoas, que acompanharam a palestra internacional do diretor da empresa neozelandesa, Quality Consultants of New Zealand (Qconz), Bernard Woodcock, o qual abordou as técnicas e os desafios enfrentados na produção de leite e a necessidade dos produtores brasileiros em investir em qualidade.
   A Oconz trouxe a tecnologia do país de origem para implantação nas fazendas brasileiras. Essa tecnologia é extremamente simples, tanto para implantação, quanto para sua manutenção, o que resolve um problema percebido em outros sistemas de qualidade, aparentemente fáceis de serem implantados, mas difíceis de serem mantidos. A Nova Zelândia, que já enfrentou problemas de baixa qualidade da matéria prima semelhantes aos percebidos no Brasil, é, hoje, referência internacional do setor lácteo, com produtos aceitos no mundo inteiro.
   Estas experiências foram trazidas ao Brasil pela empresa Qconz, que desenvolveu um sistema de qualidade com sucesso já reconhecido em todo o mundo. O treinamento de Boas Práticas de Fazenda oferecido pela Qconz é simples e necessita de pouco investimento, sendo mais importante a gestão. Os focos são os registros, a identificação e a saúde dos animais, a organização e limpeza da fazenda e a higiene da ordenha, dos equipamentos e do tanque resfriador. O objetivo do trabalho é reduzir a contagem bacteriana total (CBT), contagem de células somáticas (CCS) e incidências de antibiótico no leite, método que melhora a qualidade do leite em ambos os processos de ordenha, mecânica e manual.
   De acordo com Bernard Woodcock, alcançar uma boa qualidade do leite é algo extremamente fácil. “Primeiramente, nós tentamos repassar para o produtor que ele pode conseguir uma boa qualidade sem muito investimento e com pouco tempo de trabalho. Com métodos práticos e simples, tentamos passar ao produtor as técnicas adotadas no manejo da ordenha e na gestão da propriedade, tudo com uma forma muito rápida e prática. A grande diferença entre a Nova Zelândia e o Brasil é a simplicidade com que atuamos. Não gostamos de complicar as coisas, mas temos disciplina. Outro diferencial é que não temos opção, temos que fazer com qualidade, pois exportamos 95% do nosso produto. Ou seja, se não for feito com qualidade, não tem porque fazer”.
   Segundo ele, a qualidade do leite brasileiro está melhorando bastante, mas ainda tem muito a crescer. “Percebemos que existe uma grande diferença entre os próprios produtores. Aqueles que buscam a qualidade do leite estão alcançando bons resultados e, quem nem se preocupa em investir, tem deixado muito a desejar. Mas, a hora de se buscar qualidade está chegando e a própria cultura do país se modificará. É importante conscientizar o produtor que o investimento para atingir a qualidade é pequeno, a vontade em mudar é até maior que o gasto com o dinheiro”, afirma Bernard.
   O diretor explica que o mercado internacional tem um grande espaço para o produtor brasileiro. “Acredito que em pouco tempo o Brasil vai conseguir exportar e o produtor que não investir em qualidade, não vai ter mercado para vender seu produto”, acrescenta Bernard.

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