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Programa municipal de internação domiciliar conta com mais uma equipe
22/08/2012, às 12:29:13

 

   O Programa Interdisciplinar de Internação Domiciliar (PIID) implantado em janeiro de 2009 passou a contar com mais uma equipe desde julho passado. A implantação do programa pelo município aconteceu em decorrência da necessidade de desafogar o Pronto Atendimento Municipal (PAM) e, ao mesmo tempo, prestar uma assistência mais próxima para os pacientes que podem ser cuidados em casa e as suas famílias. A demanda por esse trabalho é crescente, principalmente em relação aos pacientes acometidos com doenças crônicas como Alzheimer e vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

   Os PIID I e II são coordenados pela médica cubana Carolina Garcia e contam com o trabalho de dois médicos geriatras, Adriano Tarifa e Wellington Gonçalves, respectivamente. A equipe multidisciplinar também conta com três fisioterapeutas, Silvia Brunelli, Tiago Barreto e Suellen Silva, uma enfermeira, Larissa Martins, uma técnica em enfermagem, Paula Machado, um terapeuta ocupacional, Nívia Vieira, uma nutricionista, Aline Soares, uma secretária e recepcionista, Maria Eva Vieira e a motorista Liliane Martins.

   A coordenadora explica que o programa foi implantado pelo médico Jeová Moreira da Costa que nos primeiros dias da sua gestão como prefeito, durante um plantão que fazia no Pronto Atendimento Municipal, observou a dificuldade de locomoção de alguns pacientes, principalmente idosos, que tinham patologias mais leves, como feridas, pneumonias, dentre outras que poderiam ser tratadas em casa. “Ele pensou em criar um tipo de atendimento no domicílio e, como sou formada em Medicina da Saúde, em Cuba, onde tive uma experiência parecida, junto com enfermeiros e outros profissionais, me chamou para desenvolver esse projeto. Então, o programa foi criado segundo as demandas daqui, de acordo com as necessidades de Araxá”, conta.

   Carol explica que o programa começou a atuar onde ainda não havia o Programa Saúde da Família (PSF) que já presta esse tipo de acompanhamento. Segundo ela, com o tempo foram aumentando as equipes de PSFs na cidade que passaram de 5 para 14, mas a demanda pelo PIID ainda permanece através do atendimento da população mais velha e até mesmo crianças e adultos acidentados que precisam de um cuidado especial. Ela informa que geralmente os casos atendidos pelo PIID são encaminhados pelas UNIs, PAM e os Programas de Agentes Comunitários (PACs) à medida em que são identificadas as necessidades do paciente. “A unidade do PSF está na comunidade e faz visitas na área que abrange. Já o PIID atende as demandas de diversos locais da cidade e trabalha com um roteiro de atendimentos que vai desde a oxigenoterapia ao trabalho de assistência social.” Ela acrescenta que o PIID também atua junto ao Lar Ebenezer.

   De acordo com a coordenadora, primeiro é feita uma triagem porque o programa atende os pacientes crônicos e aqueles que não têm condições de se locomover. Ela acrescenta que a partir da sua inclusão no programa, o paciente passa a ter não só o tratamento médico, como várias orientações à família sobre como tornar-se cuidadora e adaptar o ambiente da casa, medicação, alimentação e outras que possam promover a melhoria da qualidade de vida familiar. Carol destaca que esse acompanhamento acaba criando um vínculo muito grande entre as famílias e a equipe do PIID.

   Segundo ela, como o programa funciona de segunda a sexta-feira, é possível preparar um cuidador na família para que assista o paciente nos fins de semana. A coordenadora acrescenta que na parte da manhã é feito o atendimento fisiodomiciliar e, à tarde, as visitas dos médicos e demais profissionais da equipe. Ela explica que os médicos consultam junto com a enfermeira que faz os curativos e dá banhos, sendo que o restante da equipe orienta a família. “Não é só tratar o paciente, mas orientar a família para evitar os erros frequentes que ocorrem porque não sabe como cuidar. Quando a família consegue criar uma estrutura boa de cuidados ou o paciente evolui, é desligado do programa. Mas na maioria dos casos, isso não é possível e continuamos acompanhando o paciente até o fim, o que cria laços”, afirma.

   Segundo ela, além do acompanhamento médico na variação da patologia também são feitos os exames e a oxigenoterapia que se estende para todos os pacientes que precisam do serviço independentemente do local onde moram, se têm ou não a cobertura do PSF. Carol informa que atualmente existem 65 pacientes fazendo a oxigenoterapia familiar, sendo que em média o PIID realiza no total cerca de 360 atendimentos por mês. Ela acrescenta que no PIID I estão em acompanhamento 105 pacientes e, com mais um geriatra no programa que começou a trabalhar em julho, no PIID II já são mais 50.

 

> DETALHES NA EDIÇÃO IMPRESSA DO CLARIM QUE CIRCULA SEXTA-FEIRA

 



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