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Triângulo e Alto Paranaíba superam resultado estadual de escolaridade, saúde e infraestrutura
24/08/2012, às 08:16:30

 

   O Triângulo Mineiro está entre as regiões com o maior percentual de pessoas com mais de 25 anos que têm o ensino superior completo. É o que aponta a Pesquisa por Amostra de Domicílios (PAD), divulgada em Belo Horizonte, nesta quinta-feira (23), pelo Governo de Minas. As regiões do Triângulo e do Alto Paranaíba apresentaram vários índices superiores à média estadual.

   De acordo com a pesquisa, a população em território mineiro cresceu 1,7% e conta atualmente com 19,5 milhões de habitantes, dos quais 24,9% se encontram na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O Alto Paranaíba é a segunda região  menos populosa, com 3,4% dos habitantes. A menos populosa é a região Noroeste, com apenas 2% da população estadual. Já o Triângulo é a quarta região mais populosa, com 7,5% do total de habitantes.

   O estudo destaca que os índices das regiões do Triângulo e Alto Paranaíba superam a média de escolaridade do Estado. Na faixa de 6 a 14 anos, a taxa da região é de 98% das crianças na escola, acima da média estadual que corresponde a 96,9%, indicador que praticamente comprova a universalização do ensino nessa faixa etária. Já o Triângulo possui o segundo melhor desempenho na faixa etária de 15 a 17 anos, com 87,9% dos jovens nas escolas, atrás da região Central e da RMBH, as duas com a taxa de 88,3.

   Ainda na Educação, enquanto os anos de estudo da população com mais de 10 anos de idade permaneceu estável em Minas Gerais (6,9 anos), no comparativo 2009 e 2011, o número aumentou de 7,0 para 7,4 no Triângulo, e 6,8 para 7,1 no Alto Paranaíba.

Saúde e qualidade de vida
   No quesito saúde os mineiros estão mais satisfeitos. Segundo a pesquisa, 82,4% consideraram o seu estado de saúde como bom ou muito bom, contra 77,9 por cento em 2009. Este índice subiu de 76,9 para 83,2%, no Triângulo, e de 77,7 para 79,8% no Alto Paranaíba.

   A frequência para realizaçãode exames preventivos para as mulheres, como o Papanicolau, também foi priorizada na análise. Em todo o Estado, 13,2% das entrevistadas com mais de 25 anos declararam nunca ter recorrido ao procedimento. Enquanto no Triângulo Mineiro, apenas 5,1% não realizaram o Papanicolau, em 2011.

   Com relação à infraestrutura fornecida por serviços públicos, a pesquisa indica que a população do Alto Paranaíba é a segunda melhor atendida e que 99,2% dos domicílios têm água canalizada em pelo menos um cômodo. Sendo assim, a região supera o percentual estadual que é 97,7% das casas com água. E fica atrás apenas do Sul de Minas, com 99,3%.

   Já com relação à presença de rede coletora de esgoto ou fossa séptica, o Triângulo Mineiro se destaca entre as regiões do Estado com um percentual maior de domicílios ligados à rede coletora, 87,7%. Índice acima da média estadual, que é 76,4% da população com acesso ao esgotamento e superior ao indicador da RMBH que é de 86,4%.

   No comparativo entre 2009 e 2011, a taxa de desocupação da população diminuiu tanto no Triângulo quanto no Alto Paranaíba (8,2 para 5,3 e 6,5 para 3,9 respectivamente). No período, a taxa do Estado caiu de 8,0% para 4,5%.

Apoio às políticas públicas
   Os resultados da pesquisa, realizada de dois em dois anos nas dez regiões de planejamento e nas 12 mesorregiões mineiras, servem para subsidiar a elaboração e avaliação das políticas públicas.  Cerca de 18 mil domicílios foram visitados em 428 municípios, na edição de 2011. Além da educação, questões no âmbito da saúde, infraestrutura, trabalho, entre outras,foram abordadas pela amostra.

   “A pesquisa tem dois grandes pontos de destaque: o primeiro é a capacidade de auxiliar no desenho e monitoramento das políticas públicas. O outro ponto é a capacidade de acompanhar as diferenças regionais. Isso é uma carência muito grande, pois é muito custoso – Minas Gerais tem 853 municípios, totalmente subdividido, esta capacidade de analisar as diferentes regiões do estado é importante para a população e para o governo”, destacou a coordenadora técnica da pesquisa,Nícia Souza, do Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro.

 

 

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