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Projeto Vidança leva dança a deficientes visuais
18/09/2012, às 10:28:18

 

   Com o objetivo de ensinar a dança para pessoas com deficiência visual e contribuir com a promoção da inclusão, a empresária e bailarina Polyana Cardoso Ribeiro idealizou e está desenvolvendo o projeto Vidança. “Esse projeto é importante, porque a dança trabalha muito a questão da autoestima, a coordenação motora, a autoconfiança, traz uma sensação de liberdade e a descoberta deles saberem que podem ir além do que eles achavam que podiam”, diz Polyana.

   A empresária explica que o projeto Vidança significa uma visão melhor através da dança. ”Eu sempre sonhei trabalhar com deficientes visuais, porque pra mim é um desafio. Saber como é que eles poderiam fazer, aprender os passos e depois de muitas pesquisas agora estou podendo realizar esse sonho”, afirma. Para se preparar para ministrar as aulas, ela conta que fez cursos e leu bastante sobre o assunto. “E identificamos que não há necessidade de ter uma coisa especial, porque na verdade para a dança a questão da visão não limita. A limitação é muito pouca com relação a isso, porque através do toque, a gente tocando-os para mostrar o movimento, ou eles mesmos tocando a gente pra ver como funciona o movimento. Assim, tudo fica tranquilo e eles fazem direitinho”, conta Polyana.

   Segundo ela, o projeto iniciou-se em 21 de agosto passado e alguns participantes já sentem os resultados, como o de dormir melhor. “Alguns sentiam às vezes dores num ou noutro lugar do corpo, agora já não estão sentindo como antes. Então, a gente já está vendo resultados, tanto no físico, quanto no emocional. A gente trabalha muito a questão da socialização mesmo, da amizade entre o grupo, todo mundo ajudar um ao outro. Isso é muito importante e, com certeza, o desenvolvimento é bem maior dessa forma”, explica.

   O projeto idealizado por Polyana foi elaborado pela SS Projetos e aprovado pelo Ministério da Cultura, via Lei Rouanet. A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) já disponibilizou 60% dos recursos e os 40% restantes ainda estão em fase de captação. Além da oferta do curso ser totalmente gratuita, os alunos contam com transporte e a camiseta do uniforme. No primeiro momento, o projeto prevê uma duração de 12 meses. Segundo Polyana, a intenção é renová-lo todo ano. “É importante dar uma continuidade, porque quando a gente faz uma coisa de um ano é possível perceber que, quando o negócio está começando a ficar bom mesmo, ele para”, reflete.

   Ela informa que 6 das 45 vagas disponibilizadas pelo projeto ainda não foram ocupadas. As outras 39 já estão preenchidas por alunos de várias faixas etárias, crianças, adultos e idosos. Polyana informa que estão distribuídos em três turmas, de bale infantil para crianças e dança de salão, como forró, tango e bolero para adultos. Segundo ela, a maioria dos alunos é do Centro Educativo Louis Braille (Celb), sendo que qualquer pessoa com deficiência visual, total ou parcial pode se inscrever para participar do projeto. “Para isso, basta entrar em contato com a Escola de Dança Cak que funciona dentro das instalações do Colégio Dom Bosco”, informa.

   Ela destaca que outro ponto forte do projeto são as apresentações públicas que serão executadas pelos alunos, uma delas prevista ainda para este ano. A aluna Rosimeire Borges Vaz é telefonista, tem deficiência visual avançada e está muito feliz por participar do projeto. “O meu sonho é dançar no palco, pra mim este projeto é esplêndido, maravilhoso, estou gostando muito. Me sinto mais relaxada, com mais flexibilidade e adoro a parte da socialização com as outras pessoas”, conta Rosimeire.

   Sami de Moura Nunes é músico, toca violão, percussão e é também vocalista da banda Lado B, além de ter outros projetos paralelos todos ligados à música. Ele também tem deficiência visual avançada e elogia o projeto. “A interação com a dança para pessoas com deficiências visuais é simplesmente magnífica, porque a gente se solta mais, é muito bom. Isso pra gente é uma beleza, já estou sentindo um molejozinho a mais no corpo. A gente fica bem melhor. Eu, enquanto músico, espero poder me soltar mais no palco, interagir mais com as pessoas. Espero poder dançar em festas e também no palco, no final do ano”, diz Sami.

 




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