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EDITORIAL - Consciência no voto
07/10/2012, às 07:51:33


   É só ouvir a voz da consciência para cumprir o dever de votar bem, sem preocupar-se com o resultado final, é assim que cada um realmente faz a sua parte. Apesar de três meses de intensa campanha eleitoral, esta acontece sem dúvida com a intenção de atrair o eleitor, nem que para isto seja preciso até traí-lo, como ainda comumente constata-se na política, por isto, é muito difícil separar o joio do trigo. Tudo colabora para confundir e manipular o eleitor, a começar pelas técnicas de marketing e as pesquisas de opinião pública que parecem existir para fazê-lo ir votar como “Maria vai com as outras”. Então, o que deve prevalecer mesmo é a boa intenção de cada eleitor.
   Os que já decidiram em quem votar e também aqueles que mesmo depois de tanto ouvir, assistir, ler e comparar os candidatos ainda estão cheios de dúvidas, todos devem fazer o exercício da consciência. Primeiro, é perguntar pra si mesmo o porque do seu voto, numa atitude verdadeiramente desinteressada. Se a resposta for porque será beneficiado pessoalmente de alguma forma com a vitória desse candidato, vale a pena repensar. O candidato que promete ou parece que pode governar para atender uma só pessoa ou o grupo delas que o apoiou na campanha, sem pensar na cidade como um todo, não está preparado para fazer um bom governo. Assim como não sabe governar, aquele que guarda rancor, que não aceita as críticas recebendo-as com desprezo ou falta de interesse, que não sabe compreender o outro e perdoar e que pode até chegar ao ponto de desejar ou fazer mal, de perseguir as pessoas.
   O candidato que se julga o todo poderoso, é vaidoso, orgulhoso, dissimulado, tem sempre uma expressão armada no rosto e não consegue olhar nos olhos das pessoas também não fará um bom governo. Nem aquele que diz saber tudo, que pode resolver todos os problemas da comunidade, que é melhor do que os outros, sem conseguir ser humilde no entendimento de que todos são humanos, passíveis de erros e acertos, sendo que é preciso confiar, ter boa fé nas pessoas. Assim como também não está preparado para governar, o candidato que só escuta os elogios, não busca se aprimorar, não é capaz de reformular, de estar sempre aprendendo, não evolui. O candidato ignorante, distante, que desconhece o meio e as pessoas, que não convive socialmente e não sabe o que existe de bom e ruim na cidade, não consegue discernir nada que escape do seu mundo, então, não serve para governar a cidade. Aquele candidato que manipula os fatos, distorce a história a seu proveito, vive de meias verdades, diz sem não dizer nada, também não pode ser um bom governante.
   Se depois de todo esse exercício, o eleitor ainda tiver dúvidas sobre em quem votar com a consciência tranquila, se ainda desconhece os candidatos, deveria repensar mais uma vez, porque antes de qualquer coisa, é certo que a política impacta a cidade onde vive. Pense de novo sinceramente, pelo menos naquele candidato que esteja mais próximo do bem e mais longe do mal, que realmente se esforce em prol da coletividade, que seja transparente, corajoso e possa ser cobrado, alertado, que busca se informar sobre a população. Assim como o candidato, o eleitor também pode não ser bom para a cidade, ao votar descomprometido com a sua consciência, pelo dinheiro e outros interesses, mascarando a realidade, fantasiando porque no fundo não quer realmente saber quem pode ser melhor para todos e não só para ele.
   Se a maioria do eleitorado buscar a sua própria consciência na hora de votar, estará em paz, tranquila, pronta para assimilar e tirar bom proveito da vitória ou da derrota. Afinal, Deus tem os seus desígnios para cada escolha, então, que seja feita de forma consciente e pela sua bondade. 

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Clarim
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