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Morte de Ana Clara mobiliza as polícias Militar e Civil
24/10/2012, às 10:01:25

 

O corpo de Ana Clara Cunha da Mata, 11 anos, que estava desaparecida desde à tarde da última quinta-feira, 18, foi encontrado em um local ermo situado às margens da MG 452 (Araxá/Uberlândia), nos fundos do depósito de material reciclável existente no Distrito Industrial (DI). Nesta terça-feira, às 12h, a PM foi acionada por testemunhas que estão trabalhando na montagem da fachada de um estabelecimento comercial próximo ao local onde foi assassinada.

De acordo com os solicitantes, eles foram até um restaurante onde compraram um lanche e deslocaram-se até as proximidades do distrito para fazer a refeição. Ao chegarem na área onde estava o corpo, as testemunhas sentiram um forte odor e constataram que havia um corpo do sexo feminino em decúbito ventral, totalmente sem roupa, com visíveis sinais de violência e já em estado de decomposição, quando acionaram a PM. Nas proximidades do corpo, havia um tijolo, um short jeans branco, um par de chinelos de dedo rosa e um aparelho celular que foram recolhidos pela perícia técnica da Polícia Civil que compareceu no local para o trabalho de praxe, junto com o delegado de Homicídio e Desaparecidos que preside o inquérito, Luiz Antônio da Costa.

Os objetos encontrados foram reconhecidos pelo tio de Ana Clara. Parte do corpo estava carbonizado, o rosto e os pés, como se tivessem tentado incendiá-lo para apagar os vestígios do crime. O corpo em avançado estado de decomposição foi removido e encaminhado até o Instituto Médico Legal (IML) de Araxá. A suspeita é a de que a vítima tenha sofrido abuso sexual e sido assassinada com pedradas na cabeça devido a um trauma crânio-encefálico. A Polícia Civil também trabalha com a possibilidade do crime ter sido cometido por mais de uma pessoa.

A Polícia Civil
Os pais de Ana Clara, Aline Lopes da Cunha e Edmar Silva da Mata, residem há poucos meses em Araxá, na rua José Luciano da Silva, bairro São Geraldo. Na quinta-feira, 18, às 16h45, a vítima saiu do Espaço Multiuso situado no bairro Leblon e seguiu em direção à Escola de Aplicação Lélia Guimarães que funciona no Centro Universitário do Planalto de Araxá (Uniaraxá) onde iria buscar o seu irmão menor. Ana Clara era negra, tinha cabelos compridos e usava as roupas que foram encontradas próximas ao corpo.

“Nós tivemos a informação do desaparecimento de Ana Clara já na quinta-feira, 18, e às 20h já começaram as buscas por parte da Polícia Militar. A partir da sexta-feira, 19, nós assumimos a investigação e foi montada uma equipe de procura que buscou pela menina no final de semana”, informa o delegado Luiz Antônio. Ele explica que na segunda-feira, 22, como a menor não tinha aparecido foi instaurado o inquérito para ser feita uma investigação mais apurada. “E começamos através do seu número de telefone celular, porque sabíamos que ela tinha desaparecido com o aparelho. Não tivemos êxito e na terça-feira, 23, o corpo foi encontrado”, diz.

O delegado confirma que Ana Clara saiu do Multiuso para buscar o irmão na escola da faculdade. “É um percurso pequeno no qual desapareceu porque não chegou à escola para buscar o irmão. Desde sexta-feira, 19, a polícia e a família têm recebido muitas informações de que teriam visto a criança na cidade, todas foram checadas e nenhuma nos levou a algum êxito. Acreditamos que essas informações tenham sido dadas por engano, porque aparentemente o corpo está aqui desde quinta-feira, 18, ou sexta-feira, 19, mas só ao término da perícia que vamos saber”, informa. Ele acrescenta que só a perícia pode apontar se há sinais de violência, sejam físicas ou sexuais, mas aparentemente o crânio está com traumatismo.

“Tudo vai depender de uma perícia e de difícil constatação, mas acreditamos que tenha havido um abuso sexual seguido de um homicídio”, diz Luiz Antônio. Segundo ele, pelas vestimentas é a criança desaparecida e a polícia ainda vai verificar se o telefone celular encontrado próximo ao corpo é realmente o dela.  Ele afirma que também é a perícia que vai constatar se o corpo foi incendiado ou não. “Há um líquido que não sabemos ainda se é proveniente da decomposição do corpo ou se foi jogado em cima dele, o que vai ser analisado posteriormente.” O delegado destaca que a comunidade pode ajudar a elucidar o crime. “Nós precisamos agora identificar a pessoa que fez essa barbaridade, qualquer informação é bem vinda, já tivemos algumas e temos outras que a gente precisa identificar”, destaca.

 

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