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Conselho Municipal de Políticas Sobre Àlcool e Outras Drogas promove curso de capacitação
13/11/2012, às 08:00:36

 

Com o objetivo de formar agentes multiplicadores para que possam contribuir com a luta contra as drogas, o Conselho Municipal de Políticas Sobre Àlcool e Outras Drogas (Comad) promoveu em parceria com a Associação Brasileira Comunitária para a Prevenção do Abuso de Drogas (Abnraço), o curso “Educar para Prevenir”. Realizado na sexta-feira, 9, o curso ofereceu quatro módulos aos participantes, com conteúdos que vão desde o histórico da dependência química até às dicas de como elaborar um projeto de prevenção. Durante todo o dia, o participantes puderam compreender melhor o universo do usuário de drogas. Para o presidente do Comad, Augusto Paiva Montandon, este tema é bastante difícil. “Como atuamos nas áreas de prevenção, tratamento e reinserção social, este curso visa capacitar os agentes multiplicadores para atuar nessas áreas“, explica o presidente.

Cerca de 100 participantes fizeram o curso, entre eles profissionais da área de Saúde, Educação, Polícia Militar, voluntários, entre outros. A educadora Mirian Fonseca de Carvalho participou do curso e está muito satisfeita com o que aprendeu. “É o que a gente precisava. O curso traz muita vivência e experiência. A gente precisa entender isso para as nossas crianças de hoje. Então está sendo muito interessante, está abrangendo tudo que a gente precisa de ouvir e aprender. Esta abrindo um leque muito grande de informações. Tem muita coisa que a gente não sabia. Esta sendo excelente, perfeito”, comenta a educadora.

A coordenadora do setor de capacitação da Abraço, psicóloga clínica especialista em dependência química, Yone Maria Monteiro da Costa veio de Belo Horizonte especialmente para ministrar o curso. Segundo ela, é necessário que haja uma abertura no campo de visão da comunidade como um todo sobre o que venha a ser droga. “Há uma tendência hoje quando se fala de drogas só pensar em crack. Principalmente porque o crack tem invadido a nossa sociedade de uma forma gritante e assustadora, há uma tendência em pensar só nas drogas ilícitas. Mas, o que eu procuro passar nesse curso é que o contato com as drogas começa com as lícitas em casa, que são os medicamentos, o álcool e o tabaco. E os produtos de limpeza que contêm solventes. Então que a nossa atenção tem que estar voltada para todos os tipos de drogas”, explica a psicóloga.

Outro fator decisivo na prevenção contra as drogas, na opinião de Yone Maria é a busca por informações. “Toda família deve buscar as informações de uma forma coerente, numa fonte segura que não sejam simplesmente só simpatizantes. Hoje a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas oferece sites que num texto transparente, sem repressão, desfaz mitos. Então é um assunto que todos nós deveríamos buscar. Não só quando surge o problema. De preferência, quando surge o problema, procurar ajuda com os que lidam com o problema. Ou seja, são os grupos de auto ajuda: Alcoólicos Anônimos (AA), Narcóticos Anônimos (NA), Amor Exigente e tantos outros profissionais que estejam voltados e preparados para lidar com o assunto. Porque muitas vezes uma má indicação, ao invés de ajudar a resolver o problema, faz com que permaneça ou até piore”, informa a Yone.

Sobre as Políticas Públicas voltadas para o combate às drogas, a psicóloga está otimista.  “Estamos indo muito bem. Por mais que as pessoas achem que as políticas públicas estão engatinhando, falar sobre drogas de uma forma eficaz é recente. Eu trabalho nesta área há 20 anos, então pude acompanhar vários momentos de se lidar com o assunto. E neste momento nós estamos tentando fazer com que as pessoas entendam mais o assunto, busquem conhecimento para buscar ajuda. Acredito que as políticas públicas estão caminhando sim, para um alcance maior. Só que no problema das drogas, a demanda é muito maior do que o Estado possa oferecer”, comenta. Finalizando, a psicóloga da uma dica para quem esteja envolvido de alguma forma com problemas com drogas. “Que a família busque ajuda. Muitas vezes a gente vê a família buscando ajuda para o dependente, para o usuário, mas ela tem que buscar ajuda para ela. Para que ela fique equilibrada, para que ela fique bem estruturada para tentar ajudar a resolver o problema”, recomenda Yone Maria.

 



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