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Clubes amadores se unem pelo equilíbrio no Amadorão
10/12/2012, às 13:11:48

 

Uma reunião inédita no futebol amador. Representantes de 10 times amadores e outros envolvidos com nosso futebol amador se reuniram na última quinta, 07, no Complexo Esportivo Ernest Duílio Stefani para discutirem o futuro do futebol amador. Para eles algo é preciso ser feito de forma rápida para evitar o fim do campeonato amador de Araxá.

A reunião foi idealizada por Evaldo Juvenal do Ferrocarril para que todos pudessem debater, longe da sede da Liga Araxaense, algumas alternativas para que o futebol amador pudesse ficar equiparado. Estiveram presentes a esta reunião: Evaldo do Ferrocarril, Jailson do Guarani, Clayton do Ipiranga, Paulinho e Leandro do Ferroviário, Fernando Willian, Sidney e Baltazar do Cerrado, Melete do Estância, Gelson e Wesley do Santa Terezinha, Leonardo do Trianon, Nélio Reis e Zé Humberto do Vila Nova e Adilson do Internacional. Além deles também estiveram presentes Edivaldo Pelanca e Prof. Fernandinho (que não representaram nenhuma equipe, mas defenderam suas ideias).

Segundo Evaldo Juvenal o convite foi estendido também ao Operário e ao Arachás, mas estes não tiveram representantes na reunião. Para todos os presentes a opinião é a mesma: algo tem que ser feito para que o campeonato não fique resumido somente aos quatro grandes do nosso futebol amador na atualidade que são Grei, Gef, Dínamo e Tigrão.

Todos falaram sobre a situação e todos deram as sua opiniões e idéias. Mas apesar do consenso geral não ter acontecido nesta primeira reunião, muitas ideias começaram a germinar. E todos concordaram em realizar novas reuniões para que o equilíbrio no futebol amador possa voltar a acontecer. Todos os representantes têm a opinião de que os grandes querem muito mais do que se reforçarem: querem enfraquecer os adversários. E de que se algo não acontecer em breve, o futebol amador poderá ficar resumido a 6 ou pouco mais equipes.

Também ficou decidido de que são adversários dentro de campo, mas que para se fortalecerem fora dele deverão se unir de forma verdadeira para fazer frente aos grandes.

Para Evaldo Juvenal os pequenos entram dando tiros de 32 contra a artilharia pesada dos AR15 do outro lado. “O máximo que uma equipe consegue hoje é chegar, vez ou outra, entre os semi-finalistas e levar uma goleada no final” – destacou Evaldo sobre a situação vivida pelo Internacional neste ano por exemplo.

O professor Fernandinho defendeu a ideia de se dividir as 16 equipes da primeira divisão em dois grupos de 8. Um seria o Grupo Especial (com as 8 melhores equipes) e o outro seria a primeira divisão. No mesmo esquema de subir 2 e cair 2 para a segunda divisão. Seria algo como o campeonato Mineiro que tem o Módulo I, Módulo II e Segunda Divisão. Esta ideia foi apoiada por Leandro do Ferroviário, Adilson do Internacional e Leonardo do Trianon.

Já o presidente do Ipiranga, Clayton, acredita que a melhor opção seria criar divisões diferenciadas onde os melhores classificados nos finais se cruzassem nas semi-finais. Ele entende de que uma equipe que chegar ao módulo intermediário a uma semi-final poderia chegar embalada e animada para fazer frente ao campeão do módulo principal.

Evaldo Juvenal chegou a dar a ideia de que o Amadorão tivesse dois grupos e que no grupo A estivesse, todo ano, sempre os semi-finalistas do ano anterior e de que os 12 demais fossem distribuídos em sorteio. Esta opção chegou a causar uma certa animação em boa parte dos presentes, mas depois o próprio Evaldo recuou e passou a apoiar a opção dada por Edivaldo Pelanca. Para Edivaldo o mais correto para poder buscar o equilíbrio seria reduzir a primeira divisão para 10 equipes. Esta redução aconteceria de forma gradativa, onde em 2013 cairia 4 e subiria 2 equipes ate chegar em 2016 com um grupo de 10 equipes na elite. Seria uma forma de equilibrar o amadorão de uma forma técnica e aumentando a competitividade na competição. E principalmente uma forma de fortalecer a segundona, que passaria a ter 15 equipes e seria mais competitiva. Uma ideia que foi apoiada também por Melete, Wesley e Jailson.

Edivaldo também destacou de que todas as ideias devem ser estudadas e voltarem à pauta em reuniões futuras. “O maior erro dos dirigentes hoje é chegar a uma reunião na Liga e na primeira ideia que é apresentada já votam. Sem pensar, sem discutir mais. Esquecem que uma decisão rápida, por impulso, pode gerar efeitos colaterais no futuro. O correto é escutar e irem todos pra casa para analisarem e na reunião seguinte decidirem.” – comentou Edivaldo.

Leonardo do Trianon entende que os clubes devem se unir também no momento de buscar parcerias, patrocinadores. Para ele a força de todos junto é maior e podem ficar mais fortalecidos com um político junto.

Zé Humberto do Vila sugeriu de que a lista de atletas inscritos passe a ser obrigatória a partir da próxima temporada. De uma forma de que cada time use apenas os atletas inscritos na lista. Além de que também apóia a criação de uma liga independente ou uma associação dos clubes amadores.

Alguns, em momentos de exaltação, defenderam a exclusão dos grandes para uma competição paralela. Seriam 12 contra 4, mas ai o brilha da competição poderia cair, conforme afirmou Edivaldo que também acha que outra opção seria valores diferentes para as transferências por idade. Um valor diferente para idades de 20 a 25, 26 a 30 e por ai vai.

O fato é que os clubes pequenos e médios do futebol amador acusam os grandes de não quererem apenas se fortalecer, mas sim enfraquecer os adversários.

Mas afinal: o que realmente é preciso para equilibrar o futebol amador? Fortalecer os pequenos ou enfraquecer os grandes? Uma pergunta ainda sem resposta.

 

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Clarim
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